Para todas as pessoas que nunca leem até ao fim, eu vou resumir o que penso do "TRON Legacy". É um filme que me desapontou, que ficou àquem daquilo que eu estava à espera e daquilo que era capaz de ser feito tendo em conta o universo da série. É um filme extremamente bem feito a nivel técnico, tendo dos melhores visuais e banda sonora que ouvi nos últimos tempos, mas que despreza totalmente a sua história, construção e estrutura (para não falar que se intitula como legado e nem para isso serve). Acho, mesmo assim, que é um filme que merece ser feito, nem que seja para dar aos criadores uma nova oportunidade de tentar corrigir tudo sem que tenham de passar quase 30 anos.
Li num sitio qualquer alguém a comparar este filme ao "Avatar", dizendo que TRON é superior. Mesmo que sejam filmes totalmente diferentes, eu percebo a comparação. São dois filmes que se baseiam quase unicamente no seu visual e que não sabem contar uma história por mais simples que possa ser. Eu também concordo que "TRON Legacy" é melhor, até porque o "Avatar" irrita-me a um certo nivel, mas é uma desilução. O problema não é ter uma história simples, uma espécie de "coming of age" fora de horas, mas sim não saber contá-la. É incrivel o que uma boa estrutura e algum risco podem fazer por uma história que parece à partida básica. Era tudo o que este filme precisava para me conquistar, bastava isso para pôr de lado todas as sequências de acção mal feitas e mal aproveitadas. Mas não. Tenho de rever o primeiro filme, porque depois de ver a sequela, fico com medo que o meu gosto por esta série seja apenas nostálgico. Das pequenas coisas que me lembro, o primeiro parece-me ser melhor, mais marcante. É injusto compará-los a um nivel técnico, por isso, vou prestar muita atenção à história e ver qual se safa melhor. "TRON Legacy" não é um filme que me irrite. Não é daqueles que me fazem sair do cinema e partir os óculos 3D de raiva (cof cof RESIDENT EVIL AFTERLIFE), é apenas uma desilusão. Continuo a achar que todos devem ver o filme, apreciar os visuais e ouvir a excelente banda sonora dos Daft Punk (que eu nunca pensei que ficasse tão bem no filme). A nivel técnico, é um filme fantástico, algo que falarei durante anos, tal como fiz com o primeiro. Entristece-me que não tenham tido tomates para fazê-lo ambicioso a nivel de história e contar algo mesmo muito bom, que nos rebentasse completamente a mente. É disso que TRON precisa e é isso que quero ver na sequela (que eu não acredito que aconteça - e se já foi confirmada, digam-me).
Nota pessoal - 6 em 10 (os efeitos e a banda sonora são mesmo muito bons, e vá, o filme tem bons momentos).
Não sei se é um filme que vai agradar a todos, mas é um bom filme. Adorei as referências a videojogos e desenhos animados, adorei o estilo visual e o exagero das batalhas, adorei as representações e a banda sonora. Edgar Wright é um excelente realizador e é, acima de tudo, alguém que deve gostar imenso da banda desenhada original. Isto é um produto recheado de riscos e amor, e isso nota-se.
Tenho, contudo, um problema com o filme. Apesar de gostar dos exageros, diálogos, personagens e sequências da história, senti que a forma como a história é contada é um bocado repentina. Senti que estava demasiado repartida e acelerada em certas partes. Penso que é normal quando queremos adaptar 5 livros (acho que o último ainda não tinha saido quando escreveram o guião) para um filme de duas horas. Talvez tenha sido apenas eu e uma segunda visualização do filme mude isso.
Tive pena de não o ver no cinema, mas não consegui aguentar. Era um dos filmes que mais queria ver este ano e não desiludiu. Não façam como eu, esperem e vejam no cinema. Com os efeitos e banda sonora, este filme merece ser visto no cinema. Algo me diz que tenho de comprar a banda desenhada original e ler aquilo.
Dos filmes que mais quero ver este ano, penso que só resta o "Tron Legacy". Ainda bem que é já no próximo mês!
Não deve existir nada mais complicado para um artista do que suplantar o seu melhor trabalho, principalmente quando se trata da primeira obra. Penso que foi isso que aconteceu com os King Crimson nesta época, depois de um excelente, altamente aclamado pela critica, primeiro álbum, gastaram demasiado tempo e talento para o tentar imitar. Tal como "In the Wake of Poseidon", o problema de "Lizard" não é que seja um mau álbum, mas sim que não traga nada de novo para a sonoridade da banda. Sendo ainda mais experimental que o álbum anterior, mas estranhamente mais coeso e com um inicio mais forte, o problema é que não existe nenhuma parte que realmente fique connosco depois de acabar. O que falta a "Lizard" para eu gostar mais dele é uma "In the Wake of Poseidon". "Cirkus" tenta ser essa música, e é um excelente começo para o álbum, mas não tem a mesma força. Eu não posso criticá-los. Segundo o que li, foram tempos difíceis para banda. Apenas Robert Fripp, guitarrista e o grande génio por detrás da banda, ficou depois do primeiro álbum. Este é um tempo de procura por um lugar e por uma sonoridade que os faça renascer. Mesmo não sendo álbuns maus ou até verdadeiramente medíocres, são álbuns com pouca força. "Lizard", música de 23 minutos que fecha o álbum, poderia ser (e começa por ser) a música que salvasse o álbum, contudo, falta a parte épica que bandas como "Pink Floyd" conseguiam inserir nas suas músicas mais longas. "Echoes" e "Atom Heart Mother" (do mesmo ano que Lizard) são músicas poderosas, cheias de energia e emotividade. Se os King Crimson conseguem fazer isso em menos de 10 minutos nas suas melhores músicas, porque não numa tão longa? Não estou a dizer que é fácil fazer isso, estou antes da dizer que eu sei que eles conseguem. "Red", e agora para a parte polémica, é superior a mais de metade da discografia dos Pink Floyd, por isso, eu sei que eles conseguem. Segue-se "Islands", que parece ser muito melhor. Estou desejoso de ouvi-lo para puder passar a mais um dos seus álbuns aclamados pela critica (e que também já me aconselharam a ouvir): "Larks' Tongues in Aspic" (eles antes deste têm um chamado "Earthbound" que é composto por jams da banda ao vivo, por isso, leva um "até um dia destes").
"The Expendables" é possivelmente o filme mais estúpido que vi na minha vida. É tão parvo e tem uma história tão frágil que doi. Mas gostei? Claro que gostei! É dos filmes mais sem sentido que anda por ai, mas no final do dia, é um excelente filme para se ver com amigos e passarmos um bom bocado.
Não gostam de filmes de acção? Não gostam de filmes que não tenham histórias complicadas? Não gostam de filmes que não falem de emoções e nos façam pensar? Então não vejam este filme, é que nem tentem. Mas se gostam de filmes de acção tão exagerados que vos fazem rir e que tenham um estilo tão grande que sai para fora da tela e vos bate, então aproveitem. É uma "hommage" aos filmes de acção dos 80s e acho que faz um belo trabalho. Acreditem que se quisesse, conseguia encher umas 5 páginas só com problemas que o filme tem, mas no fundo, nada disso interessa. Criticar um filme destes pela sua premissa ou dramatologia é o mesmo que dizer que o "Stalker", de Tarkovsky, é um filme sem explosões. É tão irrealista que no final do dia só iamos parecer parvos.
Claro que não é um filme para qualquer pessoa, e eu próprio devo admitir que não sou um fã assim tão grande dos filmes dos 80s, mas isso não me interessou minimamente quando vi o Dolph Lundgren a dividir um gajo com um tiro. UM TIRO. No final deste filme o número de mortos é tão grande e tão exagerado que eu acho que se juntassemos todos os filmes que sairam este ano, não conseguiamos chegar ao mesmo número de "The Expendables".
Desliguem os vossos cérebros e vão ver este filme. Se acham que este filme não é para vocês, é porque não é mesmo. Não inventem ou tentem gostar, porque vocês sabem bem o que vão encontrar no filme com maiores niveis de testoterona de sempre. Não é, e nunca será, um bom filme, mas no fundo, é do caraças. E às vezes, um filme destes faz mesmo muito bem.
Nota pessoal - 7 em 10 (muito generoso, mas diverti-me, vão-se lixar).
Se Silent Hill não é a minha série de videojogos favoritos, anda lá perto. Como já o disse inúmeras vezes, Silent Hill 2 é o meu videojogo favorito, conseguindo ter uma história fenomenal, um ambiente assustador e perturbador, uma banda sonora fantástica e uma jogabilidade bem concebida. Contudo, desde que a série saiu das mãos da Team Silent, criadores da saga, e deixou o oriente para se aventurar em mãos ocidentais, nunca mais tem sido a mesma. Depois de jogar Silent Hill Origins e ver as criticas para Homecoming, temi que fosse o fim da série. Mesmo não estando totalmente descansado com o futuro da série, apercebi-me que devo alargar mais os meus conhecimentos da série e deixar os vários estúdios experimentarem. Homecoming é um bom jogo e um dos melhores em termos de ambiente, e Shattered Memories tem uma excelente história, mas jogabilidade e ambiente desinteressantes. A série, o universo, têm muito para dar e começa a ser interessante ver como nenhum estúdio vê a cidade de Silent Hill da mesma forma. Shattered Memories é uma espécie de remake do primeiro Silent Hill. Continuamos a ser Harry Mason, numa das piores noites possiveis, enquanto tenta encontrar a sua filha desaparecida pelas ruas desérticas de Silent Hill. A história deste jogo é boa, tão simples quanto isto. Apesar de ser um remake, pegam apenas na premissa inicial e criam algo novo. Temos os mesmos personagens e os mesmos nomes, mas tudo está diferente. A história tem um lado muito mais psicológico e intimista que a história original. Todo o culto de Silent Hill ficou de fora (rituais satânicos, infernos, nascimentos de deuses pagãos, coisas normais e tal) e criaram uma versão que até sou capaz de dizer que é melhor que a original. Eu gosto de Shattered Memories. Gosto da história, dos diálogos, das cenas com o psicólogo onde fazemos pequenos testes psicológicos que afectam o resto do jogo (não a nivel da história, mas a nivel de fatos e cenários...basicamente, se somos tarados, vai andar quase tudo nú, sendo essa a forma que vemos as coisas), mas o jogo tem uma enorme falha a nivel da jogabilidade e do ambiente. Este jogo não é assustador e isto é a pior coisa que podia dizer. Mesmo a série não sendo a mais assustadora de sempre, Silent Hill foi sempre perturbador, totalmente louco, bizarro e desconfortável. Não era um medo que nos fazia saltar, mas era um medo que estava sempre connosco, não haviam pausas, tudo era nosso inimigo e a qualquer momento as paredes podiam-se encher de sangue (isto acontece em Silent Hill 3) ou ficarmos a descer as mesmas escadas durante 10 minutos enquanto nos sentimos a aproximar cada vez mais do próprio inferno (Silent Hill 2). Contudo, Silent Hill Shattered Memories não tem momentos como estes (sem ser o seu final inesperado), nada é memorável. Primeiro, não deviam ter substituido o nevão e cinzas por gelo. Silent Hill está a sofrer o maior nevão na história da cidade e a maior parte das ruas está subterrada. Para além disso, os monstros só aparecem quando fica tudo congelado. O que isto tem de mal? Bem, eu não acho o gelo muito assustador, os monstros não são muito assustadores e nós sabemos sempre quando eles vêm! Não está nada congelado? Então não há monstros, tão simples quanto isto. Isto quebra totalmente a tensão que existia na série. É algo que me entristece, porque sempre que jogo um Silent Hill, estou à espera de ser impressionado com qualquer coisa. Neste aspecto, Homecoming, mesmo não inovando muito, cria um dos melhores retratos de Silent Hill (mas isso fica para outra critica). A jogabilidade não é má, mas também não é nada de especial. Nesse aspecto, nenhum dos SH é, mas neste achei que faltava qualquer coisa. Visto que este foi um jogo pensado para a Wii e eu joguei a versão PS2, talvez isso queira dizer muito, mas mesmo assim, acho que podiam ter feito melhor. Criam a possibilidade de podermos apontar a lanterna para qualquer sitio, mas não nos dão boas situações para o fazer. Gosto, isso sim, do telemóvel que Harry usa. Gosto que possamos ver coisas com a câmara do telemóvel e que possamos receber mensagens/chamadas de pessoas de Silent Hill. Acho que dá um toque diferente à cidade, não como estando totalmente abandonada e sem rasto dos seus habitantes, mas como algo parado no tempo, preso por qualquer coisa. Também não existem combates neste jogo. Sempre que os monstros aparecem, o jogo muda para uma jogabilidade de fuga, onde temos de fugir dos inúmeros monstros que nos perseguem e escapar do sitio onde estamos. Eu gostei destas secções, o combate não me fez assim tanta falta no ambiente geral do jogo, mas acho que mesmo assim, senti que deviam ter mais tensão, mais perigo e mais emoção. Acabamos por nos perder ou andar às voltas pelos sitios, e em vez de isso criar tensão ou medo, cria irritação. Mas no fundo, gostei e acho que foi bem pensado. A música é mais uma vez composta por Akira Yamaoka e apesar de ter os seus momentos, é uma banda sonora mais cansada e não tão memorável. O trabalho de Yamaoka na série nunca foi mau e nunca se aproximou de tal. Basta ouvirmos algumas das suas obras para termos consciencia disso. Acho que o problema aqui foi mais uma questão de importância. A música não está num plano tão importante, é mais ambiente e de enchimento que as outras. O ambiente eerie continua, mas não o achei tão forte como nos outros. Este foi o último trabalho de Yamaoka para a série e mesmo que a noticia me tenha deixado muito triste, senti que talvez tenha sido o melhor. Ele fez as bandas sonoras para todos os jogos da série e todas elas são muito boas, mas sinto que ele próprio ficou cansado. Prefiro que ele leve o seu talento para algo novo e refrescante, podendo experimentar à vontade e criar excelentes músicas. Silent Hill, como série, precisa de sangue novo, de uma mudança, e talvez Shattered Memories, que já consegue mudar tanta coisa, precisasse disso também a nivel sonoro. Mas no fundo, Yamaoka consegue mais uma vez uma boa banda sonora. Silent Hill: Shattered Memories é um bom jogo. Eu sei que digo um bocado mal dele, mas no fundo é um bom jogo e uma boa entrada para a série. Há já muito tempo que um Silent Hill não tinha uma história tão bem construida e aproveitada (não acredito que Homecoming venha a ultrapassar isto), e é isso que me deixa irritado. Este podia ser o melhor Silent Hill desde o segundo se não fosse pelas suas más escolhas em termos de jogabilidade e ambiente. O gelo, apesar de ter um significado importante para a história, não é algo que assuste ou fascine. É algo diferente, mas não tão bem concebido. Talvez tenham sido problemas de budget, mas sinto que este jogo poderia ter sido muito mais. Se tivesse o ambiente e jogabilidade de Homecoming, este seria um jogo muito superior. E digo isto já sendo ele um bom jogo, tendo todos esses elementos, seria algo espectacular, ficando ao nivel dos quatro jogos originais (e isso para mim, é dizer mesmo muito). Este é jogo que põe a história à frente da jogabilidade e acho isso admirável. Se têm uma Playstation 2 ou uma PSP ou uma Wii, e gostam de jogos ou histórias de terror, dêem uma oportunidade a Shattered Memories. Aliás, joguem a série toda se nunca o fizeram.
Estava com algum receio de ver este filme. Depois de comprar o livro e ler uma boa parte, o trailer assustou-me. Não porque tinha mau aspecto, mas porque o ambiente não parecia ser aquele que eu sentia no livro. Não façam como eu e demorem tanto tempo a ver este filme, é um olhar cruel e real sobre a sobrevivência depois do final do mundo. É, mais do que qualquer outra coisa, uma história comovente de um pai que faz de tudo para proteger o seu filho. Uma relação bem construída e paralela ao resto do mundo. Poucas pessoas restam, algumas perderam a vontade de viver, outras matam para se alimentar e, no meio da neve e cinzas, um pai e filho caminham em busca de um lugar para eles. Eu gosto muito de histórias pós-apocalípticas. Se há coisa que gostava de fazer era um filme pós-apocalíptico (já tentei, mas quando se trata de um filme escolar, não era bem o que queria). E esse foi o elemento que me atrai tanto para o livro como para o filme. É um tipo de histórias que acho aliciante de criar, tanto pela destruição como pela reconstrução. Este filme acerta em cheio na primeira e apresenta elementos que ajudam a rechear o filme (o canibalismo, por exemplo, está bem implementado). O ambiente e aspecto visual deste filme são brilhantes. O mundo está a morrer e é dos melhores trabalhos de destruição e desolação que já devo ter visto. Leiam a sinopse, vejam o trailer, qualquer coisa, mas não se esqueçam deste filme. É um filme extremamente pesado que constroi um mundo à beira da ruina. É uma boa história, até algo minimalista, mas com um desenvolvimento lento em termos de acções, mas muito bom em termos de desenvolvimento de personagens e do mundo à sua volta.
De todos os jogos que queria jogar quando tivesse uma Playstation 3, Dead Space era sem dúvidas um deles. Desde míudo que adoro "survivor horrors" e saber que finalmente estavam a fazer um que poderia ser assustador e realmente bom (sejamos sinceros, o género tem estado cada vez pior desde que o Resident Evil 4 passou tudo para a acção ou a série Silent Hill teima em não lançar um que seja mesmo bom - ainda não joguei o Homecoming...), deixou-me esperançoso. As criticas são boas, os trailers são bons e as opiniões dos jogadores são ainda melhores. Hoje acabei-o e devo dizer que é um excelente jogo. A história é simples. O nosso nome é Isaac Clarke e vamos com a nossa equipa socorrer uma nave mineira. Se ainda não perceberam o que acontece assim que chegamos lá, aconselho-vos a ver um dos trailers...acho que ficam com uma boa ideia. A história em si é simples, não é nada do outro mundo, mas consegue criar um ambiente interessante. Acho, isso sim, que tem elementos muito bons que deviam ter sido mais explorados. As sequências de história deviam ser mais frequentes e desenvolverem mais o que se passou na nave. Em vez disso, temos demasiada exposição nos últimos três capitulos, com plot-twists nada preparados ou com grande força narrativa para a história. Contudo, elementos com a religião, o cultismo, as necessidades humanas, tal como a estupidez humana, a sobrevivência e demência são bons exemplos daquilo que podemos encontrar na história deste jogo. Apesar de não ser tão assustador como eu queria que ele fosse, Dead Space tem os seus momentos. O ambiente é pesado e inseguro, sentimos que não temos um ponto de descanso e que tudo à nossa volta nos pode matar. A nave USG Ishimura é um cenário extremamente bem pensado e desenhado. É solitário e assustador, relembrando-nos a cada sala que entramos que estamos praticamente sozinhos naquela nave cheia de seres prontos para nos matar. Senti que era um jogo bem cuidado, cada elemento tinha o seu propósito e tudo aquilo que encontrava nos cenários não servia apenas de "eye candy" (exemplo das mensagens escritas pelas paredes, tanto em inglês como na lingua misteriosa do jogo). Há muito tempo que não me sentia tão bem a jogar um "survivor horror", por outro lado, já há muito tempo que não dizia que tinha jogado um "survivor horror"... A jogabilidade é capaz de ser o elemento mais normal de todo o jogo. Se estão habituados a jogos na terceira pessoa, vão-se sentir em casa. Pensem na famosa e revolucionária jogabilidade de Resident Evil 4, mas com a habilidade de andar enquanto disparam. Isto para mim, é das melhores coisas que podiam colocar no jogo. Não me venham com histórias que não conseguir andar e disparar dá uma certa tensão, porque eu acho isso estúpido. Sim, funciona no Resident Evil 4, mas até que ponto isso é mesmo uma boa escolha? Adoro o facto de o conseguir fazer neste jogo. Para além disso, ajuda no aspecto da jogabilidade que eu mais aprecio: o desmembramento. Não pensem que atacar os inimigos na cabeça despacha a situação, em Dead Space temos de os desmembrar. Cortar membros nunca foi tão stressante, tão assustador e violento como neste jogo. Senti verdadeiro pânico quando vinham a correr para mim e eu não conseguia acertar nos membros. Temos também o elemento da gravidade zero neste jogo. Partes da nave estão destruidas e a única maneira de avançar é explorando a falta de gravidade. Eu tinha receio que este elemento fosse estragar a jogabilidade do jogo, mas está muito bem realizada. Alguns dos melhores puzzles do jogo são feitos em áreas sem gravidade e conseguem ser desafiantes. Até uma das batalhas com bosses é feita desta forma e é épica. Aliás, todas as batalhas com bosses são épicas. Há já muito tempo que não sentia medo e receio enquanto avançava para um boss. E ver monstros gigantescos, repito, gigantescos, erguerem-se perante mim prontos para me matarem foi mesmo muito bom. Mesmo não sendo um jogo perfeito, Dead Space é uma experiência muito boa. Estou mais que empolgado para jogar o segundo e a minha fé nos survivor horrors regressou. Mesmo sabendo que os jogares infelizmente começam a dar mais importância a acção do que a um ambiente bem estruturado, sinto que o género ainda não morreu. Precisa mais uma vez de se reinventar e deixar para trás as bases que reconstruiu com Resident Evil 4. Precisamos de um novo Silent Hill, de um novo Project Zero (que seja para a PS3 e que saia cá pelo menos) ou até de um novo Resident Evil. A partir deste momento, até de um novo Dead Space o género precisa. Se gostam de survivor horrors e têm uma XBOX360 ou uma PS3, não hesitem.
Se há coisa que eu não sou, e muito sinceramente não me vejo ser, é fã ou leitor da Marvel (ou da DC Comics). Quando era miúdo claro que comprava livros do Spider Man e do Batman, claro que via as suas séries na televisão com toda a minha atenção e até religiosamente. Mas mesmo sendo dois dos meus super-herois favoritos, nunca foi um universo que me chamasse muito a atenção. São demasiadas histórias paralelas e fico com a estranha sensação que falta coerência no meio daquilo tudo. Contudo, eu adoro os filmes do Iron Man (viram a passagem? má, não foi?). Eu gostei mesmo, mas mesmo do Iron Man. Lembro-me tão bem de o ir ver numa sessão da meia-noite e estar a falar sobre o filme no dia seguinte com o meu grande amigo Guilherme na escola antes de uma aula de argumento. Pareciamos muidinhos a falar sobre as melhores cenas, como a história até estava bem contada e como Tony Stark é das melhores personagens que tínhamos visto nos últimos tempos. A sequela era mais do que esperada e devo admitir que fiquei pacientemente à espera dela. Ontem tive o prazer de a ver. Sinto-me aliviado por ter gostado do Iron Man 2. Depois de um primeiro filme tão bom, estava à espera que estragassem tudo, mas felizmente isso não aconteceu. Preciso de rever o primeiro para saber se realmente continua a ser o melhor ou não, mas mesmo assim, Iron Man 2 fez-me sair do cinema com um enorme sorriso na cara. Foi extremamente divertido, cativante e nunca aborrecido. Os personagens são muito bons e Robert Downey Jr. começa a ser dos meus actores favoritos. O seu Tony Stark é tão bom. Se viram o primeiro, já sabem do que estou a falar, porque esta sequela tem dos melhores momentos cómicos com personagem...e todas elas resultam. Especial atenção para a Gwyneth Paltrow, que continua incrivelmente querida neste segundo filme. Eu nunca lhe liguei muito, mas ela como Pepper Potts fica mesmo muito bem. Melhor que isso, os dois actores têm uma enorme química e todas as cenas em que eles entram são muito boas. Contudo, continuo a achar que o filme podia ter mais acção. Apesar de este ter muito mais que o primeiro, continuo a sentir que se perderam algumas oportunidades para fazer grandes cenas de acção sem estragar a história (principalmente a batalha final). Mas chiça, é um filme tão divertido. Chegou-me mesmo a surpreender e começa a criar bases para uma excelente série de filmes. A história é interessante, mas simples. Contudo, o filme ganha através das cenas cómicas e dos diálogos/interacção entre personagens. Tudo parece tão fluido e penso que isso se deve tanto ao guião como aos excelentes actores (um bem-haja ao Sam Rockwell, que espero que comece a fazer mais coisas, e ao Mickey Rourke). Se gostaram do primeiro, não hesitem. Iron Man 2 junta-se aos filmes do Batman e ao Spider Man 2 como a minha super equipa de filmes com super-herois.
Foi em meados de 1998 que joguei o primeiro Metal Gear Solid. Depois de meses a seguir a sua evolução pela revista oficial da playstation, tive finalmente a oportunidade de o jogar quando um amigo meu o comprou. Havia uma coisa que faziamos sempre quando eramos miudos: troca por troca. Se queriamos que nos emprestassem um jogo, tinhamos de emprestar outro. Se não tivessemos um jogo que a outra pessoa gostasse, muito provavelmente nunca nos emprestaria o jogo que queriamos. Já não me lembro qual foi o jogo que emprestei, mas lembro-me, isso sim, que tinha para escolha o Resident Evil 2 ou o Metal Gear Solid, dois jogos que eu queria mesmo jogar. Se não fosse por causa de um amigo meu de infancia, talvez nunca tivesse jogado Metal Gear Solid. Fez força para que eu o escolhesse, então levei-o para casa e jogámos as primeiras horas do jogo. Foi nesse momento que a saga Metal Gear passou a ser das minhas favoritas. Metal Gear Solid é, sem quaisquer dúvidas, um dos meus videojogos favoritos. Tanto a história como a jogabilidade inovadora apanharam-me totalmente desprevenido. Tudo parecia saido de um blockbuster norte-americano, desde as sequencias de acção até à história. Foi das primeiras vezes (sem contar com o Final Fantasy VII) que vi um jogo dar tanta importancia à história. Existiam sequencias de 20 minutos só com diálogos e desenvolvimento da história, uma jogada arriscada que valeu a pena. Este era o começo de um amor de longo anos pelo personagem Solid Snake, um expião norte-americano, destemido, corajoso e a única salvação do mundo. Lembro-me tão bem do tempo que passei com o jogo. Dos puzzles, das batalhas com os bosses e de fugir para dentro de condutas quando a base ficava em estado de alerta. Este foi o primeiro jogo que me fez ficar até tarde a jogá-lo. E quando eu e o meu amigo, já depois da meia noite, conseguimos chegar ao fim do jogo, sentimos que tinhamos conseguido algo mágico no mundo dos videojogos. No entanto, sentiamos uma tristeza enorme por termos acabado um dos melhores jogos que alguma vez jogámos. Enquanto ele saia de minha casa, apenas um pensamento pairava no ar: amanha recomeçamos. Joguei todas as sequelas. O Metal Gear Solid 2 foi o primeiro jogo que tive para a Playstation 2. Mais uma vez, eu e o meu amigo passámos as férias da Páscoa a jogá-lo sem descanso. Depois saiu o 3º, Snake Eater, uma prequela, que mais uma vez passei com um sorriso no rosto. Foi com esta história de alegrias que fui para Metal Gear Solid 4. Quando foi confirmado para a PS3, ficou logo claro qual seria a consola que iria comprar. Este era o jogo que eu mais queria jogar e esta semana cheguei ao fim. O fim era pregado pelos trailers, pelas criticas e por fãs. Este é o fim de uma das séries mais famosas dos videojogos e é para mim um final pouco digno. Hideo Kojima, criador da saga, sempre soube contar uma história. O que ele não soube, a meu ver, foi ter todas as coisas que introduzia em cada novo jogo em mente para conseguir interligar tudo. MGS 4 tenta explicar todas as pontas soltas e falha. Não porque não o consegue fazer, acreditem, se tinham duvidas sobre qualquer coisa, este jogo explica tudo, mas sim na forma como o faz. É uma história carregada de tristeza. Sentimos desde o inicio que é a última vez que jogamos como Solid Snake, que no final desde jogo veremos morrer um dos nossos personagens favoritos. Ele está velho, ultrapassado e o valor que dava à vida há muito que foi deixado para trás. É um soldado ultrpassado pelos tempos (tal como ele diz, "War has changed"). Tudo no mundo mudou, a guerra é agora considerada um negócio de milhões e todos os soldados são controlados por uma rede de nano-machines que os torna mais eficazes. Tudo é controlado, nada é livre. O que me chateia não é o tema ou o ambiente da história, até porque eu gosto de todo este caminhar para o fim. Contudo, Kojima falha em fazer deste jogo uma experiencia imprescindivel. É um enorme melodrama com maus diálogos que serve apenas para interligar tudo aquilo que não percebiamos nos outros jogos. A história dá tanta volta que no final já não sabemos quem é bom e quem é mau. Talvez eu estivesse há espera de demasiado, mas acho que qualquer fã da saga queria um final à medida. Para mim, o que mantem tudo minimamente coeso é o próprio Solid Snake. Vivemos com ele os seus últimos dias. Vemo-lo lutar por tudo aquilo que ele próprio causou ou ajudou a causar. Vemo-lo a tentar encontrar uma razão de ser para além das incontável batalhas que teve de sobreviver. É um personagem que ficará comigo para sempre, pena o final que teve. Mesmo não achando a história nada de especial, aconteceu-me algo muito estranho enquanto via os créditos finais: eu estava triste. Depois de achar que tudo aquilo era demasiado lamechas para mim, assim que os créditos finais começaram a passar, caiu sobre mim a percepção que este era o fim da saga. Este é o fim de Metal gear Solid, de todos os anos que vivi com este jogo e de todas as horas que joguei. Tudo culminou neste jogo. Kojima sabe brincar com as nossas emoções, pena que neste jogo não tenha sabido. Porque se o tivesse feito, este seria mais um clássico absoluto para a história dos videojogos. A jogabilidade não é má, melhora aquilo que os outros já tinham criado. Temos uma experiencia muito mais variada e gosto da escolha que nos dá. Podemos jogar o jogo como um titulo de acção, disparando e matando tudo o que se mexe, ou viver a experiência como um verdadeiro expião, matando pelas sombras sem nunca ser visto. Apesar da escolha, acho que o jogo falha em conseguir o melhor destas duas vertentes. O problema é que nunca me senti totalmente satisfeito com qualquer um dos modos. Quando estava a matar tudo e todos para fugir do alarme, sentia que estava a trair as raizes dos outros jogos da saga. Mas quando estava realmente a ser o mais furtivo possivel, o jogo mandava-me à cara tudo o que eu podia fazer com uma arma. É um jogo que consegue ter duas vertentes bem conseguidas, mas que não consegue fazê-las funcionar em conjunto. Sentimos que ou fazemos uma ou fazemos outra, e acho que o Kojima devia ter sabido melhor o que queria deste jogo. Para mim, devia ter apostado mais na acção furtiva, ainda por cima quando temos uma ideia tão boa como o fato de camuflagem (octo-camo), que se disfarça de qualquer coisa desde que estejamos em contacto com ela. Tal como disse anteriormente, senti poucas vezes que tinha de usar esta função. Os gráficos são bons, a música é da qualidade que estamos à espera e não é, de todo, um jogo pequeno. Muitos são contra o facto do jogo ser constituido por videos enormes, mas para mim, não me fizeram qualquer confusão. São parte do jogo, da sua história. Esta serie sempre deu um enorme enfase na história, dai que não me admire que tenhamos videos tão grandes. É agradável termos vários cenários. Quando me sentia farto de um, como por exemplo, o Médio Oriente, o jogo rapidamente me levava para as ruas de Paris ou para uma base ultra-secreta. Estas mudanças de cenários manteram o jogo vivo e repleto do factor de surpresa. Mais uma vez, tudo o que estragou esta experiência foi a jogabilidade bipolar e a história demasiado melodramática para o meu gosto. Esperem uma experiencia de 10+ horas (eu demorei 16 horas a completá-lo). O mais estranho é que o jogo está repleto de coisas realmente boas. Mesmo que me queixe da jogabilidade ou dos gráficos, a verdade é que são bons. Não são espectaculares, mas estão bem concebidos. O problema deste jogo reside na história. Eu sei que estou a bater demasiado neste ponto, mas é a mais pura das verdades. Tal como qualquer outro fã, eu queria um final digno tanto para a história como para o personagem principal. Tal como já disse, eu gosto mesmo de todo este espirito de final, de ver o Snake velho perto da morte. Acho que esse é o factor que realmente faz mexer o jogo, é bom ver o personagem forte dos outros jogos, visto como um heroi, tão frágil como qualquer outro homem. A história dá-lhe mais humanidade, mas para que tal aconteça, estraga todos os outros personagens. É tudo demasiado melodramático e fico com a sensação que o Kojima não sabe escrever uma história mais triste sem que se pareça com uma novela. Desde romances estúpidos até a supostos sacrificios gratuitos, Kojima acaba por querer acabar tudo com um final feliz enquanto interliga todas as coisas que ficaram para trás dos outros jogos da saga. Eu sou um enorme fã desta saga e eu próprio digo que a maioria já não fazia sentido. Existiam coisas que eram engraçadas porque eram simplesmente estranhas e sem grande sentido. Estar a explicar TUDO, mas mesmo TUDO, fez com que se perdesse aquilo que realmente interessa na história: o final de Snake. Tudo o que faz é estragar personagens enquanto tenta explicar tudo e eu acho que tudo poderia ser evitado se pegasse no essencial (quem são os Patriots, final de Solid Snake e o que se passa com o Liquid Snake) e não dar conclusões apressadas sobre o universo em geral da saga. Muito dificilmente vejo a história continuar, mesmo sem o personagem. Penso que o futuro da saga esteja nas prequelas como Metal Gear Solid: Peace Walker (mas por aquilo que sei, um Metal gear Rising, protagonizado pelo Raiden, já foi anunciado...estarei cá para ver). Não quero alongar isto muito mais. Sinto-me desapontado por este final, mas triste ao mesmo tempo. Talvez esteja triste por este jogo não ser aquilo que eu queria que ele fosse, ou então estou apenas triste porque realmente conseguiu mexer comigo. Eu devo admitir que não pegarei nele tão depressa. Enquanto que nos outros já teria por esta altura começado um novo jogo, isso apenas servia para me entreter até ao próximo jogo. Este é o último, não há mais jogos da saga de Solid Snake. É o jogo que ficará para sempre marcado por este aspecto. Talvez seja eu que tenha de meter na cabeça que realmente acabou. Todos nós achamos que conseguimos fazer sempre melhor. A bem ou mal, mesmo sendo o mais fraco dos 4, continua a ser Metal Gear Solid na sua raiz. E esta é uma das minhas series favoritas no mundo dos videojogos e será assim até morrer.
Melhor Momento: Revisitar Shadow Moses, ilha do primeiro jogo. Fiquei mesmo muito emocionado à medida que andava pelos terrenos abandonados e decrépidos da ilha onde tudo começou. Foi mesmo a melhor experiencia que podia ter neste jogo e acho que Kojima acertou em cheio ao decidir inclui-la no jogo.
Pior Momento: Todos os diálogos melodramáticos do jogo, principalmente quando serviram para estragar personagens como a Meryl, a Naomi e o Raiden. Deviam ser perosnagens mais fortes do que aquilo que são no jogo. E fazer deles mais humanos não quer dizer que tenham de ser uns maricas. Para além disso, a obsessão do Kojima em querer explicar MESMO tudo que ficou para trás. Acho que estragou personagens e sequencias dos jogos anteriores para nada (mas pronto, opinião pessoal).
E agora, depois de alguns meses a reprimir o facto de ter visto este filme, aqui está a minha critica ao "Dragon Ball Evolution", momentos depois de o ter visto. Digamos que estava chateado...
Ahhh...Dragon Ball, como eu me lembro das tardes em que me sentava em frente à televisão para ver as aventuras do pequeno, mas estranhamente forte “Son Goku”. Quantas vezes gritei, sorri, temi, chorei e vibrei com as suas histórias loucas. Eram parvas, mas tão atraentes que era impossivel ficar indiferente, aliás, ainda hoje é impossivel ficar indiferente e é ai que notamos quando algo é genuinamente bom. Tudo bem que é um desenho animado japonês e que a história é rebuscada, mas se formos à base, não deixa de ser uma história simples sobre um rapaz que aprende sobre o mundo que o rodeia à medida que descobre os seus próprios poderes e os usa para ajudar todos os outros. É arquetipal, e a verdade é que influenciou muitas das séries de animação que hoje vemos. Poucos foram aqueles que ficaram indiferentes perante o fenómeno “Dragon Ball”, mas infelizmente, toda a fama tem o seu lado negativo. De todos nós que crescemos com a série, quantos podem dizer que não gostavam ou não viam? Por algum motivo foi e ainda é um fenómeno. Claro que as crianças de hoje têm o “Naruto”, o “Bleach” e até o “One Piece”, mas onde estariam essas séries se não fosse o jovem com cauda de macaco que conseguia levar com uma bala na cabeça e não morrer? Em lado nenhum. E se há coisa que eu fui aprendendo enquanto estudei cinema, é que se há qualquer coisa que tenha algum sucesso, “Hollywood” raramente o deixa passar sem fazer a sua própria versão. E agora, em 2009, mais de 10 anos depois das nossas tardes em frente à televisão, muito tempo depois do “Bueréré” ter acabado e a Ana Malhoa se ter transformado numa “porca”, encontramos o filme “Dragon Ball Evolution”. E é o pior filme que vi este ano. Eu tentei ver o filme sem o olhar de fã, mas é impossível. Os pontapés nos tomates são tantos que é muito difícil ficar indiferente perante a destruição que vemos no ecrã. Pegar num quantos nomes, num pouco da história, dar-lhe um tom mais urbano e algumas sequências de acção não fazem automaticamente que um filme possa ser considerado de “DRAGON BALL”. Se há coisa que eu simplesmente adoro no universo da série, é nada ser muito coerente. Não porque as coisas não fazem sentidos, mas as pequenas coisas como ainda existirem dinossauros e já terem objectos que cabem em pequenas cápsulas, ou pessoas com cabeças de lobo e outros monstros pouco usuais. Mas ninguém quer saber, dentro do universo da série tudo é possível e isso é admirável. Tem tudo um aspecto tão alegre e despreocupado que as coisas mais loucas apenas sobressaem a beleza do ambiente do mundo. O universo é sólido e faz sentido dentro de si, mesmo sendo composto por coisas pouco coerentes aos olhos da nossa própria sociedade. Esqueçam isso no filme. Não sei se foi uma questão de orçamento ou não, mas algo tinha de ser mudado. “Dinossauros? Miudos com caudas? Isso não faz sentido nenhum”. Aposto que alguém pensou nisto, argumentista, produtor ou realizador, alguém deve ter dito isto. Pegar numa série como o DRAGON BALL e tentar dar-lhe um ambiente mais coerente e quotidiano, é o primeiro erro para fazer a adaptação. Ninguém quer ver um GOKU que leva porrada dos colegas de escola ou que não consegue falar com a rapariga que gosta, nós queremos ver, isso sim, um GOKU ingénuo que não percebe metade das coisas que vê e apenas lhes bate para ter a certeza que não lhe fazem mal (cena com o carro mesmo no inicio da série) e um GOKU que casa com a Chi Chi porque ela lhe prometeu que fazia um bolo. Boas ou más, estas são as coisas que faziam do DRAGON BALL uma série diferente de todas as outras e tirar tudo isto é apenas um crime. A história é simples e patética. Têm de encontrar as sete bolas de cristal, o PICCOLO também as quer e há uma história qualquer sobre o OOZARU, A.K.A, o macaco que o GOKU se transforma quando vê a lua cheia. Mas aqui, meus amigos, acreditem ou não, parece mais um lobisomem que um macaco e não serve para nada na história (para não falar que só se transforma com eclipses do Sol). As personagens são vazias e poucos parecidas com aquilo que viamos na série, uma coisa é termos a nossa própria adaptação de algo, outra coisa é tentar pegar nos mesmos elementos de algo e fazê-los mal. Há uma pequena diferença em relação às adaptações que queremos fazer e eu acho que eles misturaram as duas demasiado mal. Tanto querem ser como a série como querem se afastar o mais depressa possivel. Nem o maior fã da série, habituado às situações estranhas, consegue perdoar metade do que se passa. Pode-vos parecer que a história é a mesma, e até certo ponto é a mesma com alguns elementos da saga do PICCOLO. Contudo, termos uma história simples nas mãos não quer dizer que vamos saber contá-la. Podemos ter uma boa história, a melhor de sempre, e não sabermos contá-la. “DBE” sofre desse problema e tentar colocar tudo isso em apenas 82 minutos é ainda um exercicio mais masoquista. Tal como já tinha dito, a história da série não era a melhor, mas o autor sabia disso e jogava com esse elemento. Tinha um universo suficientemente forte para puder aplicar todas as maluquices que vemos na série. Quando partimos de um ponto em que não sabemos a história que queremos contar e que basta colocar o tópico “coming of age” para tudo correr bem, é mais do que óbvio que falhamos. Eu valorizo uma história simples que sabe jogar consigo própria, que me consegue manter na espectativa. Olhem para o “Blood Simple”, dos Irmão Coen, uma premissa tão simples e vista, feita de uma forma extraordinária. E eu nem acredito que mencionei os Coen numa critica ao DBE... Talvez esteja a levar isto demasiado a sério e a perder um bocado a lógica, mas acho que qualquer outro fã da série original (sim, não estou a falar do DRAGON BALL Z) não o conseguia fazer de outra forma. O pior nem é falhar como uma adaptação da série, mas sim falhar como um filme. Mesmo se tirássemos o nome “DRAGON BALL” e colocassemos outro, o filme continuaria a ser mesmo muito mau. O próprio filme parece estar mal editado, com cortes na narrativa demasiado graves para passarem ao lado. É uma confusão de filme, provavelmente devido a esquizofrenia do realizador e do argumentista, é algo imperdoável. Penso que muitos devem ter dito o mesmo, mas eu acho que não era difícil fazer uma adaptação do DRAGON BALL, e faria questão de colocar o mesmo universo da série. Nunca adaptaria o DRAGON BALL Z, muito por causa das batalhas e porque a história começa a ser só andar à porrada com mais pessoal, mas a série original tem tudo para se fazer uma boa saga de filmes sobre um miúdo que vive nas montanhas e é extremamente bom em artes marciais, mas tão ingénuo que precisa da ajuda de um grupo de pessoas para o ajudar na busca pelas bolas de cristal, principalmente pela bola que o avô lhe deixou antes de morrer. Um último ponto e que, a meu ver, explica um bocado o falhanço da versão Hollywood. Os japoneses são conhecidos por fazerem as coisas mais loucas em filme. Vejam algo como o “Machine Girl” ou o “Tokyo Gore Police” para perceberem o que estou a dizer. Por outro lado, eles já tentaram fazer filmes que tivessem componentes de um anime, como o excelente (a meu ver) “Casshern” ou as sequências de porrada do louco “Godzilla: Final Wars”. Mesmo com todos esses elementos, nunca adaptaram o DRAGON BALL para um filme de live action (pelo menos que eu saiba). Por alguma razão será, e mesmo que eu acredite que é possivel fazer um bom filme sobre a série, o único problema continua a ser o orçamento. Arranjem um bom orçamento e a história que precisam está toda lá. Mas Hollywood, mantem-te afastada, deixa os japoneses fazerem aquilo que sabem fazer melhor. Japoneses, força com isso, só vocês para fazer um bom filme de DRAGON BALL.
Nota pessoal - 1 em 10 (pior filme do ano passado)
Esta série é tão, mas tão fixe! Nunca uma série sobre boxe foi tão porreira. Desde personagens interessantes a combates de cortar a respiração, "Hajime no Ippo" é das melhores coisas que vi este ano! Série criada em 2000, e uma adaptação da manga com o mesmo nome criada por Morikawa Jyoji, seguimos a história de Makunouchi Ippo enquanto ele aprende a viver uma vida de boxeur profissional e tenta descobrir o "que é ser forte". Basicamente, é a vossa série normal para rapazes (shounen, em japonês), como Naruto, Bleach ou Dragon Ball, mas num mundo realista com personagens espectaculares. Os combates são do outro mundo e a animação que os acompanha é extremamente bem feita. Sentimos os impactos dos socos, são levados ao extremo, vemos o vento mover-se à medida que as mãos se movem. É aliciante, aliás, é viciante. E o mais interessante, mesmo que pareçam irreais, é que todos os golpes que usam nesta séria são golpes que existem e são usados no Boxe. Só isso, é genial. É uma série com combates fantásticos, uma história cativante, personagens que nos farão rir e chorar, e tudo isso com hilariantes momentos de comédia (balacenado espectacularmente o drama e a comédia). Epá, se gostam de anime e gostam de "shounens", mas querem algo para além de ninjas, super soldados e homens borracha, então dêem uma oportunidade ao "Hajime no Ippo", vão ver que não se vão arrepender!
(3º opening da primeira série. Simplesmente épico, corresponde à parte final da série e está mesmo muito bem feito - mas eu vou falar melhor dele mais para frente...)
E se o opening não chega para terem uma pequena noção do que é um combate em "Hajime no Ippo", aqui fica mais um video:
(procurem "Jack Dempsey" para verem o Dempsey Roll - sim, aquele acto de destruição existe)
(suposto post de terça - e assim ficamos finalmente actualizados, porra)
Ontem fui ver este filme e gostei muito. Se gostaram do "Blair Witch Project", devem ir já a correr para o cinema. Não sei se será o filme mais assustador do ano, mas posso-vos garantir que é extremamente arrepiante e bem feito. Eu adoro estes filmes na primeira pessoa.
Depois de ter visto este filme, já nem me lembro do que estava à espera antes de o ver. É um retrato realista, um filme de vampiros que é muito mais do que isso. É uma experiência assustadora, mórbida, fria e maldosamente carinhosa sobre um rapaz atacado por colegas na escola e uma pequena vampira de 12 anos. É um filme assustador sem precisar de sustos baratos. É uma viagem desconcertante, que aos poucos e poucos nos vai deixando cada vez mais desconfortáveis, confusos com o que devemos pensar. É uma história friamente bem contada e apanhou-me completamente desprevenido. Vejam o filme, mas não estejam à espera de vampiros encantadores ou daqueles que brilham com a luz do sol. Aliás, nem estejam à espera de muito sangue e violência. Estejam, isso sim, à espera de uma boa história, de um ambiente frio (tal como as paisagens da Suécia) e de um filme extremamente bem construído e filmado.
Nota pessoal - 9 em 10.
(uau, este texto é um bocado pseudo, não é? Mas vejam o filme, é mesmo muito bom!)
Existem coisas que eu simplesmente não gosto ou tolero, e "Final Fantasy VII: Advent Children" é uma delas. Concebido para ser o "verdadeiro" final da saga começada no videojogo, "Final Fantasy VII", em 1997, este é dos piores filmes que vi relacionados tanto com a série como com qualquer outro filme de animação. É um filme bonito, das melhores animações que poderão ver, mas é tão vazio, estúpido e cruel na sua demanda para destruir um dos melhores finais videojogáveis alguma vez criados, que só me apetece bater nas mentes por detrás da Square-Enix. É desnecessário, isto poderia muito bem não existir que todos nós seriamos muito mais felizes. "Advent Children" é para Final Fantasy VII, o que o "Matrix Reloaded" é para o "Matrix" original. Desnecessário. Outra coisa que eu também não costumo gostar ou tolerar, são os AMVs (anime music videos), porque a maioria é composta por más colagens ao som das músicas mais emos que possam encontrar. Os fãs do jogo, ou até do filme (coitados), estarão a perguntar-se o que terão estas duas coisas em comum. Bem, as duas coisas juntam fazem com que cada uma delas seja tolerável, culminando numa AMV muito bem feito. Aliás, gostei tanto que me dá vontade de ver o filme...apesar de isso nunca mais vir a acontecer, ainda tenho o meu orgulho e alguns trocos na carteira (o que quererá dizer que, mais tarde ou mais cedo, terei de vender o orgulho). Tudo isto para vos mostrar a AMV do "Final Fantasy VII: Advent Children", criado por "Kirbygirl06" e com música de Marilyn Manson. Está muito bem feito, mas por favor, não caiam na tentação de ver o filme, joguem o jogo, cheguem ao fim e pensem: "este é o único final possivel, porque se vir o filme, ainda fico como o Paperbag_Writer e começo a ser uma má pessoa". Estão avisados. Com tempo, farei uma mega-critica para o jogo "Final Fantasy VII", um dos meus jogos favoritos, e esperando que finalmente dê inicio às criticas que já ando a planear há umas boas semanas, mas como já devem saber, a minha preguiça é mitica e eu pouco posso fazer contra ela.
The Dark Knight ou A forma como eu me vendi perante a nova moda de dizer bem deste filme pelos blogs
Devo admitir que tentei resistir à nova moda que tomou conta do mundo, mas é quase impossivel não querer demonstrar o quanto podemos gostar de um filme como o "The Dark Knight". Depois de meses de especulação, de expectativa e de dores de cabeça, o novo filme de Christopher Nolan é simplesmente genial. Há muito tempo que não via um filme ultrapassar o hype que foram criando à sua volta, mas "The Dark Knight" ultrapassa-o, olha-nos nos olhos e depois dá-nos um pontapé nos tomates por todas as vezes que possamos ter pensado que não iria ser tão bom quanto esperavamos. É aquilo que estavamos à espera, aliás, é muito mais. Não vou fazer uma critica, longe disso, a minha preguiça é grandiosa e acho que estar a vender-vos a minha opinião não servirá de muito. A única coisa que vos posso dizer é: "acreditem, o filme é assim tão bom quanto as pessoas dizem". Acho que isto resume qualquer critica que se pode fazer. Claro que o filme não é perfeito, nenhum filme é, nem "O Padrinho" do Coppolla é perfeito, e estamos a falar de um novo filme da saga "Batman". É um filme de super-herois, aliás, o melhor para mim. Destronou o "Iron Man" com uma rapidez e facilidade que eu nunca esperei, mas todos os pontapés que levei nos tomates pela minha falta de fé forma bem dados e no final do filme só pensava "onde é que está o comando? quero ver aquela cena outra vez". O Joker...bem, sem palavras. Não o comparem ao antigo Joker, interpretado pelo grande Jack Nicholson, não vale a pena. São dois personagens construídos de forma diferente, até com back-stories diferentes. Este é um novo Joker, único, que ficará para sempre nas nossas mentes, aterrorizando-nos quando pensamos que estamos sozinhos numa rua escura. Ele é assustador, arrepiou-me, fez-me rir, a bem ou a mal, até porque haveria eu de estar tão sério durante o filme? Heath Ledger, és um senhor, aliás, agora és um senhor, até aqui eras porreiro, mas acabaste em grande. Claro que morrer ajuda sempre, olhem bem para o Kurt, mas este é um dos melhores papeis que vi nos últimos anos. Não foi o suficiente para parar de fazer piadas sobre a tua morte, mas hey, todos nós sabemos que eu não sou assim uma pessoa tão saudável, certo? A história é boa, não sou um grande seguidor dos comics (até porque eu simplesmente não ligo a comics...), mas achei que estava bem construída. Mas claro, tudo gira à volta do Joker, tudo o que ele faz durante o filme é genial e a sua relação de "herói-vilão" que mantém com Batman é muito bom. Os dois completam-se...isto sim é um dilema, o que raio poderão fazer um ao outro? Destroem-se? Demasiado fácil. Até que ponto uma pessoa é realmente boa? Bem, já estamos a chegar a algum lado, mas terão de ver o filme. Sim, vão ver o filme. Não acredito que ainda não o tenham feito, até agora poderá muito bem ser o filme do ano. Que mais precisam para o ir ver? Está em 1º no top 250 do IMDB, à frente d' "O Padrinho"! Mais? É o Batman e o realizador do "Memento" juntos! Porra, vocês são pessoas picuinhas. Leva o selo de recomendação do Paperbag, e um dos maiores blockbusters dos últimos tempos (alguém disse Indiana Jones? Espero bem que não, porque todos sabemos que o último foi uma porcaria).
Tal como tenho feito neste blog, decidi aconselhar-vos mais uma coisinha, sendo desta vez uma série anime e não um filme, álbum ou jogo. Será uma mudança radical? Não, só se for no comprimento das palavras.
Devo ao grande Doutor Galochas (que, segundo o que me disseram criou uma pequena deficiência nas mãos, que o impossibilita de escrever no Boião), a descoberta desta maravilhosa série. Tal como costuma acontecer quando ele me aconselha uma série anime, demorei imenso tempo até mergulhar devidamente nos primeiros 9 episódios, arranjando quase desculpas para não ver. A forma como ele me explicava o conceito da série parecia ser um bocado confusa e até estúpida, mesmo tratando-se de uma nime (eu gosto muito de animes, mas sejamos sinceros em relação às situações que se criam nas séries, principalmente na construção das personagens). Apesar desses factores confusos terem sido verdadeiros, fiquei completamente boquiaberto com a inteligência desta série, tendo um número espectacular de personagens simplesmente deliciosas do principio ao fim. Sim, eu fiquei fã da série.
Então, qual seria a história da série? É aqui que entra o fenómeno anime em acção. Toda a trama desta série gira à volta de um caderno com poderes estranhos, com o nome de Death Note. Quem tiver em seu poder um Death Note, pode simplesmente escrever o nome de uma pessoa que queira matar, vendo resultados ao fim de 30 segundos. Até aqui tudo bem, mas tudo muda quando sabemos que para cada Death Note existe um guardião, um Shinigami (Deus da Morte), que necessita dos anos que restam a uma determinada pessoa para continuar vivo. Deuses da morte? Cadernos que matam? Bem vindos a um anime...
Como eu gosto de animes e de histórias estranhas, comecei logo a ficar intrigado com toda a temática da morte e do poder de matar, que aparece-nos aqui como uma coisa tão banal como comermos um gelado e sujarmos as nossas calças. Yagami Light, um jovem prodigio que leva uma vida aborrecida, vê-se de caras com o Death Note, utilizando o seu poder para livrar o mundo de todo o mal, castigando todos aqueles que fizeram algum crime. Light passa a considerar-se uma espécie de Deus, que se prepara para criar um novo mundo, completamente perfeito (mais uma vez, bem vindos aos animes). Para a sua nova "personalidade", dá-lhe o nome de Kira, o justiceiro. Com um número alto de mortes quase inexplicáveis, a policia começa a investigar este fenómeno, até que pedem ao maior detective do mundo para que tome conta do caso. Passamos a conhecer L, uma das personagens mais estranhas e interessantes que já vi num anime. Uma das características que L tem, é que nunca ninguém lhe viu o rosto e que pode ser qualquer pessoa no mundo inteiro, sendo impossível para Kira (Light) poder eliminar este seu adversário (para matar alguém no Death Note, precisamos de saber o seu nome verdadeiro e o seu rosto).
Bem, já estou a escrever a mais. Passamos a seguir a luta entre L e Kira, numa espécie de gato e rato, com os twists mais impressionantes que vi na minha vida. Toda a história é bem desenvolvida e a personalidade de Kira nunca nos deixa de surpreender ao longo da série, sendo o sentido de justiça aquele que é mais discutido. Quem será justo, aquele que mata quem fez mal ou aquele que tenta apanhar quem mata sem razão? por mais simples que possa parecer esta pergunta, todo o sentido de justiça é posto em causa ao longo da série, sendo o medo global uma das grandes apostas, principalmente nos tempos em que vivemos. Por medo, achamos sempre que algo está correcto, desde que algo não nos aconteça...
Ok, acho que isto chega. Espero que vejam a série, são apenas 37 episódios e não 369504, como no CSI, sendo Death Note muito mais inteligente nas elaborações dos crimes e das suas resoluções. Claro que não se trata de uma série perfeita, principalmente quando se trata de um anime e tem todo um lado demasiado fantasioso em certas personagens, e chegam mesmo a exagerar no sentido de justiça e no seu verdadeiro significado. Deixo-vos a segunda abertura da série. Porquê? Porque gosto da música e porque acho que toda a loucura desta apresentação representa bem aquilo que se passa dentro da série. Atenção à cena final, onde Light sobe umas enormes escadas, estando rodeado dos seus inimigos. Genial