sábado, setembro 09, 2006

Filme de Série - Z - Parte 9 "Final"

- Bem vindo ao Hamburguer’s Lover, o que vai querer?

- Queria um menu 5 com cerveja, se faz favor.

- Estamos a ter uma promoção, se comprar mais uma cerveja tem direito a um gelado.

- Não, só quero uma.

Ao fundo, um homem com uma máquina fotográfica ao peito entra. Faz-lhe sinal. Azel responde um movimento de cabeça. O homem senta-se.

- Joey, toma conta do pedido deste senhor e passa para a caixa.

- Na boa, patrão.

Azel tira a bata e o chapéu ridiculo. Tira uma cerveja do frigorifico e senta-se na mesma mesa que o outro homem.

- Têm tido muita clientela?

- Nesta altura é sempre assim.

- Então isto está a render.

- Pode-se dizer que foi um bom investimento.

Dá um golo de cerveja. Endireita-se na cadeira, ficando de frente para o homem.

- O que tens hoje para mim?

O homem liga a sua máquina fotográfica.
- Quero que vejas estas fotos.

Azel agarra na máquina. Uma sucessão de fotos deixa-o alarmado. Olha para o homem e devolve-lhe a máquina.

- Descobri isto enquanto estavamos a fazer entrevistas nas ruas por causa daquele incidente com o barro.

- Parece que os teus patrões estão a avançar com as coisas.

- Já é a quarta este mês. Temos de avançar.

- Já falaste com o Jonsey?

- Ele já o tem.

- E o nosso infiltrado?

- Foi fácil, está tudo combinado.

- Só nos resta despoletar isto tudo e ver as coisas a acontecer. Assim que me deres luz verde eu sigo para casa para organizar os documentos que iremos mandar para o Governo.

Azel acaba a cerveja.

- Já sabes que temos um novo ajudante?

- Já? Nunca pensei que o teu anúncio desse resultado.

- Nunca brinques com um homem que tem uma casa de hamburguers...

Os dois começam-se a rir.

- O maço segue para aqui, certo?

- O Jonsey está avisado. O que vais fazer com ele?

- Eles vêm cá buscá-lo e o plano fica concluido.

O homem abana a cabeça.

- Isto não vai correr bem.

- Pois não, mas eles prepararam um segundo plano. Se algo te acontecer damos inicio ao segundo plano e a partir dai seja o que Deus quiser.

O homem olha para o relógio.

- Está na hora. Damos inicio?

Azel suspira.

- Sim. Já sabes, mesmo que acabes os documentos mais cedo não sais de casa sem eu telefonar e dizer-te onde vai ser o ponto de encontro com o Jonsey.

- Fica combinado.

Azel olha para a paisagem. Ao longe, o Sol vai ficando cada vez mais forte, iluminando toda a área desértica entre a casa de hamburguers e uma vila.

- Só falta o teu telefonema.

Azel não responde. O homem volta a colocar a máquina fotográfica ao peito e levanta-se.

- Até um dia destes, Bill.

- Até um dia destes, com muita sorte.

Bill sai do estabelecimento e arranca no sue carro. Azel tira o telemóvel do bolso, marca um número e espera que alguém atenda.

- (do outro lado) Estou?

- Já o tenho.
Fim.
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Um dos grandes defeitos, senão o maior, que nós sofremos aqui no Boião de Cultura é o de não acabarmos maior parte das ideias. Começamos algo, por exemplo, uma ideia que tivemos em conjunto e que um de nós tenta passar para o papel e fazer daquilo uma espécie de série, mas que com o passar do tempo vai perdendo a piada e acabamos por deixar de escrever, até porque começamos a arranjar novas ideias. É por causa de todo este legado aqui no Boião que me sinto bem em ter terminado uma história do principio ao fim, segundo a segunda neste blog (a primeira foi feita pelo Kid_D). Aqui está a última parte de uma história estranha sobre o roubo de um maço de cigarros, que leva a uma revolta e á luta pela liberdade de uma cidade. No fundo, até estou orgulhoso, mesmo a não estar muito bem escrito, acho que até tem uma certa piada e dá sempre um gozo especial ver as ligações todas desde o inicio da história.
Assim me despeço desta história, e vos mando um bem-haja e muita saúde.
Obrigado.

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quinta-feira, setembro 07, 2006

Filme de Série - Z - Parte 8 (3/3) "Fumar Mata"

Fumar Mata


Um rádio está ligado: “E esta noticia acabou de chegar. Ao que parece a policia entrou em confrontos com uma ameaça desconhecida. Todo o terreno está envolto numa grande poeira, que nos impossibilita ter qualquer imagem ou até saber o que realmente se passou naquele local.
Está tudo envolto num silêncio ainda mais assustador que a poeira castanha. Enquanto este confronto decorria, o Governo decidiu lançar as suas tropas nas ruas da nossa cidade num último ataque aos distúrbios que tinham começado esta tarde graças a uma noticia passada na televisão e a qual nos recusamos a divulgar.
Em pouco tempo as tropas controlaram os distúrbios e derrubaram finalmente a cadeia dos Media e a Companhia de gelados, acusando-as de terem iniciado estes distúrbios e de outros crimes relacionados com lavagem de dinheiro e de tentativa de controlar a opinião dos habitantes desta cidade. A partir deste momento estas duas cadeias voltam novamente a fazer parte do Governo e serem, claro está, controladas pelo Presidente.
O Pesidente, numa entrevista rara e à porta dos Media Inc., decidiu proferir algumas palavras: “Confiámos no povo e demo-lhesduas das grandes indústrias desta cidade. Ao uilizarem-nas contra o próprio Governo e contra o seu próprio bem-estar, não tivemos outra solução senão executar quem inicou a revolta e controlar novamente estas indústrias. Não queremos transportar esta cidade para uma ditadura, tal não nos passou pela cabeça, mas esta acção será para ser relembrada para sempre nesta cidade e para que todos comecem a respeitar a Lei e a compreender que ela está acima de tudo e acima de tudo ficará. Ser a respeitarmos conseguiremos ter finalmente um ambiente calmo nesta cidade e conseguiremos renovar tudo aquilo que eramos até hoje. A partir de hoje seremos uma nova cidade.”
Antes de se retirar, o Presidente deixou um pequeno agradecimento: “Agradeço em meu nome e em nome da cidade ao policia, lider de um grupo de defesa, que nos alertou para toda esta conspiração. Um verdadeiro herói nacional.”
São estas as noticias do momento. Fiquem connosco enquanto tocamos a melhor música directamente dos nossos novos estúdios e vos motivamos para a limpeza da cidade.”

O rádio desliga-se. Senhor abre os olhos e à sua frente vê um carro que arde, o mesmo que o projectou. Não sente as pernas, provavelmente partiu-as. Leva a mão à cara e fica com ela cheia de sangue. Começa a rir. Rasteja até à sua arma. Tenta recuperar p fôlego, mas o corpo já não lhe obedece. “Demasiado pó nos pulmões, estou lixado”.
Ouve uns passos. Da poeira sai um miudo, que se aproxima dele. Mete-se de joelhos e olha para Senhor, este faz um esforço para manter os olhos abertos.

- Eu conheço-te...

- O senhor vendia tabaco ao meu pai.
- Então deve ser isso.

- (a sorrir) É o homem do tacabo!

- Sim, lá isso sou.

O miúdo continua a olhar para Senhor e aponta para a ferida na sobrancelha.

- O senhor tem um grande dói-dói!

- Tenho.

- Está bem?

- Estaria melhor se conseguisse fumar um cigarro.

- Ó...se eu soubesse tinha lhe trazido um, é que achei muitos ao pé de um homem que estava a dormir.

Pronto, depois de tanto de trabalho era um puto de 5 anos que andava com o seu maço d eum lado para o outro.

- Ainda tens alguma coisa contigo?

- Não, deitei tudo fora! O meu pai sempre me disse que aquilo era mau.

Bem, agora também não fazia diferença nenhuma. Longe de qualquer tipo de ajuda e com as duas pernas partidas, ia-se esvair em sangue até morrer. “Yupi...”

- Tu nunca deves fumar, está bem?

- Está bem!

- Devias sair daqui, onde estão os teus pais?

- Não sei, eles disseram que vinham aqui, mas não os vejo.

Os pais dele devem estar mortos por causa dele, mais uma razão para se sentir bem. Retira do bolso das calças um papel. Nele estava a receita para fazer um cigarro. Olha para o miúdo e decide pegar fogo ao papel. Ver o papel a arder custou-lhe, mas ao menos levava aquilo consigo. Por outro lado, também não queria ver miúdos como aquele que está à sua frente a cairem na tentação de experimentar aquilo. “O meu lado sensivel a vir ao de cima...”
Tira do bolso das calças um envelope e entrega-o ao miúdo.

- Leva isso contigo. Tens familiares aqui perto?

- A minha tia mora ao pé da casa de hamburguers ali ao fundo.

- Entrega isso à tua tia e fica com ela.
- O senhor vem comigo?

- Não, acho que vou ficar aqui a descansar mais um bocado. Agora vai lá.

- Eu depois venho cá com a minha tia!

- Fica combinado.

O miúdo começa a afastar-se. Pára e diz adeus a Senhor, que não lhe consegue retribuir o gesto. “Pronto, só falto eu”. Mesmo antes do sangue entrar pela vista adentro e mesmo antes de fechar completamente os olhos, um camião com destino à cidade vizinha leva um carregamento de tabaco. De um dos lados do camião, um anúncio aos cigarros, onde num dos maços se conseguia ler: “Porque fumar mata”.

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domingo, setembro 03, 2006

Filme de Série - Z - Parte 8 (2/3) "Por aquilo que é meu"

Por aquilo que é meu


- (gritando) Ora bem, eu vou dar inicio à minha busca. Sou um homem mesmo muito lixado neste preciso momento!

Senhor dá uns passos em frente, mas sente uma tontura. Pára por uns momentos e mete-se de joelhos. No sitio onde estava o corpo de Azel cai uma granada. A explosão projecta Senhor para dentro de uma das pequenas casas. Ainda atordoado, espreita pela janela. À medida que a poeira vai desaparecendo, começa a ver um grande número de policias. “Ó que caraças, estes já chegaram”.
O capitão da guerrilha retira o megafone.

- Sejas tu quem fores, queremos o maço de cigarros agora! Se cooperares ficas vivo, senão abriremos fogo contra a vila!

- (do fundo) Eu não tenho a porcaria do maço!
O capitão não consegue perceber.

- O que é que ele disse?

- Eu também não percebi, meu capitão.

- Acho que teve qualquer coisa a ver com um cachaço.

- Cachaço? O que raio é isso?

- Não sei, mas estes criminosos costumam ser muito inteligentes, meu capitão.

O capitão pega novamente no megafone.

- Nós não temos cachaços.

“Mas aquele gajo está a falar do quê?”. Senhor prepara as duas armas. Arranca um bocado da sua T-shirt e põe à volta da sua cabeça para parar a hemorrogia mais uns minutos.

- Ele não responde.

- Avancem.

As tropas espalham-se pela vila, concentrando-se de onde tinha vindo a voz.

- (via rádio) Estão todos preparados?

- Estamos, capitão.

- Disparem.

- Vocês ouviram, comecem a disparar!

Todos os policias começam a disparar. Por entre as balas uma granada explode, levantando uma enorme núvem de pó. Senhor corre para dentro dela. Dá um tiro no queixo de um policia, tira-lhe a metralhadora e mata os três que estavam com ele. Rouba uma granada e atira-a para o centro da praça. Com a explosão a levantar mais uma núvem de poeira, Senhor corre em direcção aos carros, matando mais 4 policias. “Tenho de chegar aos carros”.

- (via rádio) Não consegimos ver nada, capitão. São granadas a seguir de granadas, levantam uma poeira desgraçada!

- Continuem a disparar, pelo menos devem acertar em qualquer coisa!

- Assim não vai resultar!

Ouve-se uma explosão pelo rádio, seguido de interferência.

- Quero as metralhadores dos carros a disparar!

As metralhadoras a disparar, as granadas a explodir, o pó a entrar-lhe pelos pulmões a dentro, ele simplesmente adorava aquilo! Adorava a situação enquanto se aproximava cada vez mais dos carros, adorava cada vez mais aquilo quando colocou a granada no tubo de escape e viu os cinco carros a explodir e a envolver em chamas o resto dos policias vivos. Os carros rebolavam pelo que restava da vila, provocando cada vez mais explosões. A poeira vai ficando cada vez mais e Senhor não consegue ver nada. O som de um carro a rebolar aproxima-se dele e leva-o contra uma parede. Senhor acaba por desmaiar.

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sexta-feira, setembro 01, 2006

Filme de Série - Z - Parte 8 (1/3) "Reencontro"

Esta parte 8 é a maior da história e para não ficar um grande testamento, que ninguém iria ler, dividi tudo em três partes, que são: "Reencontro", "Por aquilo que será meu" e "Fumar Mata". É bom ver que esta pequena história está quase acabada, isto é, está quase toda aqui no Boião, porque acabada já ela está há algum tempo, a preguiça é que consegue ser lixada de vez enquando.
"Reencontro"
Naquele momento não havia ninguém mais lixado do que ele. Um acidente, uma ferida na sobrancelha que não parava de sangrar, o seu melhor amigo tinha-lhe roubado a porcaria do maço de cigarros e agora ia a caminho de uma vila de armas nas mãos à procura de alguém que ele nem sabia quem era. O melhor cenário para existirem umas quantas balas instaladas no crânio de alguém e não importava de quem seria.
A vila é suja, pequena e possivelmente inabitada, e ainda bem. “Teria de matar uns quantos logo á chegada e eu ainda gosto de conhecer o pessoal”.
Dispara para o ar.

- Se há alguém na merda desta vila, é melhor que se apresente rapidamente ou eu vou atrás de vocês e mato tudo o que se mexa. Tão simples quanto isso!

Olha para todos os lados, mas ninguém aparece. Quando se prepara para revistar casa a casa, ouve alguém a tossir. “Vem daquele lado”. Entra por uma pequena rua que vai dar á praça da vila. O tossir vai ficando cada vez mais próximo à medida que a poeira vai desaparecendo. Senhor começa a ver alguém no meio da praça, sentado numa pequena cadeira.

- Para tu estares aqui é porque as coisas não estão a correr mesmo mal para o nosso lado.

- Nem sabes o quanto, Azel.

Azel está sentado numa cadeira vermelha e ao seu lado tem uma mala preta.

- Se dentro dessa mala está o meu maço, é melhor que mo dês já.

Azel começa a sorrir.

- Era suposto por esta hora eu o ter comigo, mas não o tenho. Não chegou nada à casa de Hamburguers. Não terás nada a ver com isso?

- Só vi um dos teus morto no meio da estrada, pouco fiz eu.

- Então o maço está mesmo desaparecido...

Azel levanta-se da cadeira e põe a mala em cima da cadeira.

- Antes que comeces com explicações desnecessárias só te quero avisar que no final disto tudo tu morres.

- Nem espero outra coisa.

Senhor começa a andar de um lado para o outro, impaciente. Agora que poderia dizer tudo aquilo que queria dizer ao sacana que está mesmo à sua frente, a única coisa em que consegue pensar é numa frase simples e estúpida.

- Tinham-me de roubar o maço! Tinham-me de tirar aquela porcaria!

- Era preciso, seu viciado de merda. Ou preferias viver num mundo que fosse uma gigantesca noticia que te fosse bombardeada de 5 em 5 minutos na tua televisão, interrompendo todos os teus programas favoritos?

Senhor fica calado.

- Ou preferias viver num mundo em que tudo aquilo que tinhas podia ser roubado e destruido por não existirem regras? Ou, melhor ainda, viveres com uma câmara atrás de ti e quegravasse todos os teus movimentos?

Azel pára e depois sorri, mas de forma desesperada. Senta-se no chão e leva as mãos à cabeça.

- Eu nem me importo que me mates...o plano deu para o torto, estão todos mortos e os Media devem ficar com o maço, ou então ficas tu com ele e continuas a produzir essa merda. Com a casa de hamburguers destruida não me resta mesmo nada.

Senhor olha para Azel enquanto este permanece sentado, continuando a apontar-lhe a arma.

- Eu nem quero ver como esta cidade ficará.

Azel pega na pasta e começa-se a afastar, virando as costas para Senhor.

- Faz lá o que tens a fazer.

Sem pensar duas vezes, Senhor dispara contra Azel, acertando-lhe na cabeça. Naquele momento pouco lhe importava a salvação da cidade ou o facto de produzir uma espécie de droga comercial, o que realmente importava era dar uma valente passa num delicioso cigarro. Azel estava finalmente caido no chão e com uma das suas balas instaladas no crânio. A primeira parte do plano estava concluida: a vingança. Agora só falatava a segunda: a recolha. Seguida de uma deliciosa terceira e última parte do plano: o cigarro aceso.

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quinta-feira, agosto 24, 2006

Filme de Série - Z - Parte 7

Enquanto vai folheando o jornal, um amigo aproxima-se.

- A ler o jornal no café. Típico do Ash.

- Já me foste buscar o café?

- Tem calma, o patrão está a arranjar umas merdas na máquina.

Ash continua a folhear o jornal, sempre de caneta na mão.

- O que procuras?

- O que achas? Trabalho, preciso de um rapidamente.

- Porque é que não vens trabalhar aqui para o café? Até se ganha bem.

- Preciso de dinheiro rápido.

- Tu queres é um esquema qualquer. És lixado, pá.

- Andei eu a tirar o curso para quê?

Começam-se os dois a rir.

- Sim, sempre quiseste trabalhar na tua área.

- Vai lá buscar o café.

O amigo olha para ele, mas Ash continua concentrado no jornal. Um pequeno anúncio: “Pequeno trabalho. Pago bem. Na cidade vizinha. Trabalho complicado, mas recompensante”. Agradou-lhe o anúnciio. Rasga a página do jornal e dirige-se para o telefone do café. Marca o número. O amigo leva o café e senta-se na mesa a fumar um cigarro. Está a chamar.

- Estou?

- Estou, telefonei por causa do anúncio.

- Ah, fizeste bem, rapaz. Queres entrar no negócio?

- Ganha-se bem?

- Ganhas aquilo que nem te passa pela cabeça.

Essas palavras foram reconfortantes. Dinheiro rápido, tal como ele queria.

- És da cidade?

- Não, sou da cidade vizinha.

- Então apanha rapidamente a camioneta para esta cidade. Quero-te cá ainda hoje.

- É preciso alguma coisa?

- Nada, só que venhas. Espera, tens algum fato preto e uma camisa branca?

- Não, mas posso comprar.

- Faz isso.

- Quando chegar o que faço?

- Não te preocupes. A paragem fica mesmo dentro da cdade. Só tens de descer a rua para te encontrares com o teu contacto. Ele vai com um fato igual ao teu. Não tragas malas. Outra coisa, tens carta de condução?

- Tenho.

- Vais conduzir. Espero que sejas bom condutor.

O telefone desliga-se. Nem tem para ficar preocupado ou baralhado. Tinha trabalho e era um daqueles que lhe davam prazer. Senta-se novamente.

- Tu não te fartas de fumar essa porcaria?
- É bom e é quase dado. É de aproveitar.

Ash abana a cabeça.

- Arranjaste alguma coisa?

- Sim, um daqueles trabalhos.

- Vais fazer o quê?

- Não sei, mas é dinheiro rápido.

- Onde?

- Na cidade vizinha.

- Ui, é um dos grandes.

Ash acaba o seu café e pousa a chávena.

- Tenho de ir.

Deixa cair uma moeda.

- Já?

- Tenho de estar lá hoje e a viagem ainda demora uma ou duas horas. Tenho de aproveitar o dia.

O amigo tira um maço do bolso.

- Toma, quero que leves isto contigo.

- Eu não fumo.

- Eu sei, mas leva. Só para dizer não dizeres que nunca te dei nada.

Ash aceita o maço.

- Tens consciência que o vou deitar fora mais tarde ou mais cedo, não tens?

- Sei, mas não te preocupes.

Despedem-se. Ash sai do café, dirigindo-se para uma loja de roupa. Compra o fato e veste-o. Corre para a paragem para apanhar a camioneta do fim da manhã. Compra o bilhete.

- Ainda faltam 10 minutos.

“Bela porcaria”. Vai à cabine.
- Amanha já tenho o dinheiro, não se preocupem.

- Espero que não seja outro falso alarme, porque desta vez vamos mesmo buscar-te.

- Não se preocupem, amanha fica tudo resolvido.

Senta-se ao lado de uma velhota, que está a sorrir.

- Hoje vou ver o meu neto à cidade. Estou muito contente.

- Ainda bem, minha senhora.

- Ele tem uma casa ao pé de um armazém velho, vai fazer transformar aquilo numa grande padeiria e eu vou lá ajudá-lo.

- Estou contente por ele.

- Se calhar conhecem-se.

- Eu nunca fui à outra cidade, portanto não nos devemos conhecer.

A camioneta chega. Ash parte finalmente para a cidade vizinha, numa viagem de duas horas, horas essas que passaram mais rapidamente que segundos na cabeça de Ash., e cedo começou a ver a tal cidade no horizonte. A camioneta pára na avenida principal, pede direcções ao motorista e rapidamente entra nas ruas secundárias. Ao fundo, um homem encostado a um carro com um fato preto preto e uma camisa branca.

- Presumo que sejas o ajudante. Chegaste rápido.

- Vim logo a seguir ao telefonema.

- Assim é que é, gajos empenhados no seu trabalho! Podes entrar no carro, és tu que vais conduzir.

Entram os dois no carro.

- É só desceres esta rua, entras na segunda à direita e páras num pequeno café. Lá receberemos mais instruções.

Ash arranca com o carro.

- Jonsey.

- Ash.

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segunda-feira, agosto 21, 2006

Filme de Série - Z - Parte 6

Ok, só uma pequeno texto antes do resto da história. Nã meti esta parte mais cedo porque estive uns tempos fora e não foi um tempo de falta de imaginação. Sempre que queiram saber quando eu não estou por estes lados, bastam ver se o Monsieur_Chinese postou alguma coisa nova ou não (esta foi mesmo para ti, buddy!). Pronto, chega de envergonhar o Monsieur_Chinese no Boião e passem lá ao texto, aposto que se sentem memso bem depois de lerem este pequeno texto "introdutório" e que não tirou nenhuns segundos da vossa vida.
- Sim, o Bill está morto e eu vou acaminho da casa de Hamburguers. Faz o que tens a fazer.

Desligou o telemóvel um pouco atrapalhado. Nunca pensara que a situação conseguisse chegar ao ponto de ele ter de actuar. São nestes momentos em que repensamos o verdadeiro motivo pelo qual nos metemos nas coisas e o maldito do medo sempre nos traz dúvidas mesmo quando pensamos que somos uns heróis.
Começa a despir a sua farda. Retira o distintivo, de onde se pode ser o número 42. Deixa a farda no cacifo, retira a arma, carrega-a e mete-a no bolso do seu casaco para não levantar suspeitas. O que tem de fazer deve fazê-lo sem farda, porque no fundo sempre gostou de ser policia, só não concordava com o caminho e ideologias que a esquadra estava a seguir graças à porcaria de Comandante que tinham. Se não fosse ele, estaria neste momento a patrulhar as ruas da cidade e não a brincar às guerras com putos que mal sabem falar, a defender coisas que nem ele nem os seus colegas percebiam, mas que tinham sempre um sabor amargo de cada vez que o obrigavam a engolir aquilo. Não se daria ao luxo de ficar quieto, não desta vez.
Á medida que passava pelo longo corredor que ligava os vestuários à parte principal da esquadra, ia-se lembrando dos bons velhos tempos, dos tempos em que ia trabalhar com um sorriso na cara e tendo smepre em mente que iria ajudar alguém até ao final do dia. Tempos esses que, porra, já lá vão e que nem devia haver necessidade de suspirar por eles, mas, porra, aquilo estava tudo mal. Estava decidido, iria matar o Comandante, pelos velhos tempos.
No altifalante: “Todos os policias da Esquadra, façam o favor de se dirigirem à garagem para se realizar o armamento e sucessivo embarque para o ponto de combate”. Tinha de se esconder, se algum dos seus colegas o visse ele teria de embarcar na missão como todos os outros e nunca conseguiria parar aquele maldito homem a tempo.
“Estou farto de tangas”, pensa enquanto procura um local para se esconder. O seu corpo meio velho já começava a dar sinais de fraqueza e sentia-se como um homem de meia idade à beira de uma crise: “Se calhar ainda estou a entrar na menopausa masculina”. Se as mulheres deixam de ter o periodo, deixaria ele de conseguir exacular? Ficaria estupidamente impotente e sem conseguir fazer nada para parar a sua condição? Não queria ficar impotente, era a pior coisa que lhe podia acontecer naquele momento: Perde o trabalho e perde o prazer do sexo. “Mais valia matarem-me já”. Encontra um pequeno cacifo escondido numa sala abandonada da esquadra. Mete-se lá dentro e espera que todos saiam finalmente em missão. O problema da impotência continua a atormentá-lo, isso não poderia estar a aconecer, é que não podia mesmo. As coisas com a mulher já não estavam muito bem e se agora ficasse...ouve um barulho, alguém se aproxima. Tira a arma do bolso e aponta-a para a porta. O sujeito aproxima-se cada vez mais da porta do cacifo. Pela primeira vez a sua mão treme, ou é por ser a primeira vez que faz realmente algo importante na sua carreira ou a primeira vez que se sente em perigo. “Se estou á vontade nesta cidade, nunca vou estar à vontade fechado num cacifo enquanto se aproxima alguém potencialmente perigoso!”. Dispara quando a porta finalmente abre. O empregado de limpeza cai morto no chão. “Nós tinhamos empregado de limpeza?!”. Atrapalhado, mete o corpo dentro do cacifo e limpa o sangue no chão. “Matei o empregado, que bela merda!”.
Vai à porta e espreita. A esquadra está silenciosa, de certeza que já se tinham ido todos embora. Estava na hora de ser tornar num heroi impotente.
O gabinete do Comandante era no terceiro andar. Começa a subir as escadas e o medo começa novamente a atacá-lo. Ia matar mais um homem, mas desta vez um homem que conhecia e convivia todos os dias e não alguém, que tinha acabado de matar acidentalmente. Tinha de se esquecer o mais rapidamente possivel que tinha morto o empregado de limpeza ou aquilo não ia correr bem. Mas quando se esquecia que o tinha morto, lembrava-se que ia matar mais uma pessoa, e desta vez iria ser alguém que ele conhecia e não alguém que tinha morto acidentalmente...o que o levava novamente ao mesmo. Sem tempo para acalmar a sua alma, tão, mas tão atormentada e corroida pela culpa, continuou a subir as escadas em direcção ao gabinete do Comandante.
Ia matar um homem. Teria ele esse direito? De chegar ali e dar um tiro num gajo que às vezes até era porreio com ele? Pronto, mas também era esse mesmo “gajo porreiro” que o mandava a ele e aos seus colegas para os bairros sociais mais problemáticos da cidade enquanto estava sentado numa cadeirinha de pele a beber um café. Era o mesmo homem que não lhe tinha pago a porcaria da conta do hospital quando levou com uma bala no peito e esteve às portas da morte! Porra, aquele gajo merecia era morrer! E ele iria fazê-lo não pela causa que defendia, ou ideologias maradas que tentava impôr, iria matá-lo pelos seus colegas e repôr a honra de ser policia! Iria ser um heroi, um verdadeiro heroi!
Chega ao gabinete, dá um pontapé na porta. Ele está ao telefone.

- Esta é pela conta do hospital!

Dá-lhe um tiro no braço. O Comandante cai no chão aos gritos. Aproxima-se dele.

- Espera lá, tu não és o Comandante...

- O teu Comandante já deve estar morto neste momento!

- Ó que caraças, já é o segundo hoje...

O homem levanta-se e senta-se no cadeirão. Atrapalhado, decide ir-se embora.

- Então desculpe lá o mal entendido.

Depois pára.

- Mas o que é que você está a fazer neste gabinete e sentado nessa cadeira?

- Estou a limpá-lo.

Começa a fazer as contas, se dois mais dois têm de ser 4, e se aquilo que Azel tinha sobre um suposto infiltrado dos Media na esquadra fosse verdade, juntando tudo ao facto de ser impossivel aquele homem estar a limpar o gabinete visto que ele matou ainda há relativamente pouco tempo o verdadeiro homem das limpezas. A culpa....

- Tu só podes ser o infiltrado.

O homem ri-se.

- Talvez sim, talvez não. Tudo depende de como analisamos as coisas nos dias que hoje correm. É um erro que o povo não consiga...

Dá-lhe um tiro no outro braço.

- Não me tentes baralhar com as tuas tretas de jornalista!

O homem contorce-se no cadeirão. Espreita pela janela e depois pela porta: ninguém. Estava sozinho na esquadra com o infiltrado. O cenário perfeito.

- Pelas minhas contas, já só te falta um tiro. Porque é que não o dás?

Aproxima-se do homem e aponta-lhe a arma.

- Não tens muitas hipóteses, pois não? E que tal começares por dizer o que fizeram com o Comandante.

- Eu já te disse, o teu Comandante está morto. Nós matámo-lo porque estava a colaborar com os “rebeldes”.

O homem que ele queria matar fazia parte do mesmo grupo que ele. Estranho e arrepiante ao mesmo tempo. Iria ele mesmo matar o Comandante ou já estava tudo preparado para ele matar este gajo? Talvez fosse este gajo a dar aquelas ordens de porcaria aos seus colegas, já não sabia bem. A única coisa que ele sabia é que tinha de matar o infiltrado, ou neste caso, o Comandante, fosse qual fosse.

- Quando descobri que ele estava a colaborar com eles, e que iria ser ele a fazer a troca do material, meti-me na sua pele e disse aos seus próprios homens para apanharem o homem que andava a desviar os seus ordenados há mais de três meses. Dei-lhes também uns recibos falsos que apresentavam gastos enormes pela parte do Comandante e fotos dele com os cheques dos ordenados.

“Com isso até o homem mais pacifico passa a acção”, pensa.

- Qual foi o verdadeiro destino desse dinheiro?

- Paras armas e para a combinação de todo o plano. Sabes, existem várias peças: eu, tu, o Bill, os Media, o Governo, o tal Senhor e até o Azel. Peças que podemos controlar facilmente se tivermos muito dinheiro. Mandei um dos nossos matar o Bill e fiz com que alguém visse isso, o mesmo a quem lhe tiraram o maço de cigarros. Com esse homem enfurecido e a querer matar todo o vosso grupozinho de “rebeldes”, seria muito mais fácil depois matá-lo quando tivesse o maço consigo, apoderar-nos do maço, controlar o povo e impôr a Anarquia total, dando-nos o maior número de noticias do que em qualquer outra cidade, dominando assim toda a televisão mundial com um share de fazer babar qualquer pessoa. Perfeito!

“Este gajo é doente”.

- Já chega de planos doentes da tua parte.

- Achas que matar-me vai fazer com que algo mude? O destino está traçado, a spessoas estão em casa aterrorizadas, em frente à televisão, esperando por novas noticias, as tropas e os grupos radicais lutam nas ruas pelo simples...

Um tiro na boa, seguido de um no coração. Remédio santo para calar uma pessoa de vez.

- Nunca mais usas essa porcaria de linguagem com ninguém.

Estava morto, o infiltrado estava morto e o seu trabalho estava concluido. Tinha conseguido completar a sua missão. Iria ser um heroi de certeza. Sai rapidamente da esquadra. Na rua a confusão instala-se, pessoas tentam roubar lojas, outras atiram cocktails para os prédios. Afinal sempre tinham conseguido incentivar a multidão, mas isso já não o preocupava. Agora só queria ir para casa e tentar explicar á sua mulher que iria ficar dentro de muito em breve num homem impotente. Mesmo que ninguém soubesse, dentro de si sabia que era um heroi. “Só se...eu conseguisse fazer uma pequena coisinha antes de ir para casa”.

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quarta-feira, agosto 02, 2006

Filme de Série - Z - Parte 5

Não consegue ver nada, mal abre os olhos e a dor de cabeça aumenta de cada vez que se tenta mexer. Cheira-lhe a sangue, “Porra, tive mesmo um acidente”. Consegue ouvir uma multidão a falar lá fora, seja onde isso for. Começa a pensar no porquê de alguém lhe ter roubado a porcaria do maço e daquela conversa estúpida sobre a anarqui e policias erraivecidos. “Porra, uma cambada de anormais e tinha de calhar tudo a mim”.

- Tenha calma, senhor. Nós estamos a tentar tirá-lo dai.
- Onde é que estão os malditos dos bombeiros?

- Sei lá, parece que houve problemas lá na esquadra e não têm conseguido contactado com ninguém.

- É sempre a mesma coisa, só desculpas!

Senhor apenas ouvia, nem se esforçava em mexer. Gostava muito de ouvir o povo a falar, era um bom meio de pesquisa e o seu programa preferido, para além de matar aqueles que lhe roubam coisas importantes e únicas da sua vida.
Começavam a tentar abrir a porta do carro. Já conseguia abrir os olhos e a dor de cabeça começava a ser cada vez menos forte. “Um corte na sobrançelha. Nada mau, mas sangra como o caraças”. Arranca um bocado de pano e mete-o na ferida. Depois ri-se. Qual seriam as hipóteses daquilo chegar a parar o sangue. “Porra, preciso de uns pontos”. Já tinha dito demasiadas vezes “Porra”, aquilo poderia ser uma maldição e ainda o carro explodia, indo desta para melhor.

Tiram a porta e ajudam-no a sair. Pousa os pés no chão, mas cai logo. Começa-se a rir como se estivesse a beber durante horas na tasca da sua rua. Olha para a confusão que tinha feito: o seu carro dentro de uma loja de roupa barata, um carro a arder e outro virado. “Ao menos foram eles”.
Levanta-se, empurra uns quantos e procura pelas direcções, “Casa do Jonseym apenas a 2 quarteirões”. Decide ir a pé, aliás, tinha de ir a pé, não fosse o seu carro estar dentro de uma loja de roupa barata.
Chega finalmente a casa de jonsey. Procura a chave, smepre dentro da caixinha da campainha. Abre a porta e chama por ele. Não está ninguém em casa. Acha estranho. A sua ferida já a enervá-lo. Vai à casa de banho e mete um daqueles pensos grandes, para, pelo menos, aguentar até ele conseguir o maço e matar uns quantos.
Tenta saber onde Jonsey poderia estar. Não há mensagens no telemóvel, mas está um papel pendurado no placard que Jonsey tem em casa. “Armazém velhho, estrada com fim. Segunda na estrada secundária”. Bingo, era isto. Pega nas chaves do carro da mulher e prepara-se para arrancar. “Ela não se importa”.
A estrada é longa e secante, o que apenas lhe aumenta a raiva e a ansiedade. Vai desfazê-los, à pois vai. Vai baleá-los a todos, meter os seus corpos no carro, ir para casa de Bill, voltar a balear Bill, pegar fogo ao prédio e beber uma grande cerveja. Rouba um banco, compra o material e começa a produzir novamente o produto, e tudo isto antes do seu turno de amanha na empresa, “Não me posso espalhar, quero ser o empregado do mês”.
Aproveita este tempo para investigar o telemóvel de Bill, e saber quem é que foi o sacana que lhe ligou. Um número desconhecido. Ficou ineteressado. Decide ligar para avisar que ele iria apanhá-los e, se quisessem, prepararem uma comitiva, pois não existiria nada neste mundo que o parasse. O telemóvel está desligado. Boa porcaria, e agora que tinha ficado entusiasmado com a ideia, paciência. Deita o telemóvel de Bill fora.
A estrada acaba. Sai do carro. Uma velha morta e ao seu lado outro corpo com um fato muito parecido ao seu, “Bom gosto”.Vira o corpo. Era Jonsye. Fica um pouco surpreendido, depois contente, “Ao menos não lhe tenho de contar as novidades”. Stava morto e acabaou-se. Iria usar a morte do seu amigo para exagerar a sua vingança e matar mais uns quantos. Mais à frente um maço estragado. Fica preocupado, pensando que era o sue. Acende um cigarro. A qualidade não era a mesma, nem era parecido. Fica mais aliviado. O armazém está aberto e no meio está um policia, ainda vivo.

- Espero que tenhas aguma coisa para mim.

- Não tenho nada!

- Mau...falas muito para uma pessoa que já perdeu muito sangue.

Dá-lhe um tiro na perna.

- Não estou bem disposto, e pelo teu aspecto parece-me que não estamos a ter um bom dia. Roubaram-me o maço, tive um acidente, estou-me a esvair em sangue e o meu amigo está morto. Se continuas com essa atitude morres mais depressa.

Ainda tremendo, o comadante tenta responder.

- A casa de Hamburguers...

- O quê?

- É para lá que o maço vai...

- Para uma casa de Hamburguers?

- Sim, estamos a aproveitar a época dos discontos para não levantarmos muitas suspeitas e conseguirmos esconder lá o maço...

- Vou buscá-lo.

- Não faças isso! Vais dar cabo desta cidade!

- Olha só para a minha cara de preocupado.

Mata o policia. Tira-lhe a arma e mete-se no carro. Procura no porta-luvas a morada da casa de Hamburguers. Encontra o papel, “Eu sabia que o Jonsey tinha lá ido há pouco tempo”. Arranca a grande velocidade. Sente-se tonto e o sangue já começa a sair pelo penso. Tem pouco tempo antes de ir a um hospital. Tem de fazer tudo de uma forma rápida e muito suja.
Um caror parado na estarda, um homem estendido no chão e cheio de sangue. Um fato igual ao de Jnsey. Junta as pistas, eram cúmplices nisto, Jonsey estava metido no roubo, possivelmente até tinha sido ele a roubar o maço, “Grande cabrão”. Vê a mala, mas está vazia. Pequenas pegadas seguem na direcção de uma pequena vila. Quem quer que o tenha vai sofrer muito, mas memso muito. No rádio “A guerilha 42 avança na direcção de uma pequena vila, onde está neste momento um homem chamado Senhor ao aldo do cadáver de Ash, o homem que eu queria ver morto há bocado. Mas não faz mal, caros ouvintes, se este não se despachar a ir buscra o maço vai ser morto pela Guerrilha e eu ficarei contente. É tudo por agora, boa tarde”
Mais problemas para ele. Não importa, a vila fica a uns metros, tinha de encontrar o maço primeiro e fugir o mais depressa possivel. As coisas na cidade já estava a tomar uma direcçaõ que não gostava, preferia fugir dali para fora. Caminha em direcção á vila com as duas armas carregadas, não que isso faça muita diferenças, mas sempre lhe dava um ar mais estiloso.

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quarta-feira, julho 26, 2006

Filme de Série - Z - Parte 4

Fecha a porta do carro, tira um rebuçado do bolso e mete-o na boca. Olha para o retrovisor e ajeita os óculos escuros. Ash entra no lugar do condutor ligando o motor. Olha para Jonsey, que continua a ajeitar-se.

- Hoje estamos muito vaidosos...

- Temos de estar sempre arranjados, meu.

Ash arranca com o carro.

- Onde é que é esse tal “local secreto”?

- Tens ai o papel, não é muito dificil.

- Eu não sou de cá.

- Então temos aqui um grande problema.

Ash rapidamente apanha a avenida principal para tentar perguntar pelo “local secreto”. “o que deixa de ser secreto”, pensa Jonsey enquanto põe mais um renuçado na boca. Olha novamente pelo retrovisor, mas desta vez vê um carro a aproximar-se deles na outra faixa. Ash acelera e passa-o. Jonsey sorri e olha para ver quem era. Não consegue ver a cara, mas o fato era muito parecido ao seu e aquele gesto com a mão era tipico da cidade.

- Mais um bocado e morriamos aqui.

- Sem stress, vê-se que não és de cá.(pausa) Pára nesta rua.

Jonsey abre o vidro e chama um velhote.

- O armazém? Estão longe. Têm de voltar para trás e apanhar a segunda estarada à direita. Depois é só ir em frente até a estrada acabar.

- Obrigado. Tome lá uma moeda.

O velhote olha para a moeda que Ash lhe atirou, olha novamente para Ash e cospe-lhe. Jonsey dá um soco no velho, tira-lhe a moeda e fecha rapidamente a janela.

- Arranca, estúpido!

Ash, ainda atrapalhado, consegue arrancar com o carro. Vira violentamente e consegue apanhar a estrada em direcção à rua secundária, exactamente de onde tinham vindo.
- Afinal de que porcaria de cidade é que tu vens?

Jonsey lha para Ash, que limpa a cara com um pano que tinha no carro. Estava um bocado chocado e assustado, e Jonsey conseguia sentir isso. Talvez se metesse conversa o conseguisse acalmar. Talvez sim, talvez não.

- Então, o que querias saber sobre esta nossa aventura?

- Talvez tudo. Eu não sei quase nada sobre a “nossa aventura”.

- Ui, tu deves estar mesmo à rasca de dinheiro, rapaz. Nem eu fazia isso.

- Tenho as minhas razões, nada mais.

- Nós vamos fazer uma pequena troca, mas isso tu já sabes. O que és capaz de não saber é que o objecto é demasiado valioso para nós podermos sequer pensar em fazer merda nesta entrega. Só a mais simples complicação com o objecto e mais vale matarmo-nos.

Ash fica ainda mais preocupado, olhando para o placard que diz “Estrada para o armazém abandonado”.

- É droga, não é?

- Droga? Não sei qual é a tua obsessão com droga...

- Então o que é?

- É “algo”, nada de mais.

- Nada de mais?

- Sim.

- Então o que o faz ser tão especial?

- O facto de ser único.

- Isto assim não dá...

- O que é para ti ser único?

- É ser apenas o que resta de algo.

- E o que é o algo?

Ash cala-se por uns momentos. Jonsey limpa os óculos escuros.

- Posso saber o que esse objecto fará?

- Nesta cidade existem três grandes forças: O Governo, os Media e a Companhia de Gelados.

- De gelados?

- As crianças matam por gelados. A maior rede de crime organizado desta cidade.

- Devem ter um Verão muito quente...

- Muito quente.

A estarada parece não ter fim. Não sie vê nada, sem ser o velho alcatrão. Uma paisagem que mais parece um bocado de cartão pintado com aguarelas. Jonsey sempre adorou as paisagens campestres, desde pequeno que smepre quis ter uma quinta, “Mas não é agora que vou ter, de certeza”.

- Estava a dizer...

- Desculpa. Pronto, tens essas três companhias e cada uma delas domina o mais que pode, apesar de ser o Governo quem tem mais poder.

- Quase que soa a querra de gangs.

- E é. O que nós aqui temos é um objecto que fará com que a revolta se instale na cidade, fazendo com que as duas companhias consigam derrubar o Governo, dividindo entre si o resto do controlo da cidade. É nós não queremos isso.

- Porquê?

- Porquê? Porque é o Governo quem mantêm a lei e sem lei nada feito nesta cidade. As outras não se sabem impôr, só sabem controlar e ao controlarem em demasiado só vão levar a uam espécie de revolta ainda maior do que esta que está prestes a rebentar.

- Tudo por causa deste objecto.

- Ya, é algo muito valioso para o povo desta cidade. Sem ele, vão-se passar e o Governo vai ao ar.

Ash vê outro placard enorme a dizer “Armazém- 5m. Fim desta estrada”, seguido de um fim precipitado da estrada, não havendo mais nada para lá dela.

- As estradas aqui quando acabam, acabam mesmo.

Saem do carro. Jonsey tira a mala e leva-a consigo. Ash fecha o carro. Um longo monte está à sua frente as pernas já não eram o que costumavam ser.
Ao chegarem ao topo, um enorme armazém ergue-se no horizonte, tal e qual um cartaz de compras de um hiper-mercado qualquer. A porta está fechada e Jonsey deixa a mala perto da entrada. Ash está parado, olhando para o horizonte e possivelmente nervoso. Jonsey deita-se num bocado de relva que estava ao lado de Ash.

- Já pensaste no verdadeiro sentido da vida?

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terça-feira, julho 25, 2006

Filme de Série - Z - Parte 3

- Já tens tudo preparado?

- Mais ou menos.

- Quando é que me posso encontrar com eles?

- Ainda hoje. Vai ter ao café da Avenida Principal. Eles levam uns fatos pretos com camisa branca. Tudo muito simples.

- Está combinado.

Bill desliga o telefone. Transpira de uma maneira anormal, os nervos quase que o matavam. “Não chego vivo ao Verão”, pensa enquanto veste um par de calças de ganga. Pega nas chaves de casa e no telemóvel. Olha para a fotografia de uma mulher e sai.
Ao descer as escadas o seu telemóvel toca.

- Estou?

- Estou a ligar-te só para avisar do perigo em que te estás a meter. Existem demasiadas coisas em risco se consegues aquilo que queres.

- Se não houvessem eu não corria esse risco.

- Então estás avisado, amigo.

- Estou é completamente lixado, John.

Desliga o telemóvel. Fica abalado, deixando-se involuntariamente sentar-se nas escadas. Leva as mãos à cara e deixa cair umas pingas de suor. Rapidamente se recompõe, “Tenho algo mais importante a fazer”. Sai do prédio e mete-se no carro. Prepara a rama e mete-a no porta-luvas.
Chega à Avenida principal e ao ponto de encontro, um pequeno café pouco frequentado, ideal para não levantar suspeitas. Espreita para dentro do café e vê dois homens sentados numa das mesas. Vê uma cara conhecida e fica mais aliviado. Ao entrar no café, um dos homens faz-lhe sinal e chama o empregado. Bill senta-se, o empregado chega.

- O que vai querer?

- Um café, se faz favor.

Bill olha inpacientemente para os dois homens. Um deles, o tal conhecido, tira os óculos escuros e comprimenta-o.

- Já não te via há algum tempo, Jonsey.

- Preferia que não me tivesses visto. Era um bom sinal.

Bill sorri.

- Obrigado por nos teres dado o paradeiro do tal objecto.

- Só por uma boa causa é que traia um amigo, nada mais.

- É o nosso “ajudante”?

- Chama-se Ash. É de confiança.

Bill comprimenta Ash.

- Prazer.
- Igualmente.

- Já que vais trabalhar com o Jonsey eu deixo-te um aviso. Ele costuma ter delirios filosóficos estúpidos. Tem cuidado com isso.

Os três começam a sorrir. Chega o empregado com o café. Bill agradece e dá um primeiro golo. Pousa a chavena e tira do bolso um pequeno papel.

- Presumo que já tenham a pasta.

- Já a temos.

- O que vocês vão fazer é simples. Vão levar essa pasta para esta morada e lá vão esperar pelo telefonema do nosso outro infiltrado. Ao receberem o telefonema, dirigem-se logo ao armazém que fica a poucos metrso desse local e fazem a troca. Penso que tu já tinhas um papel com a morada.

- Deixei-o em casa. É melhor ficar com esse.

Bill dá o papel a Jonsey.

- Mas nós vamos passar droga?

- Isso não é importante tu saberes, mas sempre que tenhas alguma dúvida fala com o Jonsey.

- Eu estou há mais tempo nisto do que tu, não te preocupes.

Se o Jonsey não estiver “disponivel”, liga para este número.

Bill dá um cartão a Ash, que o mete no bolso do casaco.

- Penso que já está tudo explicado e combinado. Agora só têm de ir ter ao local e fazer a troca. O nosso ajudante irá vos dar novas indicações.

- Então está tudo despachado.

Jonsey dirige-se para o balcão.

- Deixa estar que eu pago a conta. Vocês os dois vão andando.

Jonseu faz um sinal com a mão e sai do café. Bill bebe o resto do café. Vai ao balcão e paga a conta. Sai do café em direcção ao seu carro. Entra no carro e deixa-se ficar. Não sabe porquê, mas sente-se mais aliviado. Já faltava pouco para ter tudo pronto e para a investida do seu antigo amigo, John. “Vou pará-lo, mas ele vai-me levar com ele, de certeza. Paciência”. Liga o carro e dirige-se novamente para casa.
Corre para casa, o telefone toca. Abre rapidamente a porta e mesmo de passar para as mensagens, consegue atender.

- Estou?
- É a Anna.

Anna...era a Anna, a sua mulher. Já não a via há dois meses e as saudades já tinham chegado a ponto critico.

- É bom ouvir a tua voz.

- Tenho muitas saudades tuas.

- Tu sabes o que eu ando a fazer...

- Eu sei...quando é que consegues despachar tudo?

- Não sei, não sei mesmo.

Fica um silêncio incomudativo.

- Amanha vou ter contigo, não te preocupes.

- E podes?

- Se hoje correr tudo bem eu posso fazer tudo.

- Prometes?

- Prometo.
O telemóvel começa a tocar.

- O telemóvel...

- Eu sei, vai lá.

- Amanha...

- Amanha..

Custa-lhe desligar o telefone, pois já sabe que vai ser quase impossivel manter a sua promessa. Pega no telemóvel. Um númeor desconhecido.

- Estou? Ash? Calma, o que é que aconteceu? O Jonseu matou-se? Mas que merda?

Bill vira-se para ir buscar à sua secretária um bocado de papel e uma caneta. Ao virar-se vê John do outro lado, sentado e com uma arma apontada a ele. Ouve o gatilho.

- Tu aqui?

John dispara contra Bill, que cai no chão ainda com o telemóvel ligado. Fica imóvel, um tiro certeiro nos pulmões. Não consegues respirar. Mesmo antes de dar os seus últimso suspiros vê um homem desconhecido a entrar em sua casa. “ De qualquer das maneiras eu hoje morria...Não consegui manter a promessa, mas ao menos está tudo a correr bem”. Bill dá o seu último suspiro e morre numa poça de sangue.

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quarta-feira, julho 19, 2006

Filme de Série - Z - Parte 2

Acabava de deixar o trabalho. Nove horas de trabalho tinham-no deixado de rastos e só pensava em voltar para casa. Despediu-se dos seus colegas, despiu a sua farda azul e vestiu um simples fato preto com uma camisa branca. Retirou do seu cacifo uma pasta e saiu finalmente, desejando boa tarde ao segunrança. O seu telemóvel toca:

- Estou?

(do outro lado da linha)

- Já o tenho.

O telemóvel desliga-se. Ele sabia o que era, ele sabia bem demais o que Azel tinha em sua pose e isso não era bom. Uma ofensa demasiado grande para poder ser esquecida, pelo menos naquele momento. Entrou no carro e bateu violentamente contra o volante. De certa forma, tinha acabado de perder algo muito valioso, demasiado valioso.
Ligou o carro só tendo um pensamento: Matar o Bill. Depois pensou melhor: “Espera, isto não faz muito sentido, ele não se chama Bill. Ou então podia procurar algu´me que se chame Bill e matá-lo de uma forma impiedosa”. O telefone toca novamente; é a mulher.

- Hoje vou chegar mais tarde, horas extras (pequena pausa) sim, vou matar pessoal, mas é a última vez, prometo. O Azel tirou-me algo demasiado valioso.

Desligou o telemóvel, ligou novamente o carro e seguiu pela avenida principal. Passa um vermelho e quase que bate contra um outro carro. Lá dentro iam dois sujeitos com usn fatos parecidos ao seu. Mostrou-lhes o dedo, mas eles ignoraram. “Hoje em dia as pessoas andam com tanta pressa que já nem sabem aproveitar o melhor da vida”, pensou ele.
Parou o carro junto a uma cabine telefónica, abriu a lista telefónica no B e apontou o dedo. Sorri, tinha encontrado Bill, o seu Bill. Rasga a folha e mete-se novamente no seu carro. Arranca a grande velocidade, passando mais um vermelho. Olha para a folha que arrancou, “Bill...finalmente encontrei-te, sejas tu quem fores”. Matar pessoas inocentes sempre foi a sua maneira de relaxar quando o negócio dava para o torto. Fugido em vários paises, com uma mulher que nem é sua, canalizador numa empresa multi-milionária de dia, tabagista à noite. “Uma profissão de risco”, pensou ele sorrindo. O tabaco era proibido e elerespirava aquele fumo cada vez que chegava a casa e adorava-o. Estava rico à pala dele e isso era apenas metade do prazer.
Virou à direita, seguindo por uma rua estreita, e passando pela casa de Big Jonsey, seu amigo. Pensou em parar, mas a ideia de ter Bill vivo por mias uns minutos deixava-o incómodado, demasiado incómodado.
Chegou. Parou o carro. Tirou a mala, e dela uma pistola. Tocou a uma vizinha. “Publicidade”. Abre a porta do prédio. Caminha lentamente pelas escadas. Consegue ouvir o tal Bill a falar, provavelmente ao telefone. Carrega a arma. Bill quase que grita ao telefone. Sorri novamente. Ouve um tiro. Um corpo cai.
Ficou preocupado e começou a correr. Entra no quarto. Bill está caido, ou pelo menos ele pensa que é Bill. Do outro lado da secretária está um homem.
- Prazer em conhecê-lo, senhor?

- Senhor.

- Não percebi.

- O meu nome é mesmo Senhor.
O outro homem começa a sorrir enquanto vai limpando a arma.

- Pois bem, o meu nome é John Phill. Sou um policia.

- Vamos para o menos óbvio.

- O menos óbvio? (risos) Aqui não há menos óbvio, é tudo óbvio de mais. O senhor é tabagista, certo?

- Por favor, trate-me por “tu”.

- Consigo é complicado fazer isso...

- Eu sei, foi apenas uma piada. Mas sim, sou um tabagista.

- Então tem consciência do quanto é dificil arranjar um só maço de cigarros, certo?

- Certo.

- Senhor, a sua mulher está morta.

- Ela não era minha mulher.

- Namorada.

- Também não.

- Amiga.

- Digamos que apenas estava lá.

- Tudo bem. Ela foi morta e pegaram fogo à sua casa.

- A casa também não era minha.

- Não vamos voltar ao mesmo, pois não?

- Não.

- O que eu quero dizer é que roubaram o seu último maço de cigarros.

Fica alarmado, era o último maço de cigarros que tinha produzido e com o equipamento destuido só daqui a uns meses é que conseguiria produzir outro.

- Existem demasiados agarrados ao tacabo, e isso vai-se fazer sentir nesta cidade. Penso que compreende toda a seriedade da situação, sendo você um desses agarrados.

Era essa a sua razão. Apenas produzia tabaco porque tinha de o fumar, o resto apenas vinha como pequenos, digamos, empréstimos, nada mais.

- O que é que o Bill tem a ver com tudo isto?

- Foi ele que mandou roubar o seu maço de cigarros.

Confirma-se, ele odeia Bill.

- Não sei o porquê do roubo, mas neste momento acabamos de localizar um dos seus ajudantes num armazém. Contudo, o maço continua desaparecido.

- O que é que a policia quer no meio disto tudo?

- Nós queremos a Anarquia total nesta cidade!

Espeta-lhe um tiro na cabeça. Dirige-se a Bill e rouba-lhe o telemóvel, mais tarde iria ver a sua última chamada e encontrar o gajoq ue poderá ter o sue maço.A policia estava metida nisto, mas ele nem queria saber. Tinha de ir ter com Jonsey e dar-lhe as más noticias, afinal tinha sido a sua mulher que fora assassinada e a sua casa que fora destruida. Azel também estava metido nsito e devia conhecer Bill. De certeza que sabia qualquer coisa. Irá encontrá-lo, espancá-lo e depois matá-lo por ter feito uma coisa destas.
Sai do prédio e meteu-se no carro. Mais um vermelho e volta a passar. Vindo da direita um carro da policia projecta-o para dentro de uma loja. Enquanto rebola dentro do carro só consegue pensar numa coisa, “Porra, pensei demasiadas vezes na palavra demasiado”. Perde os sentidos.

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segunda-feira, junho 05, 2006

Filme de Série - Z

- Sim, mas a possibilidade de conseguirmos chegar ao nosso “inner-self” é tão pouca que apenas nos dexamos ficar com uma amostra do que os outros são. Os outros vivem para nos dar a conhecer aquilo que nós poderiamos ser se fossemos como eles.
- Isso não faz qualquer tipo de sentido. Estive a beber?
- Não! Tu não percebes o motivo pelo qual nós estamos aqui? Tu tens algo que eu quero e eu tenho algo que tu queres, só que ainda não nos conhecemos o suficiente para conseguirmos retirar essa tal coisa.
Ash levanta-se e olha novamente para a porta do armazém. Aproxima-se e espreita.
- Ouve, não há cá amizades ou amor! Não há nada! Eu e tu somos nada!
Ash volta-se para Jonsey.
- Ouve, eu já estou nervoso o suficiente, pára lá com essas merdas.
(pausa)
Que horas são?
Ash afasta-se da porta e tira do bolso um maço de cigarros. Olha para eles e deita-os novamente fora. Começa-se a rir.
- Do que te estás a rir?
- Eu não fumo.
- Pois não, esse maço era meu.
- Desculpa.
Jonsey olha incrédulo para o maço estragado, que agora rebolava pelo chão ao sabor do vento. Olha para Ash e tira do bolso do seu casaco uma arma, estoirando com os seus miolos. O corpo cai no chão e rebola pelo monte. Ash corre para o fim do monte para ir buscar o corpo, mas já uma pessoa tinha encontrado o corpo.
O telefone toca.
- Estou? Olha lá, desde quando é que trabalho com atrasados mentais? O gajo rebentou com os próprios miolos! Estraguei-lhe um maço de cigarros e o homem matou-se!
Do outro lado do telefone, Ash ouve um tiro, seguido do que parecia ser um corpo a cair. Atira o telefone ao chão, afastando-se com medo. Corre para o corpo de Jonsey.
- Rapaz, chame uma ambulância!
- Não se preocupe, eu já estou a tratar de tudo.
Atrapalhado, Ash procura algo nos bolsos de Jonsey.
- O que é que você está a fazer? Largue o rapaz!
Ash tira a arma do bolso e dá um tiro no peito da mulher. Tira do bolso de Jonsey uma chave e corre novamente para a entrada do armazém. Pega na pasta e abre-a, tentando saber o que raio estava lá dentro. Não estava nada lá dentro, só um pequeno espaço para inserir algo. O telefone partido toca. Ash assusta-se.
- Estou?
- Podes entrar.
- Eu não tenho o material.
- A porta está aberta.
Desligam. Ash olha para a porta do armazém. Do fundo, começa a ouvir as sirenes da policia. Corre para a porta. Do outro lado apenas está um homem sentado numa cadeira.
- Entra, meu rapaz.
- A pasta está vazia, não sei o que aconteceu.
O homem começa-se a rir.
- Atira a pasta.
Ash atira a pasta. O homem aproxima-se dela e abre-a. Tira do seu bolso um maço de cigarros e coloca-o no espaço da mala. Fecha-a e atira-a novamente para Ash.
- Eu não quero isto.
- Amigo, isto já não é uma questão de quer, é uma questão de tu pegares na merda da mala e fugires. A policia aproxima-se, tens uns segundos. Queres fugir ou falar sobre o quão o meu fato é lindo?
- O meu parceiro matou-se por um maço de cigarros. Vocês agora está á espera que eu leve isto?
O homem começa-se a levantar e a despir o fato. Por baixo tem uma farda de policia. Ash fica alarmado.
- O tabaco mata, nada mais.
Ash procura a sua arma no bolso.
- Neste momento está um carro lá fora, no banco está uma pasta. Está na hora de ires. JÁ!
Ash sai a correr do armazém. Mete-se no carro e arranca o mais depressa possivel. À medida que Ash se afasta, a policia entra no armazém. O homem dá um tiro no próprio braço.
-Não se preocupem, sou só eu.
- Comissário, nós vimo-lo a disparar contra o seu próprio braço.
O Comissário aponta a arma à cabeça do Sargento Livly e estoira-lhe os miolos.
- Mais alguém viu? Quero todos a fingir que eu não matei aquele gajo e se alguém se esbronca sobre isto está fodido.
- Mas nós somos mais, Comissário.
O Comissário é fuzilado pela esquadra Nº 42.
Ash foge a toda a velocidade. Abre a pasta, dentro da pasta está um papel com descontos para uma nova loja de Hamburguers. Ash começa a entrar em pânico. Liga o rádio. “Noticia de última hora, acabámos de saber que a Esquadra Nº42 acaba de se revoltar e criar uma guerrilha. O exército foi chamado,mas a sua entrada na cidade foi parada por uma multidão em fúria. Há pelo menos 10 mortos confirmaods...Para além desta noticia, só queria dizer que há um homem de nome Ash que vai a fugir num carro amarelo a alta velocidade. Ele tem consigo o último maço de cigarros. Se alguém o vir, faça o favor de rebentar com aquele cabrão. Foram as noticias”.
Ash pára o carro. Tira o maço da mala, abre-o, tira um cigarro, mete-o na boca, acende-o e dá uma longa “passa”. Começa a tossir, começa a tossir cada vez mais, começa a cuspir sangue. A dor é tão grande que pega na sua arma e dá um tiro na garganta. Ash cai, esvaindo-se em sangue. Do fundo, um rapaz de 10 anos aproxima-se de Ash, que já está morto. Tira-lhe o maço das mãos e sai a correr. No fundo, a cidade arde e é mergulhada numa chuva de tiros. Porque fumar mata.Foram as noticias”.
Ash pára o carro. Tira o maço da mala, abre-o, tira um cigarro, mete-o na boca, acende-o e dá uma longa “passa”. Começa a tossir, começa a tossir cada vez mais, começa a cuspir sangue. A dor é tão grande que pega na sua arma e dá um tiro na garganta. Ash cai, esvaindo-se em sangue. Do fundo, um rapaz de 10 anos aproxima-se de Ash, que já está morto. Tira-lhe o maço das mãos e sai a correr. No fundo, a cidade arde e é mergulhada numa chuva de tiros, porque fumar mata.

Tudo bem que sou conhecido por escrever ou desenhar cenas com muito pouco nexo ou com alguma espécie de linha condutora, mas acho que desta vez fui ainda mais além. Ficaram com o que seria um daqueles filmes sem sentido, cheios de mortes que vos fazem rir antes de vos assustar ou deixar aterrorizados.


Obrigado.

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