terça-feira, março 30, 2010

Templo dos Jogos

Se o Dragon Ball era a minha série de animação favorita, não existem quaisquer dúvidas que o Templo dos Jogos era o meu programa favorito. Era o único programa sobre videojogos que tínhamos em meados dos 90s e mesmo que existissem algumas boas revistas (que também ajudavam), não havia nada melhor que chegar a casa e ver um novo episódio. É uma rush tão grande de nostalgia que sempre que vejo um clip no Youtube (louvado seja ele, senão nunca seria possível rever isto), fico sempre com um enorme sorriso na cara.
É tão bom vermos o que andávamos a jogar em 1997 e como a industria evoluiu tanto nestes anos. Adoro o estilo do programa, desde o design em cgi manhoso até aos apresentadores parecerem estar num mau filme dos anos 80. Só há uma coisa que me irrita, que é o facto de todos os jogos levaram notas espectaculares e a maioria não merecer. Mas em 1997, queríamos nós lá saber! Não queríamos saber e não tínhamos maneira de saber. Se diziam que era bom e a capa era fixe, o mais provável era que nós o comprássemos. Agora temos internet, estudamos o jogo, vemos vídeos, ouvimos opiniões e só depois disso é que o compramos. Antigamente? Era uma roleta russa e acreditem que comprei e me deram jogos mesmo muito maus (como o Batman Forever...ou o Judge Dread).
Mas é tão bom ver isto. Devo admitir que hoje foi um dia de memórias. Desde o Templo dos Jogos até andar pela auto-estrada com um amigo de escola a ouvir Chullage. (sim, eu no básico gostava de hip hop). Mas isso é, obviamente, outra história. Entretanto, fiquem com um episódio de 1997!

Primeira Parte


Segunda Parte


Terceira Parte


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segunda-feira, maio 04, 2009

Blast from the past!

Apesar de agora ser um amante da animação japonesa, quando era mais novo, nunca me teria passado pela cabeça que algum dia viria a gostar tanto de "anime" como gosto (aliás, quando era mais novo, queria lá eu saber se existia um pais chamado "Japão"). O meu mundo era simples, via os Simpsons, o Dartacão, o Bocas, a Rua Sésamo e as Tartarugas Ninjas. Todos estes desenhos animados eram intercalados pela Pantera Cor de Rosa, o Pica Pau (Woody Woodpecker) e o Tom & Jerry, formando um dia bem passado na companhia dos desenhos animados.
À medida que fui crescendo e me deram autorização para ir alugar filmes, comecei a notar que existia uma prateleira com desenhos animados, cujas capas eram totalmente diferentes daquilo que estava habituado a ver. Devia ter uns 8 anos quando o Dragon Ball apareceu, e mesmo sem fazer a associação entre a série e os filmes da prateleira, sabia que eram diferentes de algum modo. Peguei num dos filmes e tentei alugar. Para meu espanto, a rapariga do clube de video diz-me: "Desculpa, mas isto não é para a minha idade". Dizer isto a um miudo de 8 anos é o mesmo que lhe pedir para ver ainda mais aquela cassete e , para além disso, porque raio haveria de existir um desenho animado interdito às crianças?
Acabei por conseguir alugar com mais um amigo o famoso "Ninja Scroll". Já não me lembro se pedimos a algum familiar mais velho ou algum dos miudos mais velhos da rua onde costumava brincar, mas a verdade é que conseguimos enganar o sistema e ter nas nossas mãos um filme extremamente sangrento, violento, sexual e, ao mesmo tempo, genial. Bem, digamos que as coisas começaram a mudar desde esse dia e apesar de não ter ficado automáticamente um fã, criou o bicho que se desenvolveu à medida que fui conhecendo ao longo dos anos (até porque há uns anos atrás, quase não existia nada deste género - sem ser o "Samurai X" no Batatoon, por volta disso).
No inicio de cada filme, tinhamos acesso a uma apresentação que compilava todos os filmes disponiveis nos clubes de video, uma montagem feita ao som da "Voodoo People", dos Prodigy, que era tão estupidamente violenta que eu e o meu amigo só conseguiamos dizer: "ok, nós temos de conseguir arranjar isto". Apesar de nos continuarem a não deixar alugar os filmes durante mais alguns anos (pelo menos aqueles que tinham mais cenas de sexo...sim, sexo), só o facto desta apresentação existir em todas as cassetes já saceava e bem o nosso desejo de conhecer esta nova forma de desenhos animados que não conseguiamos muito bem perceber.
Depois disto que vão ver, como é que era suposto voltarmos aos desenhos animados normais? Bem, eu sempre gostei do Bocas, para quem se lembra, e o Dartacão é um clássico, para além das Tartarugas Ninjas continuarem a ser tão "cools" quanto eram, por isso, havia um meio-termo. E tem de exitir, cheio de fanboys está este mundo. Por isso, o que eu quero dizer é que este texto não é um hino à "anime", mas sim uma recordação do passado, muito marcante, onde ainda em criança mal sabia a quantidade de variedade que existia no mundo dos desenhos animados, que iam muito para além das tardes do "Canal 1". Peace out, bitches.

Manga - Apresentação

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segunda-feira, março 16, 2009

Kid_d

Para quem, como eu, não tinha notado, gostava de deixar bem claro que o Kid_d, co-criador do "Boião de Cultura", abandonou o blog para seguir a sua vida. Podia inventar mil histórias sobre o abandono dele, desde morte até ter desaparecido na serra de Sintra, mas a verdade é que Kid_d simplesmente saiu, pacificamente e de cabeça erguida (pelo menos, eu acho que foi, infelizmente, não estava lá para ver). No sábado passado, estive com ele, quando a conversa chegou aos tempos do Boião de Cultura, Kid_d disse muito simplesmente que tinha saido, não porque estava chateado, mas sim porque tinha passado à frente. E isso é algo que eu respeito imenso.
Sendo ele um dos criadores do blog, e o primeiro a se afastar mesmo do Boião, gostava de deixar este pequeno texto para que todos possam recordar esta personagem que agora deixa a blogosfera. Para quem não se lembra, foi este rapaz que aguentou o Boião nas minhas antigas crises existênciais e me ajudou a criar disto o que podem ver. Muitos podem pensar que isto não passa de um simples blog com poucas visitas e conteúdo, a verdade é que vivemos num mundo de metáforas, e esta não deixa de ser uma. Foi algo que criámos do nada e tentámos defender, algo que é nosso e apenas nosso, um sentimento que ninguém nos pode tirar. Agora que te vais, Kid_d, gostava só de te agradecer pelos textos, imagens e estupidez que deixaste aqui no blog. E também espero que não aches isto demasiado lamechas, até porque eu sei que não gostas nada "dessas cenas", mas epá, teve de ser. Depois eu pago-te uma cerveja.

Depois de quase 5 anos, Kid_d, "Godspeed" e muitas felicidades. Deixo agora uma pequena lembrança para todos recordarmos.

"Em salões iluminados
por belos candeeiros
em redor dos convidados
putas,cabrões e paneleiros.....


Obrigado." - Kid_d

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quinta-feira, janeiro 22, 2009

Blast from the past

Durante os anos de 2004/2005, nós filmámos uns quantos sketches. Depois disso, perdeu simplesmente a piada, ou porque tinhamos algumas divergências artisticas ou porque não conseguiamos arranjar tempo para estarmos todos reunidos e filmarmos coisas esquisitas. Desses estranhos anos, sobraram alguns sketches que demonstram mesmo como o tempo pode ser cruel. A maioria já não tem piada, mas vivem muito bem pelo sabor a nostalgia que carregam. Talvez vocês não cheguem a compreender a importância destes sketches mal-feitos, mas marcaram uma época muito produtiva da nossa pequena equipa do Boião de Cultura. Claro que agora estamos muito mais criativos e até mais cómicos do que há 4 ou 5 anos atrás, mas aconteceu-nos, por outro lado, algo que nós nunca tinhamos sentido naquela altura: nós crescemos. Mesmo que isso não afecte o número de porcaria que conseguimos produzir nas nossas cabeças, a verdade é que cada um criou outras amizades e assumiu responsabilidades, como universidades e trabalhos, limitando o nosso tempo para os sketches. Estamos agora a conseguir jogar com todos esses elementos e acredito que um dia voltemos a produzir mais videos, mas por enquanto, ficam estas recordações da nossa louca juventude.
Aqui fica, apenas para vocês, um desses sketches. É estúpido, rápido e completamente nonsense. Irei colocar mais, mas tudo a seu devido tempo!

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sexta-feira, novembro 21, 2008

O final mais triste de sempre

Existem coisas que nos marcam ao longo da nossa vida, umas por boas razões e outras por razões tão más que às vezes nem nos queremos lembrar delas. Neste caso, trago-vos algo que me marcou pela junção destas duas, num momento que me mudou como pessoa e me fez ver, ainda muito novo, como as coisas podem ser tão frágeis e como tudo acaba eventualmente por morrer.
Têm de perceber uma coisa, quando era apenas um miúdo, com uns 4 ou 5 ano, eu só tinha dois heróis: o "Robocop" e a "Ripley", personagem principalda saga "Alien". Era com eles que passava a maior parte do meu dia, revendo mais de mil vezes cada um dos seus filmes. Queria ser como eles, isto é, se um dia morresse e fosse transformado num cyborg construido para combater o crime ou um transsexual que acredita que naceu para combater contras extra-terrestres. Felizmente, sou apenas um rapaz que pode fazer com que existam histórias sobre isso. E agora, quem é que tem o poder? - Resposta: os produtores, mas isso já é outra conversa.
Ainda hoje, tanto o "Robocop" como o "Alien" continuam a ser dois dos meus filmes favoritos, filmes que ainda consigo rever com aquele sorriso nos lábios e surpreender-me. É bom rever os meus heróis de infância, mesmo que um deles me tenha deixado de rastos quando era muito novo.
"Alien 3" estreou em 1992 e como era muito novo nunca me passou pela cabeça que alguma vez o fosse ver ao cinema (mesmo que a minha me deixasse ver estes filmes, ela nunca, mas nunca me levaria ao cinema para o ver), tive de esperar que saisse nos clube de videos. Primeiro, surpresa, ali estava, o novo filme da saga! A capa era espectacular, com a cara do Alien mesmo perto da Ripley, pronto para a atacar. O que raio iria acontecer no filme se o Alien se iria aproximar tanto? O que aconteceu foi o maior choque da minha vida. Antes de continuar, gostava de mencionar que eu simplesmente não chorava quando era miúdo, com nenhum filme. A mãe do Bambi morreu e eu nem fiquei triste, o Mufasa morreu e a mesma reacção. A Tenente Ripley morre? Questiono toda a mortalidade humana e grito directamente para Deus, "porque é que a tiveste de levar?"
Desculpem estragar-vos o filme, mas vou ter de o fazer. No final do "Alien 3", a Ripley morre, levando consigo o monstro que a aterrorizou durante anos. Uma última batalha entre os dois rivais onde nenhum acaba por ganhar. O momento mais triste alguma vez feito num filme, pelo menos para o Paperbag_Writer de 4/5 anos. Nunca me tinha sentido tão mal, tão triste e inútil como naquela noite onde eu e a minha mãe nos sentámos a ver o filme. Não é fácil ver um herói morrer, é o mesmo que dizer que os nossos heróis são os bombeiros, dar um "hi 5" num, vê-los entrar num prédio em chamas e ver esse mesmo prédio explodir à nossa frente, enquanto os nossos heróis são consumidos pelas chamas. Foi assim que eu me senti durante o final do "Alien 3". Durante anos não consegui ver o filme, passou a ser um objecto de ódio, mas hoje em dia sinto que ultrapassei isso, aliás, costumo ver o final por achar que está extremamente bem feito e com uma carga dramática enorme. É um belo final para uma grandiosa saga...porque não existe "Alien Resurrection" (discutirei isso noutra altura).
E pronto, agora que sabem um dos meus traumas de infância, aqui vos deixo o final. Para todos aqueles que já viram, revejam, para os que não viram, epá, já o deviam ter feito. Vale a pena. Que a Tenente Ripley descanse em paz...a última sobrevivente da nave Nostromo.


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quinta-feira, outubro 02, 2008

Aphex Twin

Bem vindos a mais uma edição "Porque é que eu sou como sou", com o vosso amigo Paperbag_Writer. Tenho de admitir, os "The Prodigy" e os "Sisters of Mercy" pouco têm a fazer contra esta potência da tripalhada em formato video, foi de tal maneira pesado e, ao mesmo tempo, divertido, quando o ouvi pela primeira vez, que ficou comigo para sempre, até o reencontrar num dos seus albuns, quando a curiosidade atingiu o seu limite. Estou a falar do "Aphex Twin", conhecido por mais uma variedade de nomes, este senhor é o maior e a única música electrónica que eu consigo ouvir. House? Que tal a "Come To Daddy" para atrofiar a mente de todos estes "novos-jovens" de uma geração pior que a "Geração X" (da qual eu penso que faço parte, nunca sei bem as datas para isto...cof cof). Ele é muito bom, apesar desta música ser muito pesada, tal como o video, este senhor tem dos trabalhos mais bonitos que ouvi nos últimos tempos, no que toca a música electrónica e ambiental, principalmente dois dos seus albuns, " The Selected Ambient Works Volume 2" e "Drukqs".
Apresento-vos o video da "Come to Daddy" e pouco posso dizer. É dos meus videos favoritos, admito. Tem uma estética espectacular, realização, imagem, tudo! Vejam, vai custar da primeira vez, mas à medida que vêem, não conseguem evitar, até que começam a gritar "I will eat your soul!" Mais assustador que os videos de black metal, meus amigos, pelo menos para mim. Vejam os outros videos e oiçam os albuns, valem mesmo a pena.
Queria ter colocado aqui outro videos, mas como o meu programa de edição está armado em parvo, pouco pude fazer e como já tinha ideia de apresentar este video passei à frente. Caso eu não consiga colocar o video que quero, oiçam "Black Taj", com antigos membros da banda "Polvo" (que eram geniais), principalmente a música "Fresh Air Traserve", que, para mim, foi a música deste Verão e provavelmente do ano.


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sexta-feira, junho 13, 2008

Coisas da Infância #2

À medida que me recordo, ou me apercebo, de certas coisas que eu via, ouvia ou jogava quando era uma criança, começo a perceber lentamente o porquê de ser como sou. Claro, desenho sobre muita coisa, faço piadas sobre coisas que culturalmente estão erradas, mas eu não quero saber. Depois de vos ter apresentado a banda "The Prodigy" como um possivel começo para a maluqueira que se instalou na minha cabeça, é com algum orgulho que vos apresento uma outra banda, muito antes dos "The Prodigy". Sim, a banda que irei apresentar compôs a primeira música que eu simplesmente adorei, com ou sem boas razões, que me fez dançar e saltar quando ainda era uma criança (isto sem contar com a música de inúmeros génericos de desenhos animados ou da clássica banda sonora do grandioso "Robocop"). Só guardava boas recordações dos tempos em que a ouvia no quarto do meu primo, à medida que amigos diziam "das melhores bandas do mundo". Bem, estávamos no inicio dos anos 90, por isso, até se pode perceber.
Qual é a banda? Bem, são os "The Sisters of Mercy", uma banda gótica dos meados dos anos 80, talvez dentro do mesmo género que os "Bauhaus" ou até dos "The Cure". Sim, música gótica, foi aqui que eu comecei. Não foi com a "dance music" ou com os "Onda Choc", mas sim com uma boa dose de cavalo de música gótica, pronta para destruir o meu cérebro ainda em desenvolvimento. Claro que jogar "Contra", para a NES, como o primeiro jogo também não ajudou, mas isso é outra conversa.
Portanto, eu tinha uns 4 ou 5 anos e ouvia a "Temple of Love", dos "The Sisiters of Mercy". Durante anos, deixei esta adoração adormecida no meu coração e fui-me aventurando por outros género, como o metal, o rock alternativo, a electrónico, sei lá, qualquer coisa para além de música gótica. Tudo regressou quando conheci "Eu.", ex- Monsieur-Chinese, mostrando-me o álbum completo da banda. E o que estava no álbum? "Temple of motherfuckin' Love"! Recordei esses tempos, senti-me bem e deixei as coisas andar. Contudo, meus amigos, as coisas evoluíram e hoje em dia existe uma coisa chamada "Youtube". Se através do "Youtube" vos trouxe bandas como os "Sebadoh", os "Sonic Youth" ou os "Don Caballero", também tenho o prazer de vos mostrar os videoclips dos "The Sisters of Mercy". Basicamente, são do melhor que podemos encontrar na classe "80s + Goth". São do caraças, e uma boa maneira de me fazer pensar "no que raio é que eu estava a pensar naquela altura para ouvir isto?". Não devia estar a pensar em nada, como é óbvio, e como ainda hoje é hábito. Mesmo assim, eu até acho piada às músicas, têm um sabor estranhamente reconfortante e nostálgico.
Oiçam lá os grandes "The Sisters of Mercy", e digam lá se não é bom!

The Temple of Love (esta não é a versão original, mas como tem videoclip, não resisit)


Dominion


Lucretia, My Reflection


P.S. - dos melhores óculos escuros de sempre.

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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Coisas do passado

Bem, num dos meus dvds de arquivos, descobri uma das primeiras "obras" que escrevi quando comecei o blog. Um livro de Zé Mariano, onde falava das suas teorias parvas e sem grande sentido, tudo cheio de asneiras e frases mal construídas. Realmente, agora que reli o que escrevi, posso sinceramente concluir que escrevia mesmo mal (não que eu tenha começo a escrever, mas até sinto que estou um bocado melhor).
Tudo isto para apresentar dois textos que estão no livro "Teorias do Não-Ser Sendo", de Zé Mariano, para demonstrar, agora que passou mais um ano, um dos pontos que desenvolvi há 3 anos atrás, mesmo no começo do blog. Aviso: que tive de rever uma parte dos textos...e posso concluir que eu já era uma pessoa com problemas no inicio do blog.

Andar no Espaço- Parvoíce

Venho por este meio desmentir algo que vai nas cabeças dos portugueses, e talvez de todos os habitantes do planeta: o homem é incapaz de andar no espaço. Eu sei que estão baralhados, mas tenham calma que eu já explico.

Se repararmos bem, onde é que nós andamos, não é na terra? Ora bem, quando o homem foi ao espaço, ele não andou no espaço, mas sim na Lua. Percebem onde quero chegar? Não podemos dizer uma coisa quando essa coisa é a mais pura mentira.

Vamos por outro caminho....conhecem a lei da gravidade? Se sim vamos em frente, se não paro já aqui. Se conhecem, sabem que não podemos andar no ar, isso é claramente impossível e não me venham dizer que a merda da droga faz esse efeito!

Pronto, se no espaço não há gravidade como é que andamos? O que podem dizer é que nós flutuamos, e mesmo assim...

Portanto não usem o termo andar, usem antes o flutuar, vamos ser inteligentes....


Desconhecidos

Há coisas que me enervam, para ser sincero, quase tudo o que existe neste mundo consegue irritar-me. Agora poderiam dizer: " Tu é que és um cabrão que se irrita facilmente". Poderiam muito bem dizer isso, mas a minha resposta a essa provocação estúpida e infantil seria: Vão para o caralho.

Eu estava a dizer que existem muitas coisas que me irritam, mas há especialmente uma coisa que me fode verdadeiramente o juízo: o facto de existirem desconhecidos. Sim, existem muitos desconhecidos no mundo, e perante esta realidade absurda comecei a pensar se existira uma explicação cientifica para este problema tão grave. Não sei se sou a única pessoa a achar que existe uma relação entre o aumento da criminalidade e o número de desconhecidos no país.

Perante uns momentos de reflexão cheguei à conclusão que esses dois factos estavam mesmo interligados. Era a única e possível explicação para os dois, senão vejamos:

- Ao caminharmos na rua, 90% das pessoas que cruzam o nosso caminho são nos desconhecidas, isto é, não sabemos o tipo de vida que cada uma delas leva, não sabemos, por exemplo, se praticam sadomasoquismo ou se roubam criancinhas.

- Muitos dos actos de violência e roubo que ocorrem são, em quase 96% das vezes, por pessoas desconhecidas (excepto os roubos praticados por filhos que se meteram na droga e regressam a casa com uma arma para roubar os pais e comprar mais uma dose).

Ora muito bem, a puta da conclusão é: Todos os desconhecidos são criminosos! Agora que já sabem, façam como ele e espetem sempre qualquer coisa na cabeça das pessoas que não conhecem!



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domingo, outubro 21, 2007

The Prodigy

De vez em quando gosto de olhar para as minhas prateleiras de cds e lembrar do que eu ouvia há uns bons anos atrás. Sempre que faço isto, fico horas as ouvir músicas e a dizer alto "eish, eu já não ouvia isto há tanto tempo!" Claro que cada vez que isto acontece, o pânico instala-se na casa, porque começo a falar sozinho e porque meto a música tão alta que os meus vizinhos ainda começam a olhar de uma forma mais estranha do que já é normal.
Mas mesmo assim, eu adoro fazer estas tardes/noites de recordações musicais, até porque nós nunca deixamos de gostar de uma determinada música, ela só passa a não ter tanta importância, mas a sua "alma" continua a mexer connosco, mesmo que acreditemos que isso não é possível. Para além das prateleiras com cds, temos ainda o belo do YouTube e todos os videoclips que queremos ver. Por isso mesmo, deixo aqui uma homenagem aos grandiosos "The Prodigy", a minha primeira banda favorita e, possivelmente, aquela que me fez gostar de música.
Ficam aqui uns quantos videoclips e uma das explicações mais ou menos lógicas para o meu estado mental, até porque eu ouvia estes "bad boys" quando tinha 11/12 anos. Sim, os "The Prodigy" ajudaram-me a chegar ao ponto de desenhar coisas sobre necrófilos, e eu não poderia estar mais contente por isso!










Sim, eu não meti a Voodoo People ou a Breathe, mas foi de propósito. Estes são alguns dos videoclips mais esquecidos deles, mas que são do caraças. Sim, eu meti a Firestarter, que é conhecida como o caraças, mas eu fiz isso só porque posso e vocês não.

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quarta-feira, outubro 03, 2007

Nonsense - Raizes

OK, acho que se consegue facilmente constatar que eu gosto de comédia "nonsense", nem que seja por aquilo que escrevo e/ou desenho. A liberdade que o "nonsense" me dá é tão gratificante que eu às vezes, quase sem saber, estou a praticá-lo. Será que estou preso a ele? E se eu agora ficasse à espera que alguém respondesse enquanto eu estou a escrever? Acho que não sairíamos daqui tão depressa...
Ora bem, numa das minhas viagens pelo Youtube, deparei-me com alguns videos do Robert Benfer (também conhecido como Knox). Apesar de nos últimos anos as suas klaymations terem sido, bem, um pouco más, foi com um grande prazer que vi os seus novos videos. Este rapaz é, sem dúvidas, um dos meus grandes mentores da internet, que, sem sabê-lo, ensinou-me algumas coisas dentro do "nonsense". Provavelmente alguns acharam isto demasiado estúpido, mas isso também faz parte do "nonsense", e para uma merecida homenagem, aqui ficam quatro videos deste senhor: dois mais recentes e dois dos clássicos. Ora, bora lá checkar essa cena, dread bitch poiser nigga!







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sábado, julho 07, 2007

Myspace

Depois de tanto tempo sem ouvirmos falar da grandiosa banda Xico Mendes & Xicometes, chega a surpreendente noticia que se aventuraram nas santas terras virtuais do Myspace. O que eles vão ganhar com isso? Não sei bem, mas poderá ser uma forma de os motivar a acabar o maldito segundo cd que está em produção há mais de dois anos.
Após a construção do site, esta é a segunda tentativa da banda se integrar no mundo virtual que tanto os confunde. Poderá ser desta, quem sabe?
Para além desta nova aposta, chegou-me aos ouvidos que um documentário sobre a banda poderá estar a ser pensado e construído. Só boas noticias para quem ainda gosta de se rir com esta banda do sub-underground português!


Aqui fica o link: www.myspace.com/xicomendes

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sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Memórias

- Sabes no que é que eu estava a pensar?

- No quê?

- Lembras-te quando iamos ao médico dos ouvidos com o pai e ele tirava-lhe aqueles bocados de porcaria, por causa do problema do pai?

- Ainda há pouco tempo pensei nisso.

- Queria ter mesmo tocado naqueles bocados de merda...

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sábado, maio 06, 2006

Biografias

Já há algum tempo que ando para meter no Boião estas biografias, mas como a preguiça para estes lados costuma estar sempre em alta, eu deixo-me ir na corrente e não escrevo nada! Mas hoje até estou um pouco activo (e para não falar que estou a fazer o meu segundo post seguindo, que já é uma marca minha neste espaço virtual) e decidi em finalmente dar-vos a conhecer as biografias dos membros da banda Xico Mendes & Xicometes. Maior parte de vocês já nem se deve lembrar de quem são aqueles atrasados mentais que fazem música, mas nunca é tarde para recordar. Para quem ainda se lembra, e para eles mando um grande abraço e um beijinho (desejando a morte a todos aqueles que se esqueceram, eu odeio-vos com todas as forças que eu tenho neste corpo), a banda tem estado muito parada pois está a guardar a produção das últimas músicas do segundo cd para coincidirem com a gravação do documentário que estou a preparar sobre a banda (que deverá começar a ser filmado no Verão).

Agora tomem lá uma pomada de biografias!

Xico Mendes

Nasceu e cresceu em Camarate, onde desde tenra idade aprendeu a arrumar carros como um génio. Andou na escola primária e tentou a escola básica, mas devido a não conseguir parar de formular rimas obscenas e nojentas, acabou por ser expulso de 30 escolas. Aos vinte anos decide que a arrumação de carros é o curso que sempre quis ter.
Cresceu com o seu amigo, e colega de trabalho, Joselito, um espanhol que andava a fugir à polícia. Foi com joselito que Xico Mendes ganhou o gosto pela música. Tentava tocar e cantar para ser famoso, mas algo falhava, não tinha instrumento. Numa manhã, uma guitarra caiu dos céus e acertou-lhe na cabeça. Xico, completamente em extase, viu aquilo como um sinal de Deus e decide abandonar a vida de arrumador de carros e dedicar-se a tempo inteiro à sua música (veio-se a descobrir que um vizinho estava a fazer as mudanças e que era músico).
A partir desse momento, Xico Mendes arranjou um contracto com uma discografia e conseguiu editar 4 trabalhos a solo. Em 2003, de modo a espalhar a sua música, junta-se ao programa de rádio Boião de Cultura juntamente com Zé Mariano, Zé do Buçaco e Doutor Galochas. É com esta mesma trupe que Xico Mendes cria a banda Xico Mendes e Xicometes de modo a alargar toda a sua concepção de música.
Hoje é um homem de 30 anos, toxicoindependente (diz que não está dependente, mas que mesmo assim está um pouco tóxico), ainda arruma carros em Camarate e divorciado da irmã.

Discografia de Xico Mendes

1º Cd- Chiribiri Baitebaite

2º Cd- Elásticos

3º Cd- Headphones

11º Cd- Hospital (já com participações de Zé Mariano e Zé do Buçaco)

Zé Mariano

Nascido em Lisboa a 14 de Abril de 1970, Zé Mariano é o exemplo claro de uma mente brilhante para a escrita. Desde muito novo que começou a escrever as coisas que via e a inventar histórias para os seus amigos. Visto sempre como um aluno exemplar e bem comportado na escola, Zé Mariano era o menino dos olhos de sua mãe.
Após ter terminado o ensino secundário, Zé já não era o menino que tinha sido. Agora escrevia histórias rudes e realistas sobre as ruas de Lisboa, as mesmas ruas que ele frequentava. Utilizando um grande número de asneiras, Zé rapidamente tornou esta maneira de pensar na sua forma de escrita. Apesar de as suas notas terem sempre sido acima da média, ele começava a perder a paciência para os seus colegas "meio rabetas, meio atrasados mentais" (isto nas próprias palavras de Zé Mariano). Contudo, Zé tenta o ensino superior e entre facilmente na Universidade de Letras em Lisboa, onde procurava lançar pelo país, ou dar a conhecer, toda a sua obra. Poucos meses depois, é expulso da universidade por má conduta na publicação do jornal e de um texto que ele próprio escreveu, intitulado " Vocês não percebem é um cú desta merda". Este texto mostrava a raiva crescente em Zé por toda a maneira de pensar daquela gente. Fica grato por ter sido expulso.
Um ano depois é contratado por um chulo para escrever o seu dia-a-dia. É com estas aventuras que Zé mergulha na noite de Lisboa, esta que influênciou e acabou por moldar a sua arte poética. Após ter estado dois anos a escrever o dia-a-dia do chulo, e até porque o chulo foi preso, Zé segue para outra batalha, editar livros seus. No início dos anos 90, Zé era uma pessoa completamente diferente: tinha-se transformado numa pessoa rude, suja, barulhenta, quase anti-social que cuspia para as pessoas em sinal de conhecimento. Não consegue editar nenhum dos seus livros e mete-se na bebida. Após uma das suas loucas noites em Lisboa, Zé conhece o Doutor Galochas, este que o ajuda a recompor-se.
Após um ano sem escrever nada, Zé tenta novamente editar a sua primeira e verdadeira obra literária, Teorias do Não-ser Sendo, livro em que demonstrava teorias que podiam revolucionar o mundo. Era também uma maneira de mostrar ao mundo a sua maneira de pensar, e todo o mundo agradeceu. O livro foi aclamado pela critica ganhando um prémio de melhor livro no Botswana.
Ao longo da década de 90 continuou a publicar livros, sempre com um enorme sucesso. É já no século XXI que Zé experimenta a rádio e cria o programa Boião de Cultura juntamente com Doutor Galochas, Xico Mendes e Zé do Buçaco. No verão de 2004 entra no projecto Xico Mendes e Xicometes. No presente, está em sessões de gravação do novo cd de Xico Mendes e Xicometes e está a preparar o seu novo livro, do qual apenas adiantou: "é um livro com páginas, podem estar escritas como também podem estar brancas".

Bibliografia de Zé Mariano
1º livro- Teorias do Não - ser Sendo
2º livro- Diálogos com alguém que não te quer ouvir
3º livros- Contos
4º livro- (reedição do livro) O chulo e Eu
5º livro- O que Platão teria escrito se fosse do século XXI

Zé do Buçaco

Este é o membro mais esquisito e sombrio do grupo. Pouco, ou quase nada, se sabe sobre este homem. Apareceu simplesmente um dia no estúdio do Boião de Cultura durante a gravação do primeiro programa. Do modo esquisito como se comportava e dos barulhos estanhos e efeitos vocais que fazia, os restantes membros decidiram contratá-lo. Também no verão de 2004, juntou-se ao projecto Xico Mendes e Xicometes como um dos back vocals.
Do seu passado apenas se sabe que esteve envolvido em lutas contra a P.I.D.E. e também andou fugido, isto depois do 25 de Abril de 1974, e camarada do poeta e nervo Batista Bastos. Não se sabe mais nada, mas se tiverem mais informações ou se conhcerem o Zé do Buçaco digam qualquer coisa. AH, e canta com muito gosto "Eu sou o Zé do Buçaco, o homem que comeu a mãe e os três netos" (o pior é que ele não tem mais do que 35 anos).


OK, este post deve ter ficado enorme, mas espero que gostem do material de primeira categoria que está á vossa frente. Para além disso, eu já há muito0 tempo que não escrevo para o Boião, por isso, esta é a paga (e o Kid_d também se farta de escrever, vão-se foder! Para além de ter estragado todas as melhorias que já tinhamos feito ao Boião!)

Obrigado.

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quarta-feira, agosto 24, 2005

Xico Mendes & Xicometes- Vi o Leite/ Violei-te

Esta foi fácil. Por isso, tomem lá e calem-se.

Ia a passar na praia
Com o meu bruta ferrari
Os teu cabelos roxos
A tua pernanga roliça
Olhei para debaixo das tuas saias
Perguei-te a puta de uma rasteira...

E violei-te!

Refrão
Eu violei-te (x13)
Eu vi o leite?
Eu vi o leite no prato de cereais!
Yeah!
Num prato de cereais
Yeahyeeah
Num prato de cereais (x2)
Eu vi o leite num prato de cereais!

Wooh
Uhhergarh

Começas-te a correr
Chamas-te a policia
Eu espatei-te com uma pedra nos cornos
É para aprenderes a não correres!
Muahhhah
Lá estavas tu estendida
Na areia movediça
Olhei para debaixo das tuas saias
E depois...

Eu violei-te!
Outra vez!

Refrão
Eu violei-te(x13)
Outra vez (x4)
Num prato de cereais (x2)
Num prato de cereehyeahhhh
Uhuhyeah
Wow
Num prato de cereaissss
Chechechecheche
Num prato de
Woooo
Cereais
Num prato de cereais
Eu vi o leite num
Prato
De cereais.

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Xico Mendes & Xicometes- Video on Demand

Esta merda deu trabalho, mas espero conseguir escrever todas as lyrics do cd "Esquadro" só para ficarem com um gostinho daquilo que podem encontrar no cd.

3- Video on Demand

Fui à worten
Comprar um video, era uma cafeteira mas era um video!
Fui à worten
Comprar um video
Um video
Quem me atendeu foi o Alipido (x3)
Quem me atendeu
Comprar um video
Um video (x3)

Refrão
A planificação do cagalhão
A visualização do cagalhão
Oi, cagalhão!
Planificação do cagalhão
Visualização do cagalhão
Do cagalhão!

Tava numa praceta
Praceta (buceta)
Que rima com buceta!
(buceta x2)
Praceta
Buceta
(x5)
Que rima com buceta (x5)
Buceta

Estava eu
Hospital
Apareceu um dred e eu disse
"yo dred, pareces um general"

(vai-se dizendo Buceta)
Anal, anal
Hey, hey
Hey, olha o general!

wouhohuhhhhhhhhhhhhhhh
Puhpuhpuhpuhpuh
(hey,hey, puhpahuh)
Hey,hey!
Ó, Ó!

Slow agora...

Estava eu
Aonde, aonde é que eu estava?
(assobio)
Estava eu à beira do precipicio
E disse assim
"Vou-me atirar"
Sabes quem apareceu?
Apareceu os Zicio
E disse "não te atires, pá"
(
começa a flauta)
Buceta
Buceta com praceta
General
Só lhe dava com o anal!
Anal (x4)

Olha a praceta na buceta (x2)
Pruceta (x4)

Uh, tás mas é parvo pá
Hey, hey
Hey, tás mas é parvo, hey
Não te atires, hey
Hey

Um gajo que tilinta é porque tem pinta!
Wow
Hey, uhu

Dá-lhe ai!
Wow, tá parvo, aperece que tá parvo
Olha para ele, olha para ele
Tá parvo, tá parvo, tá parvo, tá parvo!
Cacutilighu

Boh, tá parvo
Boh, tá parvo
Boh, tá parvo

Tá mesmo parvo o rapaz, pá
Tá muita parvo
Olha o general que lhe dá com o anal
General
Buceta
Ceta.

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