sábado, dezembro 03, 2011

Um Mundo Mal Desenhado

Lembram-se de todos os projectos que eu era para fazer para o Boião? Pois, nem eu, mas sei que eram muitos. Depois do blog ficar, basicamente, só para mim, decidi que iria apostar nos mais variados projectos, muitos deles envolvendo desenhos ou comic strips minhas, mas com uma história coerente (ou mundo). Um deles foi o "Gein, o Conquistador", a história de um extra-terrestre obrigado a viver em Portugal como castigo depois de um trabalho mal feito. Cheguei a desenhar uns quatro ou cinco episódios, mas perdi aquilo tudo. Foi pela mesma altura que fiz os últimos dois números da série "Não Chores, Robot", outra série que fiz (e que gosto de pensar que acabei). Resumindo, tentei fazer muita coisa, mas realizei poucas. É normal, acho eu.
"Um Mundo Mal Desenhado" era para ser o meu novo projecto depois de acabar com o Boião. Não vos sei contar muito bem a históriao, mas passava-se no mundo dos meus desenhos com personagens peculiares. Queria fazer um mundo estranho onde pudesse usar muito nonsense e experimentar com certas histórias. Devo dizer que andei empolgado com a ideia durante uns tempos, mas como sempre, esqueci-me do projecto e nunca mais lhe peguei. Hoje encontrei a história de dois episódios e achei piada, acho que vale a pena deixar no blog, é mais um pequeno projecto que não resultou. Estou cheio deles, não estou?
E epá, este mês o Boião acaba mesmo! Estive a ler o texto que escrevi no final do ano passado e era uma vergonha não acabar com o blog ainda este ano. Faltam 3 posts, se não me engano, e o que tem estado a atrasar isto tudo são os Schizling. Quero acabar o nosso novo EP antes de fazer um último post sobre a banda, mas, acreditem ou não, tenho estado a trabalhar verdadeiramente no "Arquipélago da Awesomeness" e é, sem dúvidas, o melhor que já fizemos. Mas tipo, mesmo o melhor, parece quase música de adultos. Aqui ficam as histórias:

Episódio 1
Temos um amigo chamado Zé. Quando ele nasceu, perguntaram ao pai se ele iria ter o mesmo nome que ele, algo que acontecia muito. O pai disse que sim e pouco tempo depois registou o filho como “Zé, o Regresso”. Quando lhe perguntaram porque não chamou ao filho simplesmente de Zé Junior, o pai respondeu “porque é para ser a seguir a mim”. Nós às vezes chamamos-lhe “Parte II”.

Episódio 2:
Um dia conhecemos um homem chamado Fome. Ganhou a alcunha quando um dia foi nadar para o alto mar e foi engolido inteiro por um tubarão com mais de 20 metros. Fome, no entanto, era dos piores e mais teimosos homens que alguma vez nasceram. Não querendo perder, também me esqueci de mencionar que era parvo, resolveu fazer o mesmo ao tubarão e começou a comê-lo por dentro. Passada uma semana, Fome deu à costa dentro da carcaça do tubarão morto.
Ele foi uma lenda e muitos não acreditaram naquilo que lhe aconteceu, mesmo quando ele se recusou a comer peixe durante 20 anos. Quando o conhecemos, perguntámos-lhe o que ele teria mudado na sua vida. Ele respondeu que gostava de ter sido um melhor pai.
Gostava que ele ainda fizesse parte do nosso mundo mal desenhado, mas disseram-me que na semana passada um grupo de tubarões matou-o como vingança. Espancaram-no até à morte.

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quarta-feira, junho 01, 2011

Votar?

Escrevi este texto depois das eleições presidenciais no inicio do ano. Acho que este é o melhor momento para mostrar o texto. Para todos os espertos, sim, eu esqueci-me que ainda tinha um blog. Contudo, prometo que o final do Boião não passará deste mês!


Eu voto. Todas as eleições, por mais frio que esteja, saio de casa ou do trabalho e voto pelo futuro do meu pais. É um dos direitos que temos como cidadãos e é um dos que mais devemos respeitar e cuidar. Contudo, nunca me senti tão vazio a votar como nestas últimas eleições. Sei que coloquei a cruz no quadrado que me disseram que era melhor ou que me parecia melhor. Eu sei que não sabia em quem votar, mas votei à mesma. Por mais que considere este direito importante, e por mais que não me considere uma pessoa parva ou estúpida, sinto que pessoas como eu não devem votar.
Para todos aqueles que acham que votar é estúpido, desnecessário, uma forma de rebelião ou desprezo, quero que saibam que estão correctos. Votar é tudo isso, principalmente quando ficam sentados em casa a queixarem-se e a fazerem birrinhas sobre o futuro do país. Por mais que isso seja verdade (porque eu também acho que temos maus políticos), só quero que saibam que são estúpidos. Sim, estúpidos. Estou a chamar a mais de 50% dos eleitores portugueses de estúpidos. E se querem resolver isto, combinamos e lutamos. Um a um como nos filmes.
Contudo, eu não sou melhor que vocês. Sim, eu voto, mas será que tenho consciência daquilo que faço? Poucos devem achar a politica portuguesa tão parva e sem sentido como eu. Por mais que tente, não consigo seguir aqueles que comandam o nosso país, muito por achar que não o deviam fazer e que ainda não nasceu quem nos possa sinceramente ajudar (má politica é infelizmente genética no nosso país, basta olhar para a história). Mas devia e TENHO de o fazer. Será que ninguém tem consciência daquilo que andamos a votar?! É o nosso país, caraças! É por causa de más escolhas que andamos sempre a fazer greves desnecessárias que antes de ajudarem só nos estão a prejudicar, parando o país por completo em tempos de crise.
Eu estou farto de dizer a mim mesmo: “toma atenção às próximas eleições, vê o que os candidatos dizem e querem fazer, tenta perceber por ti próprio qual deles simboliza melhor o país em que queres viver”. E todas as vezes, olho para a televisão e faço “pfffff”, colocando a língua de fora. O problema é meu, talvez a minha atenção só seja ganha quando estão robots gigantes a combaterem, mas sei que tenho de mudar. Eu estou a desperdiçar um voto como todos aqueles estúpidos (tentem apanhar-me) que não votam. Eu sou quase, repito, quase tão estúpido quando vocês e isso tem de acabar.
Quando o futuro do nosso país está em risco, nós devemos saber o que queremos e quem nos pode ajudar. Não podemos votar em pessoas só porque falam bem, são apresentáveis ou porque todos os nossos familiares vão votar nele. Temos de ir por passos, tentar perceber a que movimentos pertencem e qual deles apresenta as medidas que nós queremos ver implementadas no nosso país. Mesmo que descubram que o PNR seja o vosso partido de eleição, epá, votem, mas saibam o porquê de o estarem a fazer. Claro que ser do PNR é extremamente mau, mas não há ninguém que vos possa dizer para não serem (excepção de uma gaja boa, essas conseguem).
Eu gosto de complicar as coisas, por isso, recomendo que criem uma forma de percebermos se as pessoas que estão a votar sabem porque o estão a fazer. Do género: “explique, em duas linhas, o porquê de querer que este candidato ganhe”. O que veríamos seriam pessoas confusas, piadolas e inúmeros desenhos de “pénis”. Mas isso já devem ver nos boletins normais. Acho que o direito ao voto é importante e todos nós devemos escolher quem nos governa. Contudo, acredito que devemos saber o porquê da nossa escolha e saber argumentá-la. Não estou a tentar ser totalitário e pôr de parte todos os idosos ou estúpidos, mas sinto que mudaria alguma coisa, nem que fosse para obrigar as pessoas a pensarem.
A minha promessa é simples: eu tenho de saber. Nunca mais votarei sem saber que o estou a fazer. Nas próximas eleições vou analisar tudo e escolher por mim o candidato que mais gosto. Estou farto de ser preguiçoso ou levado a escolher por terceiros. Por mais que saiba que posso nunca o fazer pelo meu desinteresse geral por politica, não vou desperdiçar o meu voto num candidato que pode muito bem dar ainda mais cabo do nosso pais. Todos podem pensar “mas eu sou só um, o meu voto não pode alterar nada”. Tal como o meu voto em branco pode fazer com que o melhor candidato não ganhe, o vosso voto mal pensado pode pôr a encarnação do Mal nos comandos do nosso país. A culpa é de todos, vamos tentar pensar no que fazemos e vamos começar a ter consciência que apenas nós, como povo, podemos mudar a nossa condição. Por mais merda que o governo faça, não se esqueçam que somos nós que os colocamos lá e que não fazemos nada para os tirar. E sabem porquê? Porque para além do futebol e do Cozido à Portuguesa, nós não gostamos de ser portugueses. Mas isso, é outra história…

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sábado, fevereiro 12, 2011

EU ÀS VEZES PENSO NO QUE ESCREVO

Hoje vou escrever a coisa mais épica que alguma vez escrevi. Sim, vai ser hoje, não posso passar outro dia sem escrever isto. Vai ser tão, mas tão bom. Estou a pensar em colocar robots gigantes contra monstros radioactivos, tudo a combater por Lisboa, destruição por todo o lado. Era tão bom escrever uma coisa destas, cheio de acção e exagero, algo que deixasse as pessoas entusiasmadas. É isso mesmo que eu vou fazer.
Mas caraças, só com monstros? Hum, tenho de arranjar mais qualquer coisa. Não posso colocar só pessoal à porrada sem sentido. Quer dizer, puder até posso, mas não sei se seria o melhor. Talvez faça uma história igualmente exagerada, muito série B, cheio de personagens malucos e caricaturais. Aliás, até podia fazer uma critica qualquer ao país, assim ficava uma sátira.
Talvez aposte na história de uma nação que se tenta recompor depois de anos difíceis devido à má economia mundial e que se vê no meio de uma luta entre monstros, onde se terão de unir e encontrar o verdadeiro significado de serem uma nação. Talvez isso seja um bocado mais sério do que aquilo que queria, mas chama mais a atenção e sempre dá para as pessoas se relacionarem. Posso pegar neste tema e torná-lo um pouco mais leve, com comédia e sequências com mais acção. Sim, podia.
Mas estou a sentir que se passar tudo para a comédia, perco o tom. A união de uma nação contra um mal exterior é muito forte. Tenho inúmeras formas de construir a história, vários personagens e focar-me no espírito da nossa nação. Com os problemas que temos tido, acho que uma história destas iria levantar a moral ou, pelo menos, fazer as pessoas pensar. Pode não ser o que tinha em mente, mas funciona e bem.
E os monstros e robots? De onde vêm? Radioactivos, tudo bem, mas nós temos suficiente para criar algo desse género? Não me importo de não explicar como tudo acontece, adoro quando não o fazem nos filmes de “zombies”, mas tenho dois tons na história. De um lado, monstros gigantes à porrada, do outro, a história de uma nação que aprende a lutar. São duas fases completamente diferentes que podem ser construídas paralelamente, sim, mas uma das partes pode suplantar a outra e dar cabo da mensagem.
E qual é a mensagem? Quando monstros gigantes lutam é melhor que nos juntemos ou morremos todos? É isso que quero como mensagem? Voltando à parte da nação, a mensagem está ai tenho quase a certeza. “A união faz a força” não é do mais original que anda por ai, mas resulta. Tenho de tornar os problemas mais actuais, fazer com que os espectadores se relacionem com o que vêem no filme. Criar personagens que digam algo ao povo português, quero que saiam com vontade de abraçar a pessoa que está ao seu lado e trabalharem em conjunto para melhorar a nossa situação actual.
Tenho de tirar os monstros, começo a achar que não fazem sentido. Uma guerra seria melhor, mais real e cru. Qualquer um de nós tem medo da guerra porque sabemos que pode acontecer a qualquer momento. Sabermos que temos de lutar e que pudemos morrer assusta qualquer um. Os monstros iriam estragar essa experiência, mas a guerra vai trazer ao de cima a união e a vontade de defendermos o que é nosso.
Portugal seria invadido por uma nova super potência e seriamos os últimos numa série de invasões, tal como no século XVIII e as invasões Napoleónicas. Começamos com um país minimamente unido, todos preocupados com os seus problemas, mas que se vêem numa situação de vida ou de morte quando a invasão finalmente chega até eles. Têm de descobrir uma forma de se unirem e trabalharem em conjunto, colocar de lado os seus problemas e lutarem finalmente como uma nação. A nossa independência está em risco, temos de lutar por ela!
Ó sim, isto vai ser bom. Vai ser o primeiro filme a unir os portugueses tanto quanto um jogo de futebol conseguiria. Isto vai correr extremamente bem!
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Pode ser um mau exemplo, mas isto acontece-me. Claro que não ando a escrever histórias sobre invasões, mas toda esta pequena evolução da história acaba por me afectar. Já não sou aquele gajo que tinha ideias malucas só por ter, começo a pensar nos “porquês” das histórias e qual a mensagem que quero passar. Mesmo que escreva um filme sobre monstros, há sempre algo por detrás, não são apenas monstros. É inevitável, é uma evolução e eu acho-lhe imensa piada.
Caraças, cresci.

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quinta-feira, abril 09, 2009

"Contadores de Histórias"

Quebrando o ritual desta semana sobre a série "Berserk", gostava de vos deixar o link de um texto que eu escrevi para o blog de um amigo, com o nome de "Contadores de Histórias". É um pequeno sobre o acto de contar uma história, desde um simples recontar de acontecimentos até à elaboração de uma história para cinema. É um lado mais sério do que aquilo que podem ver aqui no Boião.
Antes de deixar o link, gostava só de deixar claro que eu não apoio qualquer tipo de politicas aqui no blog e por uma boa razão: não me apetece. Digo isto porque assim que chegarem ao blog do meu amigo, vão-se aperceber que há um grande apoio a um dos partidos portugueses, e por isso mesmo, gostava de dizer que eu não apoio nada e escrevi para o blog por ter sido convidado e por pertencer a um amigo. Aqui, na internet, não apoio cá politicas porque simplesmente não vejo a necessidade disso, já me chateiam o suficiente na vida real e por isso mesmo, faço como se fosse uma criança mimada, "se não ligar muito, pode ser que se cale".

http://laranjachoque.blogspot.com/search/label/convidados

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terça-feira, março 10, 2009

Antes que passe um inteiro mês desde que o Boião teve direito a uma actualização, venho só dizer que ninguém morreu, mas sendo este blog um desastroso "one man show", começam a existir outras prioridades. No meu caso, ando com demasiadas coisas na cabeça para ter o Boião de Cultura diariamente actualizado. Para além dos desenhos, tenho escrito pequenas histórias, um argumento para curta-metragem, preparado uma série para televisão e outra para a "web", organizado o regresso de um dos projectos mais antigos musicais e apresentado um outro projecto que irá continuar como secreto.
Portanto, ando mesmo com muita coisa para fazer e, para ser sincero, ultimamente o Boião não tem feito parte destes planos, por isso, esperem que isto aconteça muitas mais vezes. Os próprios desenhos que tenho feito estão numa fase experimental, estou à procura de novo material e a tentar outras coisas. Nem com os desenhos devo fazer actualizações. Contudo, existe um segmento que ando para criar há imenso tempo e talvez seja essa a única forma de continuar a actualizar mais o blog. A ver vamos.

Bem, era só para vos dizer isto. Durante uns tempos vou passar a colocar mais videos ou a apostar na critica/aconselhamento de filmes, albuns e videojogos. Para as 5 pessoas que ainda visitam o Boião de Cultura, espero que compreendam.

Um abraço do Paperbag.

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terça-feira, janeiro 27, 2009

Eu não vou fazer a piada

Por mais que eu queira fazer uma piada sobre a modelo brasileira que morreu recentemente, eu simplesmente não consigo. Pela primeira vez, olho-me ao espelho e digo para mim mesmo: "não faças isso, deixa a rapariga em paz". Para ser sincero, a morte da modelo deixou-me aterrorizado e acho que devo respeitar pelo menos um ser-humano por ano e não fazer piadas sobre a sua morte. Nem o Heath Ledger escapou no inicio do ano passado, mas a morte da modelo deixou-me um bocado traumatizado. Porquê? Bem, se calhar por lhe cortaram as mãos e os pés para pararem a infecção, e mesmo assim a pobre coitada morreu. Um virus, uma infecção fez-lhe aquilo tudo. Claro que existem milhares de pessoas a morrerem por causa de virus, mas ficarem sem mãos? Fuck that!
Para além disso, eu gosto muito de filmes de zombies, aliás, gosto tanto que quase todas as semanas sonho sobre um apocalipse zombiano onde eu tento, repito, tento sobreviver. Quando oiço falar num virus desconhecido ou raro, o meu radar entra em alerta vermelho e preparo-me para o pior. É estúpido da minha parte, mas ao menos fez-me ter consciência e não fazer uma piada. E acreditem, eu conseguia fazer uma piada...mas deixem-me em paz, que eu não a faço.
E assim, faço a minha primeira boa acção do ano no Boião de Cultura. Claro que a próxima pessoa que morrer, mesmo que seja completajmente desfeita por uma pedra gigante ou dilacerada por cães, eu terei de fazer a piada. Viva o humor negro (e que um dia me irá fazer pagar por tudo o que disse)!

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segunda-feira, janeiro 12, 2009

Bom Ano?

Até quando é aceitável desejar a outra pessoa "Bom Ano"? Já passaram duas semanas desde que entrámos em 2009, e ainda hoje me desejam um "Bom Ano". Mas para quê? Eu percebo que seja uma regra qualquer marada da boa educação, mas nós temos de começar a colocar limites às coisas. Tal como desmanchamos a nossa árvore no dia 6 de Janeiro, deveria existir um dia onde era obrigatório parar de desejar seja o for para o novo ano. É que, pelo menos eu, dou como adquirido o facto de vir a ter um bom ano, disse-o às pessoas mais próximas de mim e às pessoas com quem me cruzem NO DIA 2 OU 3 DESTE MÊS, para além disso é pura graxa. A sério, isto pode levar a conflitos enormes para descobrirmos quem é a pessoa mais simpática do mundo e quem consegue demonstrar mais cinismo no seu "Bom Ano".
No meu caso, são as situações desconfortáveis que me chateiam. Chega-se a um ponto em que ninguém sabe se o deve dizer. Imaginem duas pessoas, num super-mercado, cumprimentam-se, têm a sua conversa banal e depois ficam a olhar sem saber o que dizer quando um deles diz: "Bem, tenho de ir". Será que deviam dizer "Bom Ano"? Mas quase que estão a meio de Janeiro! Os pensamentos misturam-se, já não sabem o que devem dizer até que um deseja "BOM Ano" e o outro nervoso diz "Quero que tu morras...ano".
Vamos parar com estas coisas e começar a demonstrar através de acções que as pessoas realmente vão ter um bom ano. Por exemplo, se me virem na rua e me derem um rebuçado, estão a encaminhar o meu ano para o lado positivo. Só estou a dizer que devemos fazer, não dizê-lo porque parece bem. Agora, desejar um "Feliz Natal", isso já é outra coisa. Quem passar por mim, falar comigo e não me desejar um "Feliz Natal", está mais do que morto. Mas isto são, tal como diria o Frizer do "Dragon Ball Z", "Mariquices minhas".

E a isto chamo um tipico texto à Paperbag_Writer. Um texto que tenta falar sobre qualquer coisa, mas se perde em devaneios parvos e sem lógica. Há algum tempo que não escrevia um destes, por isso, soube bem. E vocês aguentem-se (para além disso, não colocava nada no blog há uma semana).

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terça-feira, novembro 25, 2008

O Desafio

Poucas pessoas visitam o Boião de Cultura. Eu sei que custa, mas é a mais pura das realidades. Contudo, ainda conseguimos ter um número de visitantes diários, companheiros e leais seguidores deste blog. Eu só não percebo uma coisa, como é que um blog tão pequeno faz com que eu seja desafiado? Caros leitores, eu fui desafiado. Ao que parece, anda por ai a moda dos desafios nos blogs e o Guilherme Fonseca, raios te partam, fez o favor de passar a maldição para mim.
Então, para o que é que ele me desafiou? Muito simples, responder a 10 perguntas utilizando apenas nomes de músicas de uma só banda. E é o que eu vou fazer. Por mais parvo que pareça, ainda ponderei as bandas. Decidi usar os Don Caballero, até porque os nomes das suas músicas costumam ser muito nonsense. Foi uma espécie de desafio, mas até acho que ficou porreiro.

Sem mais demoras, as minhas respostas:

1) És homem ou mulher? Chief Sitting Duck
2) Descreve-te: Delivering the groceries at 138 beat per minute
3) O que as pessoas acham de ti? Our Caballero
4) Como descreves o teu último relacionamento: Railroad Cancellation
5) Descreve o estado actual da tua relação: Sure we had knives around
6) Onde querias estar agora? Please Tokio, Please this is Tokio
7) O que pensas a respeito do amor? Savage Composition
8) Como é a tua vida? Bears see things pretty much the way they are
9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Well Built Road
10) Escreve uma frase sábia: Let's face it pal, You didn't need that eye surgery

Como eu não conheço assim tantas pessoas com blogs (e nem quero andar a passar esta maldição de um lado para o outro), só vou desafiar uma pessoa: Victor Carvalhao. Este monte de merda que agora escreve para o Boião de Cultura. Estás desafiado!

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segunda-feira, outubro 20, 2008

Novidades

Ora bem, seus leitores de blogs, hoje trago novidades. Claro que podem ler a palavra novidade como "uma desculpa esfarrapada para escrever um post onde tenta esconder o facto que não tem escrito nada para o Boião há mais de uma semana". Se lerem dessa forma, acho que as coisas até podem ser muito mais interessantes e divertidas, mas fica ao vosso critério.
Chegámos ao mês de Outubro, o que quer dizer que o Boião de Cultura está quase a fazer anos. Há quase 4 anos que estamos vivos e estamos a preparar uma série de coisas para festejar mais um ano de vida. O que é que estamos a fazer? Ainda bem que perguntam, porque é exactamente isso que eu vim cá fazer.
Em primeiro lugar, vamos voltar a apostar nos vídeos. Depois de alguns anos, a equipa vai-se reunir para gravar novos sketches e curtas. Vai ser divertido voltar a fazer este tipo de coisas depois de tantos anos, ver aquilo que mudou e como nós conseguimos conciliar esses aspectos.
Em segundo, procuramos alguém que nos possa ajudar com a elaboração de um novo template para o Boião. Já estamos há demasiado tempo com este e queriamos encontrar um aspecto que fosse digno deste blog, algo original. Por isso, se alguém nos conseguir ajudar, por favor, deixe um comentário, e se tiver algumas ideias para o template, ainda melhor!
Em terceiro lugar, queremos desenvolver um maior contacto com os leitores, por isso, para quem quiser, vamos ter um "Perguntas e Respostas" em formato video. Qualquer tipo de pergunta, por mais ofensiva que seja, sobre nós ou apenas pela curiosidade mórbida de descobrirem a nossa sincera opinião, deixem comentários neste post, pelo menos até termos o nosso próprio e-mail (e se o primeiro "Perguntas e Respostas" correr bem). POderá vir a ser uma rubrica semanal, se tudo correr bem.
Poderá existir mais uma novidade, mas essa, se tudo correr bem, apenas será revelada no dia de aniversário do Boião, até porque ainda não temos a certeza se tudo correrá como estamos à espera. Bem, estas foram as novidades, ficam já avisados que andamos ocupados a tratar destas coisas e esperamos que cheguem a contribuir com as vossas perguntas e opiniões.

Até lá, um bem-haja!

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terça-feira, setembro 09, 2008

Final Fantasy VII: Advent Children

Existem coisas que eu simplesmente não gosto ou tolero, e "Final Fantasy VII: Advent Children" é uma delas. Concebido para ser o "verdadeiro" final da saga começada no videojogo, "Final Fantasy VII", em 1997, este é dos piores filmes que vi relacionados tanto com a série como com qualquer outro filme de animação. É um filme bonito, das melhores animações que poderão ver, mas é tão vazio, estúpido e cruel na sua demanda para destruir um dos melhores finais videojogáveis alguma vez criados, que só me apetece bater nas mentes por detrás da Square-Enix. É desnecessário, isto poderia muito bem não existir que todos nós seriamos muito mais felizes. "Advent Children" é para Final Fantasy VII, o que o "Matrix Reloaded" é para o "Matrix" original. Desnecessário.
Outra coisa que eu também não costumo gostar ou tolerar, são os AMVs (anime music videos), porque a maioria é composta por más colagens ao som das músicas mais emos que possam encontrar. Os fãs do jogo, ou até do filme (coitados), estarão a perguntar-se o que terão estas duas coisas em comum. Bem, as duas coisas juntam fazem com que cada uma delas seja tolerável, culminando numa AMV muito bem feito. Aliás, gostei tanto que me dá vontade de ver o filme...apesar de isso nunca mais vir a acontecer, ainda tenho o meu orgulho e alguns trocos na carteira (o que quererá dizer que, mais tarde ou mais cedo, terei de vender o orgulho).
Tudo isto para vos mostrar a AMV do "Final Fantasy VII: Advent Children", criado por "Kirbygirl06" e com música de Marilyn Manson. Está muito bem feito, mas por favor, não caiam na tentação de ver o filme, joguem o jogo, cheguem ao fim e pensem: "este é o único final possivel, porque se vir o filme, ainda fico como o Paperbag_Writer e começo a ser uma má pessoa". Estão avisados.
Com tempo, farei uma mega-critica para o jogo "Final Fantasy VII", um dos meus jogos favoritos, e esperando que finalmente dê inicio às criticas que já ando a planear há umas boas semanas, mas como já devem saber, a minha preguiça é mitica e eu pouco posso fazer contra ela.




Um bem-haja.

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domingo, julho 27, 2008

De volta...

Se olharem para este texto e lerem o que vem a seguir, devem ficar com a pequena noção que eu não sou uma pessoa normal. No texto anterior despedi-me e agora venho dizer que estou de volta. Nunca irei perceber muito bem este universo dos blogs, principalmente na época balnear. Tanto nos despedimos como dizemos que estamos de volta, sem que a maioria se tenha apercebido disso. Aliás, até que ponto um leitor assíduo de um blog fica ofendido quando o seu blogger favorito deixa de escrever sem dar quaisquer tipo de motivos? Será que vivemos todos numa mega-relação virtual e não sabemos? Se assim o é, voltem todos para a cozinha, porque eu estou de volta e se alguém manda aqui, esse alguém sou eu. Sim, estou de volta e revitalizado.
Estive de férias, como qualquer outra pessoa, mas tal como já tinha dito, eu não percebo os blogs neste época. Se forem a qualquer blog onde o seu escritor o leve demasiado a sério para conseguir viver, notam sempre que: 1- despedem-se e avisam quando voltam (ok, eu fiz este); 2- dizem sempre onde estiveram, demonstrando as fotografias das férias. Ok, porquê? Tudo bem, foram de férias, mas será que é preciso esfregarem as ilhas paradisíacas onde vocês se banharam na nossa cara? Tudo bem, as vossas namoradas ficam muito bem de biquíni, e para além de me aquecerem quando forem 4h e já tenha visto toda a pornografia virtual, eu não preciso de saber. Estão sempre a sorrir, claro que estão, foram para o Paraíso na Terra, deixando para trás o Inferno onde todos nós, comuns mortais, nos rastejamos todos os dias, mas vocês esquecem-se sempre que terão de regressar e que nós somos pessoas com um mau feitio tremendo e que faremos de tudo para conseguirmos ter umas férias melhores que as vossas para conseguirmos pôr no nosso blog.
É um ciclo vicioso de inveja balnear, demonstrando o quanto a economia está mal apenas para quem quer. Será que alguém que vai todos os dias para a Costa da Caparica de carro mostra as suas fotografias de férias no seu blog? Eu acho que não. Mas onde é que eu me insiro no meio disto tudo? Bem, eu estive de férias e mais não digo, porque as férias são minhas e este post foi feito para vos manter ocupados e destruir o facto de que não aconteceu nada neste blog durante a minha ausência (nem uma mudança de cor? malditos sejam!). A única coisa que posso dizer é que esta é uma época fantástica para se ser homem, porque, e sejamos mesmo muito sinceros, as praias estão cheias de buracos por causa de nós e de todos os biquínis minúsculos que observamos religiosamente quando estamos na praia. Foi bom estar de férias, meti as ideias no sitio e estou pronto para recomeçar. Não sei o que posso dizer deste Paperbag_Writer depois de regressar de férias, mas vamos com calma, que ainda tenho saudades do meu retiro espiritual.

Um bem-haja, bitches.

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domingo, julho 13, 2008

Já venho

Bem, como todas as pessoas normais, eu vou de férias. Sim, eu tenho direito a férias, ou ainda melhor, consegui encontrar pessoas que quisessem vir comigo. Por isso, eu vou-me embora, para a praia, descansar, ver miúdas quase nuas e simplesmente estar bem. Vou para o meu típico retiro espiritual onde procuro encontrar novas inspirações, desenhar novas coisas e encontrar as 1000 histórias que tenho de escrever. Basicamente, tenho muito trabalho nestas férias, e, olhando para aquilo que escrevi sobre "descanso", sei que a única coisa que vou ter de lutar seriamente será contra a minha própria preguiça.
Mas pronto, já sabem como é. Voltarei mais para o final do mês, o Boião vai andar muito mais parado, isto se o resto dos "colaboradores" vierem cá algum dia. Espero que sim, mas se forem a ver os meus posts anteriores de despedida, eu digo sempre o mesmo. Sou um bocado repetitivo, não sou? Mesmo assim, tenho esperança de voltar e ver que o Boião de Cultura não ficou completamente parado durante a minha ausência.
Regressarei com novas coisas, mas com a mesma loucura e falta de moral de sempre. Agora, meus amigos, vou fazer um "tits or GTFO" e vou-me embora. Já venho.


Um bem-haja.

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segunda-feira, junho 30, 2008

O post da música

Sim, este é um post sobre música, mas não um daqueles post que vocês podem ver num blog qualquer, mas sim um post sobre música à maneira do Paperbag_Writer. Devo admitir que fiquei uns bons minutos a olhar para o titulo que dei ao post sobre música, que, apesar de não ser original, resume simplesmente que eu quero falar sobre música neste post. Mas o meu problema nem era esse, mas sim se deveria colocar numeração como costumo fazer. Bem, não sei até que ponto continuarei a falar sobre música, apetece-me expor algumas bandas e afins, mas quando não se percebe muito sobre uma determinada coisa, neste caso, a música, cria-se um post sobre isso e mete-se no nosso blog. O Boião de Cultura é o meu blog e este é o post da música.
Depois de uma introdução parva e desnecessária, este post serve para eu conseguir demonstrar a minha admiração pelos meus bateristas favoritos. Desde que comecei a ouvir "math rock" que os meus ouvidos abriram-se completamente para as maravilhas da bateria. Apresento-vos aqueles que considero os melhores dos melhores, (pelos menos até me conseguírem provar o contrário) aqueles que com uma simples bateria dão-vos cabo tanto da cabeça como de toda a vossa inteligência:

Zach Hill, dos Hella
Damon Che, dos Don Caballero
Brian Chippendale, dos Lightning Bolt

Estes três homens são os maiores, simplesmente geniais. Acredito que a maioria não ache piada a nenhuma das três bandas, ou ache que é tudo uma enorme confusão, mas epá, isto é a loucura! Nem eu sei explicar muito bem, mas vejam os videos. No caso de Zach Hill, a forma como a rapidez e a melodia se juntam para criar algo rápido, feroz e do caraças. Com o Brian, meus amigos, pura loucura, rápido, maluco, técnico e a ficar surdo por causa do volume das suas próprias músicas. E o Damon Che? Don Caballero, e mais não tenho a dizer, penso que já devem ter percebido o quanto eu gosto dessa banda e de como a bateria melódica do Damon dá simplesmente cabo de tudo.
Uau, um post sobre música, mas digo muito pouco. Eu avisei que era ao meu estilo, por isso, vejam os videos e comentem. E, como é óbvio, esta é a minha própria resposta ao video que postei dos "Toe.". Voltarei com desenhos ou outras coisas parvas, como é óbvio.

Lightning Bolt - 2 Moro Moro Land (Peel Session)


Hella - City Folk Sitting, Sitting


Don Caballero - This Badge Means You Suck



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terça-feira, junho 17, 2008

O melhor comentário de sempre

Meus amigos, há quanto tempo é que o Boião de Cultura existe? Já temos quase 4 anos e nunca nesse tempo nós tivemos um comentário tão bom quanto aquele que foi feito num dos meus desenhos sobre necrófilia. Durante anos, pedi, quase de joelhos, para que existissem "hate-comments", pessoas chocadas ou que simplesmente não nos achassem piada nenhuma. Eu queria criar discussões neste blog, ataques, ironia e muita raiva, mas vocês, seus pacifistas, nunca tiveram a coragem para dizer qualquer coisa desse género. Ok, o problema poderá ser que quase ninguém visita o blog, mas não é disso que eu estou a falar, até porque todas as pessoas que não visitam este lindo espaço de cultura e amizade não existem.
Por isso, senti que deveria escrever um post inteiro para agradecer à pessoa que escreveu o melhor comentário de sempre no Boião de Cultura. Eu tenho uma pequena impressão de quem é, o que põe a tua vida em sério risco, mas o meu obrigado por teres entendido o que este blog representa para a sociedade portuguesa.

"Tu não tens coração", escreveu o leitor Vitor no post "My Life as a Necrophilian #7". Ficarás para sempre no meu coração e espero que continues a dizer as coisas que dizes aqui no blog. E por favor, aprendam com ele, um visionário.


Obrigado.

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sexta-feira, abril 11, 2008

Telemóveis no Século XXI

Pessoal, isto é assim, eu começo a ficar farto de telemóveis. Tudo bem, eles são meios de comunicação, sempre disponíveis caso estejamos em apuros ou até uma forma simples de conseguirmos falar com alguém que está longe, mas para além disso, a evolução dos telemóveis tem de ser parada. Eu ainda sou do tempo em que um telemóvel servia apenas para telefonar e, com um bocado de sorte, escrever mensagens com mais de 65 caracteres, num tempo em que os TELEmóveis eram uma simples forma de comunicação, numa época onde não havia TELEfones sem fios. Por isso, digam-me, o que raio são aquelas coisas com que todas as pessoas andam na mão? O que raio são aquelas pequenas coisinhas, quase minúsculas, que todas as pessoas teimam em andar nas ruas? Aquilo, meus amigos, são as novas "beatboxs".
Agora, os telemóveis têm mais uma função: chatear as pessoas. Sim, como se não chegasse ver as multidões de telemóveis na mão a tirar fotografias a tudo o que se mexe, agora vemos as mesmas pessoas a partilhar as suas músicas favoritas. Desde a porcaria dos assobios de Bob Sinclair até à Kizomba, as pessoas metem os seus telemóveis a tocar num volume que nem eu consigo com o meu mp3. Isto é uma provocação! Todas as pessoas que fazem isto olham-nos nos olhos, sabem que nós as queremos matar, mas que, ao mesmo tempo, sabemos que ninguém gosta de dar "espectáculo" numa camioneta ou noutro sitio qualquer. Eles acham que têm o poder, mas eu proponho uma revolta. Vamos dar cabo do pessoal que mete o telemóvel a tocar nas camionetas, principalmente se a música não for boa! Vamos revoltar-nos e regressar à época onde a única coisa que nos chateava nas camionetas eram as pessoas com os mp3 demasiado altos (mas vá lá, a única pessoa que ouvia a música, era o utilizador do mp3).
Para acompanhar esta revolta, aqui fica a evolução das beatboxs, desde os 80s até aos nossos dias.



Obrigado.

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sábado, março 08, 2008

Greve dos professores

Já há algum tempo que não comento acontecimentos sociais neste blog, mas desta vez, com todas as greves que estão a decorrer, senti que a minha missão era destruir isso tudo com simples palavras rudes da minha parte. E eu até que consigo ser bom nisso, principalmente quando os professores, adversários mortais desde que tenho consciência de quem sou, preparam-se para marchar, neste preciso momento, à nossa linda capital e protestar sobre qualquer coisa que apenas eles compreendem como sendo uma coisa má. Segundo o que me disseram, e no qual eu acredito (pois acho que as pessoas não têm necessidade de me mentir), todos os professores estão-se a unir numa mega-greve para pararem as suas avaliações, isto é, as pobres criaturas de um deus menor não querem ver o seu trabalho posto em causa. Agora, digam-me uma coisa, (e eu sei que a maioria de vocês já pensou nisto), eles queixam-se daquilo que fazem? Eles passam a triste vida a avaliar jovens indefesos que ainda estão a dar os primeiros passos na vida, pondo tudo aquilo que fazemos em causa, pegando nas nossas aptidões e dando-lhes "valores" que nunca chegamos a compreender. Nós, alunos, queixamo-nos? Não, pois seria estúpido, visto que estamos a ser AVALIADOS e preparados para uma futura profissão. Agora digam-me, até que ponto vocês não querem saber se os vossos professores são competentes ou não? No meu caso, e no antro de "cunhas" e uma certa "podridão" em que tristemente vivo, ponho tudo isso em causa, pois sei que a maioria não merecia estar ali. Não sou radical o suficiente para dizer "se eles não querem, nós também não queremos", pois isso seria de uma pessoa mesmo estúpida e a merecer ir trabalhar para as obras por falta de capacidades mentais. Não, eu quero é saber as aptidões dos professores que nos ensinam, quero, por assim dizer, um melhor ensino. É doloroso ser avaliado, claro que é, mas ao mesmo tempo surge como necessário, pois talvez comecem a prestar mais atenção à vossa profissão, seus sugadores de vidas menores. Vocês são, se me permitem, os verdadeiros pedófilos da sociedade moderna, e que agora, sentindo-se presos a uma cadeira e sem as calças, dão gritos de socorro. Mas vocês sabem a vossa sorte.
Agora que olho para o que acabei de escrever, apercebo-me da razão pela qual não costumo comentar este tipo de coisas. Deixei-me levar tudo bem, mas podem ver isto como um pseudo-comediante que está a fazer umas piadas enquanto fala a sério. Podem fazer muita coisa, desde que tenham em mente que eu não sou contra os professores, pelo contrário, defendo o bom ensino, mas quando um grupo deles se revolta para não sabermos exactamente o que cada um deles sabe e nos pode ensinar, bem, aqui o Paperbag_Writer fica algo chateado. Contudo, isto é um texto num blog, certo?

Para todos os professores que estão, neste momento, na greve, só tenho uma coisa para vos dizer: Touché.

Obrigado.

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segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz Natal

Todos desejam Feliz Natal uns aos outros, encontrando as mais variadas formas de o fazer. Bem, no ano passado fiz uma piada sobre os vários acidentes durante a "Operação Natal" da PSP, por isso, achei melhor não ir por ai. Por outro lado, também não sei muito bem o que dizer nesta querida altura do ano, daí que tenha decidido utilizar o novo vídeo do Knox, demonstrando que, de vez enquanto, ele consegue acertar no nonsense (o que é bom). Isto fez-me sorrir, principalmente numa determinada parte do vídeo, e gostava que, quem vir o vídeo, tente descobrir qual foi (porque eu até acho fácil, basta verem o que eu escrevo e desenho). Sem mais demoras, Feliz Natal, pessoal!

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domingo, dezembro 09, 2007

Freeport: Ataque dos Clones

Meus amigos, e até aqueles que não gostam assim tanto de mim, devo admitir que hoje tive o azar de ir ao Freeport, em Alcochete. Também devo ser sincero que precisava de uns ténis novos, e porra, uns ténis novos são sempre uns ténis novos, dando-nos a possibilidade de andar aos saltos de um lado para o outro, glorificar a forma como eles são confortáveis e perguntar a toda a gente "hey, já viste os meus ténis novos?". Por isso, sim, eu tive de lá ir.
Eu nunca tinha ido ao Freeport, e se não tivesse lá ido, o máximo que me tinha acontecido era ficar sem uns ténis novos, mas não ganhava uma dor de cabeça e a terrível descoberta que afinal já existem clones. Eu não sou um Deus da moda, eu até nem me sei vestir muito bem, mas existem limites para certas coisas, e o meu limite é ver exactamente a mesma porcaria em 5 ou 6 vezes em lojas diferentes. Eu nem falo do facto de agora tudo ter florzinhas maricas, estou a falar de ver crianças, repito, crianças todas iguais a correr de um lado para o outro e a gritar "man, aquelas novas calças são do caraças". Calças novas? Elas já estão rotas! Desde quando é que calças rotas são moda? Ainda há uns anos, calças rotas só poderiam significar duas coisas: ou és drogado, ou és drogado e pseudo-fã dos Nirvana. E, sejamos sinceros, já ninguém se lembra dos Nirvana...
Resumindo, senti-me descolado como o caraças, repetindo em voz-alta para cada peça de roupa que via "Não, não, não, por favor, saia da frente, eu não quero comprar nada, eu chamo a policia". Mas estava triste, mesmo muito triste, não ser da moda tem os seus dissabores e não ver raparigas giras em tanta pessoa por metro quadrado, só me fazia chorar ainda mais (quer dizer, por mim até era a mesma rapariga, vezes e vezes sem conta). Eu não quero ser um clone, e isso sentia-me à margem, mas, mesmo quando já não tinha esperanças, vi algo que me fez ficar contente:


Um ninja. E eu adoro ninjas.

Hate-comments, ou eu juro que o próximo post é pior.

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domingo, julho 08, 2007

E agora...

O primeiro vídeo do Boião de Cultura. Sim, eu sei que já dá para meter vídeos há muito tempo, mas, como é que eu posso dizer isto? Nós somos estúpidos.
Porque é que eu escolhi este vídeo? Bem, acho que tem um pouco daquilo que tentamos fazer aqui: irritante, divertido, inesperado, colorido e sei lá mais o quê, até porque eu estar a explicar o porquê da escolha desta vídeo já é muito mau.
Vejam a porra do vídeo ou passem à frente dele e mudem de blog/site (até dizia para lerem o resto, mas quem sabe?)




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sexta-feira, janeiro 05, 2007

O menino que era desprezado

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Eu também o desprezava.

Quero Hate-Comments.

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