segunda-feira, março 10, 2008

Q&A sobre Necrofilia #1

Pessoal, para desgraçar aind amais a pobre imagem que o Boião de Cultura e eu conseguimos ter, decidi criar uma espécie de rubrica onde eu respondo a todo o tipo de perguntas sobre necrofilia. desde que comecei a desenhar o "My Life as a Necrophilian", que as pessoas, quase inconscientemente, vêm perguntar-me coisas sobre pessoas mortas. Achando isso tudo muito estranho, até porque eu juro que não sou ncrófilo, comecei a aperceber-me das potencialidades que esta série de perguntas e respostas poderiam ter. Por isso mesmo, dou hoje inicio ao "Q&A sobre Necrofilia", e vamos ver como corre. Se tiverem alguma pergunta para fazer sobre necrofilia e querem que eu responda, vão deixando comments que eu tento tratar disso. Se, por um lado, não existirem muitas questões, isso também é bom, demosntrando que não existem assim tantas pessoas doentes.

Para a primeira edição, respondo à pergunta do Guilherme Fonseca, leitor e amigo.

Pergunta: É necrofilia fazer sexo com uma zombie?

Resposta: Bem, caro leitor, essa é uma boa pergunta, pois uma zombie consegue fundir dois mundos, isto é, o vivo e o morto. Eu não sei até que ponto fazer sexo com uma zombie poderá ser considerado necrofilia, pois sinto que isso dependerá do necrófilo que estamos a falar. Não sendo um necrófilo, apenas um rapaz que teve a feliz ideia de desenhar sobre isso, sinto que um verdadeiro necrófilo nunca andaria com uma zombie. Vejamos o porquê: se somos um necrófilo, estamos habituados à facilidade com que conseguimos seduzir uma mulher. É tão fácil para eles arranjar sexo que, a possibilidade de ter algo que lhe possa resistir aparece como um catalisador de largas escalas. Um necrófilo nunca anda atrás de nenhuma miúda, pois as miúdas que eles procuram não têm muito para onde andar. Só o facto de ter algo que se mexe, mas que está morto ao mesmo tempo, deve afectar psicologicamente qualquer necrófilo, e falar nisso a qualquer psicólogo seria expor todo o plano e ser o maior “clockblocker” de sempre (pelo menos para aqueles que têm um gosto por pessoas frias e sem grande personalidade).

Para além desses factos, pensemos no seguinte: um necrófilo gosta de coisas mortas, certo? Então, existir algo que está morto por dentro, mas que mesmo assim se mexe, deve ser algo completamente irreal, certo? Por mais que gostem da imensa decomposição que certa zombie possa apresentar, ela mexe-se, emite sons e tem um terrível hábito de comer cérebro. Para perceberem melhor, pensem que conseguem arranjar uma mulher com um corpo fantástico, mas que tem uma cara tão feia que partiu todos os espelhos de casa e desenhou em cada um deles uma cara bonita e a frase “I’m beautiful, no matter what they say”, apesar de todos sabermos que ela é realmente feia e que a música não faz muito sentido. Uma cara tão feia que vocês fazem sempre “doggy-style”, evitando ao máximo qualquer troca de olhares, mentindo sobre o facto de não conseguirem dar-lhe beijos, como se fosse algo contra a vossa religião (ela também pode ser burra, por isso, costuma resultar).

Basicamente, vocês não podem ter as duas coisas. Claro que existem mulheres lindas, mas nós não estamos a falar disso. Uma zombie é, bem, uma mulher morta que ainda não se apercebeu disso. Se formos um necrófilo muito esquisito, só gostamos de mulheres decididas e que saibam o que querem da vida, isto é, assumem-se como mortas para nos aproveitarmos delas. Necrofilia não é uma doença, mas sim um modo de vida para pessoas que não têm paciência para segundos ou terceiros encontros antes do sexo. Sexo está acima de tudo, por isso, alguém que o possa resistir apresenta-se como desnecessário. Uma zombie é, para o necrófilo, a mulher que até gostavam de fazer sexo para experimentar, mas que nunca tentam por ela ser uma “vaca”.

Veredicto final, uma zombie terá sempre um sabor agridoce para qualquer necrófilo, por isso, podemos dizer que não é bem necrofilia. Claro que ela está morta clinicamente, mas fazer sexo com cadáveres vai para além disso, isto é, só um deles é que controla a relação.


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