quarta-feira, dezembro 21, 2011

RANDOM LIST, BABY

Nunca pensei que iria fazer outra lista para o Boião, muito menos uma espécie de "best of" do ano. Isto era para ter acabado há meses atrás, caraças, mas ao menos não passa deste mês. Enquanto o fim não chega, fiquem com uma lista das melhores músicas que ouvi este ano. Não estão por ordem, é apenas um apanhado das músicas que me aqueceram a porra do coração ao longo do ano. Nada organizado como fazia antigamente, apenas relaxado e calmo. Espero que, mesmo assim, gostem.

P.S. - de certeza que me esqueci de imensas músicas, mas não importa.











































Etiquetas: ,

sábado, fevereiro 19, 2011

Ravedeath, 1972




Eu gosto muito de rock, seja de que maneira for. Pesado, psicadélico, hard, matemático, progressivo, instrumental, cantado ou até folk, é um género que eu adoro. Podem considerar que sou básico, mas a grande parte das minhas bandas favoritas fazem parte desse género e sempre farão. E é por causa disso que me sinto dividido quando encontro um álbum destes, porque sei que às vezes não é o género que mais me comove ou faz pensar. É contraditório, mas é a verdade. A música ambiente, por outro lado, parece ocupar e bem esse espaço. É um género que quando acerta me leva a sitios que nunca pensei existirem, algo do outro mundo que me reconforta e ao mesmo tempo me abre os olhos.
Sabem aquele sentimento quente que sentimos quando descobrimos algo que gostamos? Aquele calor na barriga que não conseguimos identificar, aquele arrepio pela espinha que nos deixa confortáveis e ao mesmo tempo excitado, e com um sorriso que não desaparece por mais que tentamos? Sentir que encontrámos algo que nos compreende, que andámos todo este tempo á procura e que agora está aqui connosco? Isto acontece-me muito com a música e aconteceu quando ouvi em 2009 a "100 years ago" de Tim Hecker (que considerei como uma das melhores músicas que tinha ouvido naquele ano). Este ano, volto a sorrir parvamente com o seu novo álbum, um excelente exemplo de música ambiental.
Há qualquer coisa de fascinante neste álbum que nunca vos irei conseguir explicar. Quantos mais textos escrevo sobre música, mais me apercebo que não sei falar sobre ela. Sei, apenas, aquilo que sinto e isso acaba por não ser muito válido quando se faz uma critica. Mas para mim, isto é possivelmente o som do final do Mundo, um misto de ambiente dramático e mais pesado, mas sempre envolvido numa melodia doce e reconfortante. À medida que o mundo é destruido, nós sabemos o nosso destino, paramos para pensar naquilo que experienciámos e nas coisas que poderiamos ter visto. Poderia ser um tempo de choro, mas é incrivelmente calmo, tudo o que era para ser feito, foi feito e chegou a nossa hora. É isto que sinto ao ouvir "Ravedeath, 1972", e isso deixa-me relaxado.
É um álbum fenomenal e muito recomendado.


Nota pessoal - 9 em 10

Etiquetas:

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

THE PROTOMEN

Para quem não sabe, eu adoro o MEGA MAN. Adoro os jogos em 8 bits, 16 bits, 32 bits, tudo. É uma das minhas séries favoritas e o primeiro jogo foi dos primeiros que joguei quando ainda era um mini JohnSamus que nem sabia o que era uma consola. Basta ver aquele robot pequeno de azul, corajoso e incrivelmente versátil para ficar com um sorriso na cara. Contudo, o que me traz aqui é algo verdadeiramente diferente. O que eu trago é uma OPERA ROCK SOBRE O UNIVERSO DO MEGA MAN. Isso é tão fixe que tive de escrever em letras mausculas.



THE PROTOMEN são uma banda norte-americana que, basicamente, faz música sobre a série videojogável. O primeiro álbum, auto-intitulado, descreve a luta do MEGA MAN contra o DR. WILY. É fantástico ver o cuidado que tiveram nas letras e como conseguiram desenvolver fantásticamente a história do jogo. Aqui temos drama, suspense, acção, dúvidas e um final incrivel. É um álbum que conta uma história concreta, sólida e eficaz. É absolutamente incrivel.
Não é um álbum apenas para fãs da série, longe disso. A música que eles fazem é sinceramente boa, bem feita. Se não conhecem a história, passam a conhecer, só não pensem que é a versão algo infantil que eles dão no jogo. Desenvolvem os personagens e o mundo, passando tudo para um futuro sem esperança onde um cientista maluco domina tudo e todos com o seu exercito de robots.
Eu ADORO o raio do álbum. É tão emotivo, tem tanta força e é tão épico que até doi. É daqueles álbuns que nós ouvimos e vamos para as ruas partir coisas. Aliás, eu aposto que o pessoal no EgiPto ouviu isto antes de começar as manifestações. Aconselho vivamente a ouvirem isto, não percam mais tempo. Não se assustem pelas músicas serem baseadas numa série de videojogos, ponham esse preconceito de lado. É um álbum coeso, extremamente fácil de ouvir, emotivo, conta extremamente bem a sua história e deixa-nos a desejar ouvir mais.

Oiçam, a sério. Agora desculpem-me, mas vou ouvir o segundo álbum destes gajos.

Etiquetas:

domingo, janeiro 09, 2011

Aphex Twin - Rhubarb (Reversed)



"Rhubarb" é das minhas músicas favoritas de sempre. Falarei com mais pormenor na reta final do Boião, mas esta versão em reversed só demonstra o quanto esta música é excelente.

Etiquetas:

segunda-feira, novembro 22, 2010

Mogwai - Rano Pano



E aqui está a primeira música do novo álbum dos Mogwai intitulado, "Hardcore Will Never Die, But You Will". Ouvi a música umas quatro vezes e cheguei à conclusão que a adoro. Estou finalmente desejoso de ouvir o novo álbum.

Etiquetas:

terça-feira, novembro 02, 2010

Don C.

Como não existe um mundo onde me consigam convencer que há um limite para o número de vezes que devemos ouvir Don Caballero, tomem lá outra injecção. Sempre que me ponho a ouvir coisas diferentes e depois regresso a esta banda, sinto-me culpado. Isto é demasiado bom para não ser ouvido. Eu adoro estes gajos.

For Respect (1993)



Don Caballero 2 (1995)



What Burns Never Returns (1998)



Singles Breaking Up, Vol. 1 (1999)



American Don (2000)



World Class Listening Problem (2006)



Punkgasm (2008)



(este último álbum é tão fraco em comparação aos outros que esta foi a única música que encontrei)

Etiquetas: ,

segunda-feira, outubro 18, 2010

Electronik

Se um dia for apanhado por terroristas e eles me obrigarem a escolher as minhas músicas de electrónica favoritas, eu acho que sabia o que tinha de escolher. Porque raio é que eles me haveriam de perguntar tal coisa, isso é com eles. Cada um faz as coisas à sua maneira, e mesmo sabendo que poderia morrer se alguns dos terroristas gostarem de David Gueta ou DJ Vibe, eu direi as minhas escolhas com orgulho. Que são estas:











É um empate entre essas músicas. Pelo menos por enquanto. Não me obriguem a escolher, mas no fundo, a "Rhubarb" é das minhas músicas favoritas de sempre, por isso, cenas.

Etiquetas:

Muffin Man

Eu sempre gostei desta música.

Etiquetas:

quarta-feira, outubro 13, 2010

Islands


Mesmo não estando ao nível dos melhores álbuns que já ouvi da banda, "Islands" é um álbum muito bom, principalmente se olharmos para os dois álbuns que o antecederam. É uma clara evolução e senti que as músicas tivessem uma direcção mais definida. Mais emotivas e possivelmente não tão experimentais (ou não tão improvisadas, o que poderá estar mal, até porque senti a influencia do jazz mais presente em certas musicas deste álbum), são músicas que me deixaram interessado ao longo do álbum. É um álbum que me agarrou desde da primeira música, e assim que cheguei à última, fiquei com vontade de o ouvir outra vez. E assim o fiz.
Parece que o próximo álbum, "Larks' Tongues in Aspic", vai ser fantástico.

Nota pessoal: 8 em 10

Etiquetas:

terça-feira, outubro 12, 2010

Lizard


Não deve existir nada mais complicado para um artista do que suplantar o seu melhor trabalho, principalmente quando se trata da primeira obra. Penso que foi isso que aconteceu com os King Crimson nesta época, depois de um excelente, altamente aclamado pela critica, primeiro álbum, gastaram demasiado tempo e talento para o tentar imitar. Tal como "In the Wake of Poseidon", o problema de "Lizard" não é que seja um mau álbum, mas sim que não traga nada de novo para a sonoridade da banda. Sendo ainda mais experimental que o álbum anterior, mas estranhamente mais coeso e com um inicio mais forte, o problema é que não existe nenhuma parte que realmente fique connosco depois de acabar. O que falta a "Lizard" para eu gostar mais dele é uma "In the Wake of Poseidon". "Cirkus" tenta ser essa música, e é um excelente começo para o álbum, mas não tem a mesma força.
Eu não posso criticá-los. Segundo o que li, foram tempos difíceis para banda. Apenas Robert Fripp, guitarrista e o grande génio por detrás da banda, ficou depois do primeiro álbum. Este é um tempo de procura por um lugar e por uma sonoridade que os faça renascer. Mesmo não sendo álbuns maus ou até verdadeiramente medíocres, são álbuns com pouca força. "Lizard", música de 23 minutos que fecha o álbum, poderia ser (e começa por ser) a música que salvasse o álbum, contudo, falta a parte épica que bandas como "Pink Floyd" conseguiam inserir nas suas músicas mais longas. "Echoes" e "Atom Heart Mother" (do mesmo ano que Lizard) são músicas poderosas, cheias de energia e emotividade. Se os King Crimson conseguem fazer isso em menos de 10 minutos nas suas melhores músicas, porque não numa tão longa? Não estou a dizer que é fácil fazer isso, estou antes da dizer que eu sei que eles conseguem. "Red", e agora para a parte polémica, é superior a mais de metade da discografia dos Pink Floyd, por isso, eu sei que eles conseguem.
Segue-se "Islands", que parece ser muito melhor. Estou desejoso de ouvi-lo para puder passar a mais um dos seus álbuns aclamados pela critica (e que também já me aconselharam a ouvir): "Larks' Tongues in Aspic" (eles antes deste têm um chamado "Earthbound" que é composto por jams da banda ao vivo, por isso, leva um "até um dia destes").



Nota pessoal: 6 em 10

Etiquetas: ,

quarta-feira, outubro 06, 2010

In the Wake of Poseidon

Infelizmente, este álbum não é aquilo que eu estava à espera. Em comparação ao que já ouvi, é muito inferior. Não tenho nada a dizer a nível técnico, mas acho que lhe falta espirito, talvez uma direcção ou um sentimento coeso. Talvez seja mais experimental ou não tão ambicioso, o que é uma pena. Contudo, "In the Wake of Poseidon" é agora das melhores músicas que ouvi este ano e das melhores que ouvi da banda. É uma música incrível que está estrategicamente colocada no meio do álbum. Até chegarmos a ela, é um ataque de ansiedade, mas quando a passamos, é um aborrecimento.
Estes gajos são bons, muito bons. E não é por mero acaso que são das melhores bandas de rock progressivo. Para uma banda deste género, e com tantos álbuns, é mais do que natural experimentar e, consequentemente, falhar. Mas mesmo assim, têm uma grandiosa música. Só demonstra talento. Segue-se "Lizard", um dos álbuns que mais divide os fãs da banda. Estou para ver o que eu vou achar, visto que ainda não ouvi nenhuma música desse álbum.

Nota pessoal: 6 em 10

Etiquetas:

sábado, outubro 02, 2010

Fishing

Não sei quase nada sobre esta banda, nem se vou continuar a ouvir. Aquilo que sei é que gosto desta música. Chama-se "Fishing" e é dos "Superchunk" (talvez vos diga alguma coisa). No meio disto tudo, só tenho certeza de uma coisa: eu adoro o inicio dos 90s e do indie que se fez durante esse tempo. Nuff said!

Etiquetas:

segunda-feira, setembro 13, 2010

Limp Bizkit Style: s.m. Desaparecer, Perder Importância.

Só existe uma boa razão para pessoas com mais de 20 anos (e que viveram a era de ouro desta banda) irem ver o concerto desta noite dos Limp Bizkit: olhar para trás e aperceberem-se que eram muito parvos quando eram novos. Eu gostava de puder fazer o mesmo, mas dar dinheiro para ir ver estes gajos é uma coisa que nunca vai acontecer. Chegou-me comprar o "Chocolate Starfish and The Hot-Dog Flavoured Water" para perceber que não merecem nada. No entanto, estes "gajos" relembram-me uma época engraçada, tempos simples e descontraidos das nossas vidas. E acho que deviam ficar por ai e não tentar mais uma vez serem o que nunca foram (realmente bons).
Estou a ser um bocado bruto, mas não posso dizer outra coisa desta banda. Tiveram o seu tempo, foram grandes, tiveram sucesso, mas acho que deviam arrumar as coisas e experimentar outras coisas. Mesmo assim, se lançarem um álbum novo, eu vou ouvi-lo do principio ao fim. É o minimo que posso fazer. Depois escrevo um texto a dizer mal para vocês não-lerem.


Só quero dizer uma coisa a todas as pessoas que vão hoje ao concerto: "lol".

Etiquetas: , ,

quinta-feira, agosto 26, 2010

Always On My Mind

Tal como tinha dito na critica de "Shattered Memories", Akira Yamaoka nunca fez uma banda sonora má. E mesmo sendo a do último Silent Hill não tão forte como as dos anteriores, continua a ter momentos soberbos. "Always On My Mind", música principal do jogo, prova exactamente isso. O refrão arrepia-me sempre que o oiço e acho que em termos de ambiente e letra, insere-se perfeitamente na história do jogo (principalmente depois de sabermos o que realmente se passa no jogo). Ah, e isto é uma cover de uma música do Elvis. Quem diria, não é?
O meu amor pela série tem estado novamente em alta e acho que o blog tem sofrido com isso. Por isso, acho que só há uma coisa a fazer: TOP 10 das melhores músicas da série. Sim, eu vou fazer isso. Não me perguntem porquê, mas sempre o quis fazer. Acho que as sete bandas sonoras têm músicas demasiado boas para não serem conhecidas. A ver se faço a lista e começo para a semana. Até lá, oiçam já esta.


Etiquetas: , ,

quarta-feira, agosto 25, 2010

Lovely Bloodflow

É só para dizer que Baths continua-me a surpreender, desta vez com o videoclip para a sua música "Lovely Bloodflow". Gosto da ideia do videoclip e acho que visualmente está mesmo muito bom. Não era o que eu imaginava para a música, mas acho que isso ainda o faz com que seja melhor.
Vejam.

Etiquetas: ,