domingo, março 23, 2008

Preso


3 da manhã. (mais coisa menos coisa)


"Será que não pára de chover nesta merda de cidade?"

O cigarro nunca mais acaba e os meus dedos já estão pra lá de amarelos, sinto as pedras da calçada no cu e o cal da parede nas costas, não me consigo mexer mas já não me encontro no sitio onde estou...o meu pensamento perdeu-se no meio do céu preto que está a andar à roda. Tenho que fechar o casaco, já se começa a ver um fio vermelho.
6 horas antes, quando ainda pouco andava à roda.
"Não largas essa merda de garrafa?
Hoje não, hoje não a vou largar, tens algum problema com isso?"


-/-


Não sou má pessoa.
Apenas complicado.
confesso que ando à deriva; à toa.
mas não quero ser ter namorado.

Não chores assim
há por ai muitos mais
eu sei que gostas de mim
mas não te quero comer mais.



A tarde começa a despedir-se, a esconder-se atrás de prédios...o vento quer-me apagar o cigarro, quer-me tirar dali, não tenho forças não me consigo mexer...carrego o meu próprio peso nas costas...o peso de nunca ter sido verdadeiro comigo próprio, se nem isso consigo quanto mais ser verdadeiro para com os outros. Olho-a e ela parece-me tão bonita, a luz que acaba torna tudo tão belo...o egoísmo mais puro transforma-se em amor e eu sinto-o naquele quarto, naquele momento penso que sou feliz.
Queimo-me no cigarro saí-me um fodasse e mando a ponta contra o vento, visto-me, já não penso que sou feliz, alías tenho a certeza...saio a correr, a tentar fugir de mim próprio a fugir de mim e dela...hm, caga....festa!




- O quê? Não acredito que disseste isso à rapariga...
- Pá disse...não fiquei muito orgulhoso de mim próprio, não gosto de fazer sofrer ninguém....
- Hm? então o que é que vamos comprar?
- Whisky, muito.



- És uma merda!
- Hã? Quem está ai?
- Ela ficou a chorar a tarde inteira por tua causa seu filho da puta.

Ela bate-me mas eu só sentirei amanhã....
amanhã, quando o que me parece bem agora me parecer vergonhoso e o caralho.


- Tou-ma cagar, não a obriguei a nada ela devia ficar feliz por ter passado aquele tempo comigo.


A gaja não deve ter percebido nada do que eu disse....nem sei o que disse mas era isto que o meu cérebro queria que os meus lábios dissessem.


- Toda a gente sofre eu não sei a tua história mas és um gajo amargo, já deves ter passado por merdas fudidas acredito mas isso não te dá o direito de fazer merda.
- Dás-me um lenço de papel? Tou a deitar sangue...


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- Depois disto ainda queres que te dê conselhos?

- Não.












Yours sincerely...............Kid_d

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sábado, setembro 22, 2007

Bloody Business

"Merda adormeci outra vez debaixo da cama. António? ANTÓNIO?"
"Tou na casa de banho."
"Ah!.....................................mas a cagar?!"
"NÃO! Tou a mijar, a ler a Caras...............................................e a cagar."
"Então porque é que disseste que não tavas a cagar?!"
"Porque também tou a mijar....e da maneira como fizeste a pergunta pareceu-me que a resposta só podia ser uma e não duas...ou era cagar ou mijar...como eu tava a fazer as duas coisas optei pêlo mijar."
"Tão mas também me deste duas respostas: mijar e ler a caras........e desde quando é que mijar tem mais valor do que cagar?"

O que não é o António vai contra uma pessoa deitada a dormir à porta do seu quarto.

"Quem é esta António?"
"ESTA QUEM CARALHO?! TOU NA CASA DE BANHO....NA CASA DE BANHO A CAGAR A MIJAR E A LER A CARAS.....FODASSE, CHATO DO CARALHO!"

O que não é o António biqueira ( dar biqueiros) a rapariga......o António sai da casa de banho e traz o cheiro com ele....

"Man, temos que ir vender sangue se não não há erva pra ninguém."
"Ok, traz os pensos higiénicos da tua namorada....."





"E depois o ecrã fica preto e é assim que o meu filme acaba." diz PaperBag_Writer perante os olhares incrédulos de quem o ouvia......

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quarta-feira, setembro 19, 2007

Something´s wrong with you

"Não te preocupes, eu telefono-te quando chegar a casa. Queres? Eu compro então...vê isso como uma prenda...sim, já vou atrasado para a consulta mas não há problema, acho que o dinheirão que lhe pago dá-me o direito de chegar um bocado atrasado vá tchau, beijinho."


Ele passa o consultório e vira à esquerda e segue por um caminho onde só se passa de lado e onde está sempre a chover, como o caminho é tão estreito não consegue virar a cabeça e é mesmo obrigado a cumprimentar com o olhar a sua velha amiga, a agora prostituta Laura, que à pouco tempo deixou de se prostituir por uma dose de heroína...passando agora para meia dose e a edição do correi da manhã do dia seguinte...
( Saiu a sorte grade ao puto dos jornais)
Pensa o estupido achando-se muito esperto, como se se uma diferença entre os dois tivessse sido implantada na cabeça dele....
Fica com o casaco preso em arame farpado.....
"Merda!"
"Se eu fosse a ti não dizia palavrões nesta zona, as pessoas podem-se exaltar."
Mostra-se uma figura sentada num dos muros que forma o caminho pequeno e estreito, figura jovem e doce aos olhos que no caso dela são da cor do muro...cinzento.
( Será que ela é feita de cimento? Terá o coração cinzento como pedra? ou cinzento como aqueles dias serenos de céu nublado? Terá ela os pulmões não cheios de alcatrão mas de cinza? Não terão as mãos dela um toque àspero e rude?)
Ela empoleira-se no muro estreito metade do caminho estreito.
"Estava a ver que hoje não vinhas...já tinha saudades tuas."
"Desculpa atrasei-me um bocado..."
"Tiveste problema em arranjar desculpa?"
"Nada disso pá, agora tenho uma que me tem safado, arranjei um psiquiatra imaginário...sai mais barato."
"Se tens uma desculpa dessas porque é que vieste só hoje?"
"Sabes não é todos os dias da semana."
"Ya, os psiquiatras imaginarios são uma merda."
Ela segue pé atrás pé à frente sem precisar de olhar para a cor dos seus olhos, pois aquele caminho ela conhece como ninguem.
Chegam os dois a uma casa com aspecto velho mas bem arranjadinha por dentro - uma senhora já de certa idade sentada numa cadeira já com uma certa idade ao lado de uma cama onde estava uma senhora ainda sem essa certa idade.
"Como é que ela está?"
"Na mesma ora, como é que o senhor quer que ela esteja?"
Ele não diz mais nada - e o tempo passa a correr....
A senhora na cama não faz mais nada para além de respirar.
A miuda, ca fora, olha para o céu.
Ele levanta-se....deixa dinheiro na mesa. A miuda mexe o olhar.
"Só?"
"Não posso deixar mais...não está fácil."
"Pois, os psiquiatras imaginários são caros não é? A ultima vez que vi custavam meia dose de heroina e uma edição do correio da manhã."
Ele dá um beijo na testa da miuda...
"Toma conta da tua mãe ok?"
"Não se preocupe....eu ajudo-a"...diz a de certa idade.
Olha uma ultima vez para os olhos cinzentos iguais ao seus.
Sai.
"Sim querida, já saí da consulta tou a ir para casa agora....."

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terça-feira, abril 03, 2007

Aquelas tardes. Short stories = 1

Os quatro elementos deste blogue encontram-se no quarto de PaperBag_Writer prontos para fazerem mais um edição da sua radio online....faltava Monsieu_Chinese que entra no quarto pontapeando a porta....com uma garrafa de vinho na mão e com outro tanto vinho na barriga que precisava de vir parar ca fora....debruça-se na cama do irmão no Paper e vomita lá pra cima, por azar o irmão de Paper ainda lá se encontrava, dado ainda serem 7 da manhã...e acorda com um cheiro estranho.....a entrenhas de Chinese.....Acabámos por não fazer nada............as próximas 9 horas foram passadas a discutir de os homens sabiam qual era a sensação de ter o periodo...tudo isto enquanto Dr Galochas tentava suicidar-se mas não achava maneira de acertar na sua propria cabeça.


Yours sincerely...............Kid_d

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sábado, março 17, 2007

Variações

Queria só deixar aqui qualquer coisa, fui ao baú e encontrei isto.


Quando saio de Lisboa as coisas passam-se de maneira diferente.
A cada quilómetro tudo fica mais verde e mais pequeno.
Até chegar a uma pequena cidade...
Onde vejo pessoas vestidas de preto unidas por uma capa, a pisarem reconfortantemente cada pedra da calçada, com os seus sapatos a fazerem um barullho que corta o silêncio que eu faço.
Onde luzes que pintam de amarelo a noite tornam o meu caminho acolhedor, as noites de Domingo, que acabam por ser utilizadas para vaguear, pensar e tentar conhecer a cidade que gostaria de conhecer.
Ao Domingo nunca se faz grande coisa, colegas que ainda não conheço ainda não chegaram...isto acaba por me deixar sozinho, o que eu às vezes até gosto.
No dia seguinte as pessoas vestidas de preto continuaram a "perseguir-me" tinham aulas na minha escola e pareciam ser todos muito amigos uns dos outros.
Estarão todos armados em parvos ou serei eu o idiota aqui?
Não consigo perceber porque é tudo diferente...
Ou então sou eu que mudo cada vez que percorro cento e tal quilometros. Se mudar para melhor tudo bem...se for para pior que alguém me diga.


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- Pronto, contente? Tinhas que por algo aqui néra? nem que fosse a maior merda do mundo não podes deixar de aparecer hein?
E agora pões um titulo de uma qualquer musica de Black Metal? ou Bossanova?

- Não hoje é Carlos Paredes.
(Com vontade de escrever mas sem musa)
(Quero as minhas histórias parvas de volta, quem as roubou de mim que as entregue se faz favor)




Yours sincerely...............Kid_d

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sábado, fevereiro 03, 2007

(_)

Acabou.
Não consigo escrever.
Não consigo dizer o que sinto.
Não consigo dizer que me sinto perdido e que preciso de alguém.
Não consigo escrever sobre os meus problemas.
Acho estupido escrever sobre problemas meus...mas acabo sempre por fazê-lo.
.............(e se as pessoas percebem essas tuas metáforas?).......
Ando a ficar sem paciência para pessoas.
Prefiro ficar sozinho.....
(5 linhas acima escreveste "Não consigo dizer que me sinto perdido e preciso de alguém")
Prefiro ficar com a minha Musica.
Não quero magoar ninguém.
Não quero entrar em discussões como aquelas que acontecem em qualquer telenovela.
( Mas queres ter um amor como aqueles dos filmes.)
Ridiculo, Estupido......
Não consigo...desculpa enganei-me.....não sei em quem deva confiar pessoas desiludem-me, só aparecem de vez enquando, nunca estão presentes.......
Pronto....
Acho que é isso.
Não consigo escrever porque tudo o que escrevo é mentira, a minha escrita é mentira.
E sendo mentira não pode ser grande coisa.............pronto eu não sei escrever....
( Mas tu sabes escrever)
Pronto sei escrever mas escrevo mal.
Hmm, onde é que eu ia?
( Mentira...)
Sim, tudo o que escrevo é mentira tudo o que está neste monitor que está a ler agora é mentira.
Acredita em mim?
(Talvez)







Yours sincerely...............Kid_d

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sábado, janeiro 20, 2007

Bad Timing














Dr. Galochas
Monsieu_Chinese
PaperBag_Writer
Kid_d




"Então mas um banco ou um talho?" pergunto eu.
Dr. Galochas vira-se para mim "para que é que vais assaltar um talho parvo do caralho?"
"Ó Galochas..." grita Monsieu_Chinese, "...há muito mais carne num talho que num banco, e tu vives do que comes e tu comes carne não comes dinheiro, para ja não falar no que comprarás com o dinheiro, se assaltares o banco, que poderá muito bem não ser comida...não é Paper?"
"Não sei."
"Fodasse Chinese já viste o tempo que gastaste só para dizeres merda!!! Fodasse assaltar um talho?"
"Ó Galochas mas no talho até nem há seguranças e merdas pa nos apanharem!" Monsieu_Chinese concorda comigo com um "ele tem razão caralho!"
"Incrivél caralho, incrivél...Paper ajuda-me aqui....E baixa A MERDA DA MÚSICA!!!!"
"Hm?"

Ok. A cena é esta: todos nós temos muito pouco para fazer, a vida faz com que as nossas expectativas não existão...não temos um futuro melhor, não temos um futuro, e se para ter um futuro já é dificil imaginem para ter um futuro melhor....isto dá para ter uma pequena do quão longe estamos nós de qualquer coisa....estão-me a acampanhar? ok.
Enquanto o Galochas trabalhava na policia e vendia drogas em part-time a gente nem se deu mal, mas quando ele foi descoberto e despedido ficámos na merda, mais ninguém trabalhava e mais ninguém queria fazer nada, acabámos os 4 a fazer nenhum continuando apenas a viver aqui, (onde já vivemos à um par de anos os 4) porque matámos o senhorio, senhor idoso que vivia sozinho e cuja falta ainda não foi sentida por ninguém, ficámos com a chave da sua casa e vamos la limpar de vez em vez para um pessoal não reparar no cheiro e por conseguinte no corpo extendido na cama.

"Galochas meu, vamos a votos então. Concordas Chinese?"
"ya."
"Mas fodasse mens se vocês alinharem os dois nessa merda assim........"
"Eu voto no talho." diz Paper como se tivesse acordado de um sonho mau, e que por ser mau lhe desse animo para encarar esta vida de frente......

"ENTÃO VAME LÁ CARALHO" gritam os 3 a favor do talho.

"fodasse, um talho? um talho? UM TALHO!!!! cabrões é sempa mema merda, mas eu fiz mal a alguém?"

Saímos. Entramos no Fiat Uno cinzento do Paper já mascarados e arrancamos a grande velocidade ao som do genérico daquela série antiga, como é que era?...Ah! chamava-se Allô Allô.
Paramos num sinal vermelho. Ao nosso lado estão os outros assaltantes da zona, a nossa rivalidade é grande......poucas vezes nos falamos, nós alvejámos fatalmente o gato de um dos seus membros, eles afogaram o piriquito do Chinese.
O que vai ao lado do condutor do carro que não é o Fiat Uno cinzento diz "Nós vamos ao banco..."
, Paper responde...."...talho."
Arrancamos os dois a alta velocidade como se fizéssemos uma corrida, esquecemo-nos que o talho era já ali, ainda tivémos de andar uns bons metros de marcha-a-trás.

"Eu abro já esta merda...." tiro na porta, saido da arma do Galochas....
"Fodasse meu tava aberta tu não vês nada caralho?"
"Paper tem lá calma, tu sabes como o pessoal fica quando tem uma armaa na mão" disse eu.
"Mas qué que queres Paper? Queres ca´gente se foda aqui já uns aos outros antes de entrarmos? é? É? ou é mais uma das tuas ideias como foi aquela de assaltar o talho?"
"Mas Galochas a ideia do talho foi do Kid_d..."
"Pois foi caralho! Então é a ele que tenho de apontar...."
"Num faiz isso Galocha..."
Às 2 por 3 bem vistas as coisas tenho apontada aos cornos a arma do Galochas e a minha à cabeça dele....Chinese caga na cena e entra.
"Bora lá fazer esta merda..."
Galochas e eu somos os ultimos a entrar...mas entramos.
O Paper ao entrar tropeça num degrau ligeiro que lá havia...conclusão, dispara uma bala da sua arma, bala essa que lhe raspa no joelho percorrendo a canela explodindo no pé...caí aos gritos.
O pessoal ri-se todo menos o Paper.
"O MEU PÉ FODASSE MERDA MERDA FODASSE...."
Galochas tenta fazer qualquer merda ao pé ensaguentado que faça acalmar o Paper, mas sinceramente, ele sabe lá o que faz.
Chinese abre a arca frigorifica, no meio da carne gelada parece estar alguém a ter assim um momento a modos que quente..
"Ah, ah malta o pobre do gajo que trabalha aqui escolheu mal o dia para comer esta gaja..."
Rimos todos, até o Paper.
Atamos os dois a cadeiras, como se vê em vários filmes..mas queriamos ser originais....
"Faz la a tua cena Chinese" digo eu.
"Como te chamas?" diz ele ao atado.
"José......."
"Que fazias aqui José bem depois disto tar fechado?"
"ah.........eu..."
"Tavas a comer aquela ali certo? vi que tens aliança, ela é tua mulher?"
"ah...eu....."
"É TUA MULHER?!
"Não!"
"Ah, assim ja chegamos a algum lado......sabes o que diz o 9º mandamento?Sabes?"
"..."
"SABES??!!!"
"não..."
"Ajuda-me aqui Paper o 9 diz o que?"
"Não desejar a mulher do próximo"
"Pois, e tu sabes..."
"Não vas por ai Chinese, no Pulp Fiction eles ja fazem isso...." digo eu...
"Então que queres que faça? que lhe corte uma orelha?"
"Isso é no Reservoir Dogs......."
"ENTÃO TRATA TU DESTA MERDA MEU"
"Não me façam nada meus levem a carne toda não me façam nada, eu tenho uma filha."
"Que idade è que ela tem?" pergunto eu.
"Ela tem oi......"*bang*
"Eu não quero saber da tua fiilha meu caralho eu vim pela carne!!!!!!"
O pessoal bate palmas para mim, faço uma vénia...o José já se foi. Ficamos com a rapariga.
"Hey! sempre podemos aproveitar esta para fazer com o Galochas perca a virgindade, ahaha.."
Ninguém se ri, Galochas levanta-se.
"JÁ CHEGA CARALHO, VOU-TE REBENTAR. EU QUERO LÁ SABER QUE TENHAS QUANTAS GAJAS QUISERES LÁ EM PORTIMÃO......."
"É em Leiria. " diz o Paper....
"EU QUERO LÀ SABER CARALHO!!!!!!"
Galochas tem agora 2 pistolas apontadas uma a mim outra ao Paper.......o Chinese já descarrega carne.
"QUERES DISPARAR DISPARA, EU TENHO LÁ ALGUMA COISA QUE ME PRENDA AQUI DISPARA Ó MARICAS DO CARALHO!".....fiquei um nadinha exaltado.....
"VÁ LÁ CARALHO AO MENOS ACABAVA-SE ESTA PUTA DE DOR QUE TENHO NO PÉ...!"
*silêncio*
Monsieu_Chinese- "Tou a ouvir bófia, é melhor bazar.....tragam a rapariga"

Eu levo-a às costas e chegamos a casa a tempo de ver o nosso "grupo" rival a ser preso.....
"Eu disse_te que o talho era boa ideia"

Agora já temos carne, não comemos outra coisa, já deito carne pelos olhos e depois apareceu outro problema....que nos tinha passado.

Passadas 3 semanas.
"Tchiiii, pessoal esquecemo-nos da rapariga fechada no armario."






Yours sincerely...............Kid_d

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sexta-feira, janeiro 12, 2007

You smell of memory

Eu conheço-te
Eu já ti vi
Eu já te amei
Sinto que estive este tempo todo contigo
não faças nada
não é preciso
Sorri...
Não quero que seja como das outras vezes
que não comece
para não ter de acabar?
que comece
para não acabar.
Olha...
Pergunta-me se eu gosto de ti.
(pergunta-me se gosto de ti)



Yours sincerely...............Kid_d

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terça-feira, dezembro 26, 2006

Noite de Natal à la Boião (a walk beyond utter blackness)

Noite de dia 24 de Dezembro de 2006...

PaperBag_Writer- Onde vamos jantar man?
Monsieu_Chinese- Não sei, que é que há no frigorifico?
Dr Galochas- *arroto*
Kid_d- Mas tu tás a arrotar a quê?

Intervenientes apresentados.

PW- O Zé não disse que tinha jantar para nós'?

Kd - Ó Paper, o Zé tá morto...foi confundido com um caixote do lixo e depositado no camião que recolhe o mesmo........a esta hora deve tar a ser reciclado....a mulher dele, a Maria meteu um processo em tribunal e pode vir a ser que....

Dr G - Fodasse ó kid cala-te e arranja comida ó caralho.

M c - Bora ao Burguer King.

Três sombras esguias que guardam nelas pensamentos obscuros, doentios e sem nexo saem de uma casa em Moscavide, de uma casa fria, branca de cal e cheia de urina de Monsieu_Chinese, que não teve tempo suficiente para aguentar a sua "vontade" antes de passar a porta cor-de-rosa da casa de banho e fazer pontaria ao trono de porcelana.
Dr Galochas carrega no interruptor que dá luz ao prédio com a cabeça de Kid_d enquanto PaperBag_Writer tenta afastar-se da trip de àcidos que está a ter e fechar a porta da casa, da casa que porventura nem é dele mas de uma tia-avô, na qual ele nunca pos os olhos em cima.
O Paper disiste de tentar fechar a porta e deixa-a encostada, pode serque assim de la saiam nossas angustias e pesadelos.
Saimos do prédio com mais 4 nódoas negras cada um...os degraus mostravam-se dificeis de descer.
Seguimos pisando o cimento enquanto discutimos o que queremos que esteja nos embrulhos que abriremos mais tarde nessa noite.

Kd - Eu quero um estojo de canetas bick....

M c- Então kid qual é a tua?

Kd - Não sei, afinal de contas parece que me contento com pouco.

PW- Eu quero uma profissional do sexo...ou uma prostituta...ou uma mulher da vida, ou então se não der para ser nada disso dêm-me uma puta.

Dr. Galochas murmura...

Dr G- *eu quero a tua irmã hihihihihihihi*

PW- Hã?

Dr G- hm? Nada, nada.

Os quatro (4) começam a ver um telhado amarelo, é do Rei Hamburguer, que por acaso ficava ao pé de umas bombas de gasolina. Para lá chegar ainda temos de andar em sentido oposto ao do trânsito, Monsieu_Chinese ainda bate com o braço direito 3 ou 4 vezes em retrovisores, nada que já não tivesse feito umas boas 432 vezes só pela pica. Ora como é claro o Burguer King está fechado na noite de Natal, mas como nós conhecemos o Rodércio, propietario do estabelecimento, ele abre-nos a porta de boa vontade e dá-nos as boas vindas à festa com strippers, cocaina e rock que tinha lugar lá dentro....ah o Rodércio é brasileiro.

Rodércio- Ói pessuau da pesada, tudo legau com cês?

Kd- Good Night Rodércio, vimos dar o pitanço aqui no teu antro de alimentação.

Rodércio- Ó Marineidy, prepara aí uns Burguers bem caprichados aqui para o pessuau do Boião.

Comemos os os quatro hamburgueres, estes vinham condimentados com 1 grama de heriona e um travozito de haxixe, e como é claro com vários cabelos e até uma unha de Marineidy.
Já empanturrados e a ter alucinações bastante criatiavas levantamos os cus dos bancos do Rei do Hamburguer e seguimos de volta para a casa fria de Moscavide onde nossas predas nos esperavam.
Chegamos a casa, os primeiros 5 minutos do Kid_d são gastos a vomitar na casa de banho, os restantes estavam a practicar o mesmo acto de regurgitação, mas pelas janelas dos respectivos quartos.
Sentamo-nos de roda da nossa arvore de natal que neste ano foi uma daquelas palmeiras da Playmobile...
Kid_d ganhou um porche carrera.

Kd- FODASSE QUAL É A VOSSA CARALHO??? EU QUERIA UM ESTOJO DE CANETAS DA BIC Ó FILHOS DA MÃE.....FODASSE!!!!! (em seguida começa a atirar da varanda tudo o que tinha à mão até ao seu novo porche parecer um velho carocha)

Ao Monsieu_Chinese calhou-lhe um sapato do pé esquerdo de numero 32, Monsieu_Chinese chorou de alegria.

Dr Galochas recebeu a irmã de PaperBag_Writer...
Contudo o que nos prendia a atenção era que o embrulho destinado ao Paper, estava a sangrar...ele abre-o e qual não é o seu espanto quanto dá de caras com uma profissional do sexo.

PW- Ó FODASSE EU QUERIA UMA PUTA, NÃO UMA PROFISSIONAL DO SEXO...CABRÕES!!!!!!

M c- Ai não? não a queres? então posso continuar a espanca-la................*punch*kick*header*

Kd- Mas qual é a tua em espancar profissionais do sexo?





Natal Razoavel para todos vocês***dos quatro aqui do boião.



Yours sincerely...............Kid_d

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domingo, dezembro 17, 2006

Symphony


Ando e vejo-te em todas as paredes, perdão, cambaleio e vejo-te em todas as paredes.

Porque é que não me deixas em paz?... Em vez de me atormentares inconscientemente nas noites em que eu demasiado cansado não arranjo maneira de adormecer. Ou quando penso com quem estás e esse sentimento que é visceral, que me constroi a mim próprio põe-me doente, literalmente doente...

- Então querido o que é que tens?
- Não sei, o jantar de ontem ficou aqui a remoer e só descansou quando veio cá para fora...
- Anda cá que eu dou-te qualquer coisa.

E depois há ela, que cuida de mim, que me ama....que diz que me ama, não a conheço o suficiente para confiar no que ela diz, não acredito nela e ela ama-me. Sou O egoista, uso-a, será? Eu não me importo a esse ponto, não me importo com ela ao ponto de tentar definir se lhe faço bem ou mal, não quero isso, tou-me a cagar, e assim acabo a ter pena de mim. Acabo por ser o menino dela, eu só trabalho, ela cuida de mim...tenho medo, tremo quando ela adormece e quando bonita como é se agarra a mim e esboça um sorriso, aquela pele macia, aquele cheiro bom...quem é ela? não sei, não quero saber...eu quero a minha Ana que nunca foi minha....

- Sempre fingirei que é de mim que gostas -


- Olha querido recebi hoje uma carta da Ana e do João, vêm cá a Lisboa e passam por aqui para irmos almoçar todos juntos.


Ela vem? Mas assim? Do nada? Começo a suar das mãos como se ela estivesse prestes a entrar.
Paro o olhar na minha mulher, aquela que dorme comigo, que me ama e de quem eu não quero saber...

- O que foi?
- Nada nada, lembrei-me de uma coisa que tenho de entregar hoje lá no emprego, vá, vá tenho de ir querida...

Não lhe dou um beijo mas encosto os meus lábios aos lábios dela.

Saiu apressado como para apanhar um autocarro que já tinha partido à muito, tiro o casaco porque não me deixa correr e porque cheira a ela que deixei em casa e que a esta hora ainda não se preocupa com o almoço...a pasta com as coisas de trabalho cai...começo a correr mais depressa, mais, mais, mais depressa até os sapatos parecerem ténis, até eu fugir de mim próprio, até eu encontrar uma casa onde me acolham onde me conheçam desde sempre onde eu goste, ame quem comigo está...não encontro-me nada disso e esgotado acabo por entrar na Taberna mais próxima.

São 11 da noite, não fui trabalhar...regresso, ou tento regressar, a casa.
Ando e vejo-te em todas as paredes, perdão, cambaleio e vejo-te em todas as paredes.

Entro em casa de rompante e perdido de bêbado, dirijo-me a ela com raiva, como se fosse ela a culpada de tudo, quando a raiva que sentia era de mim e de tudo o que eu representava para mim mesmo.
Encontro-a no quarto assustada de morte por todo o barulho que fiz, os seus pés de princesa descalços, que acima do joelho já começam a ver a camisa de dormir branca que a tapa quase por completo, devem estar frios por agora estarem a pisar o chão, o chão que treme de raiva comigo... dirige-se a mim natural e suavemente, como uma nuvem a deslocar-se como uma flor a ser empurrada pelo vento.


- Tudo bem querido?
- Não me toques!

Ela pára com as mãos encostadas ao peito e estende uma para me tocar...

- Não me toques!!!!!!
- O que foi querido?

E de repente fiquei o mais sóbrido que poderia ter ficado, é isto que eu quero...tem de ser feito, não por ela...por mim.

- Desculpa....desculpa, eu não posso continuar isto, eu não te amo, eu nunca te amei...

Recua em "passinhos pequenos de pés de princesa que pareciam ter planeado esse recuo durante eternidades, não poderiam pisar noutro sitio que não fosse aquele que pisavam", a sua beleza continuava, senta-se baixa a cabeça e os seus cabelos soltam-se e só me deixam ver o seu corpo, a face desapareceu...murmura:

- Então o que foram estes 7 anos para ti - por entre baba e lágrimas.
- Eu, eu não sei....

Foi para casa da mãe dela...
E subitamente era o dia em que a Ana e o João iriam almoçar connosco, vinham cá porque o João tinha umas reuniões importantes, como ele.
Ao almoço sentia o desespero da ainda minha mulher mulher do meu lado direito, já tinhamos ido ali umas poucas vezes, mas Ela ainda não tinha chegado.
Derepente sinto qualquer coisa no peito olho em frente e vejo o velho a querer saber o nosso pedido, olho para a porta e vejo-a a entrar............


Tudo muda.
Para mim a ainda minha mulher fica contente, eu sou o Mais feliz, ela ri-se e levanta ligeiramente a cabeça em cumprimento assim que nos vê, cabelos castanhos que sussuram no vento versos de beleza, olhos mais claros indescritiveis, que fecham quando aquele sorriso calmo, suave, lindo corre na nossa direcção para tornar a minha vida melhor.

Não tiro os olhos dela enquanto o João me estende a mão.

- Então tudo bem?
- Agora sim...

Parecia que tinha sido ontem que a tinha visto pela ultima vez e já se tinham passado 7 anos.
Cumprimentei-a quando era felicidade por dentro...

- Então Ana como estás?
- Vai-se fazendo pela vida. (sorriso) E tu, tens tomado bem conta da minha irmã?

Ela vira-se para a ainda minha mulher.

- Então maninha tudo bem?

O almoço decorre estupidamente normalmente, por entre uns silêncios que diziam que já não eramos assim tão chegados...uma merda se à minha frente não a tivesse a Ela.
Por vezes eu dizia uma parvoice e ela ria, ou os nossos pés tocavam-se debaixo da mesa....

3 horas- hora da reunião do João, ele sai...
A ainda minha mulher, não aguenta mais, levanta-se de rompante, a cadeira cai e vai-se embora.

- O que é que ela tem?
- Não sei......

Acabamos o café sem trocar uma palavra...

- Temos lá na suite uns quadros que comprámos assim que chegámos a Lisboa, queres ir lá ver?
- ......sim.

Ana
Ana
agarra-me pela mão e corre como se fossemos livres, como se ainda não tivessemos idade para ter preocupações...
Entramos no quarto dela e do marido. Estica as mãos em diracção aos quadros, dá uma volta para mim, e o seu vestido dá a volta com ela.........ri-se..
Nessa altura eu não consigo falar por ter muita coisa para dizer....acabo por não dizer nada, ela também não diz nada, nada enquanto se enfia na cama, nada enquanto fazemos amor, nada enquanto ela dorme no meu peito, não diz nada enquanto eu passado tanto tempo finalmente sou feliz...levanto-me vou a casa de banho, sento-me na sanita e choro, choro de felicidade numa casa de banho que deve ser bem mais cara do que a minha casa...volto para ela, e aninhamo-nos um no outro e assim ficamos.

8 horas-

- Levanta-te, o João deve tar ai a aparecer.
- O que?

Foi uma escapadinha, uma tarde para ela uma vida para mim, mas que poderia eu esperar, ela é casada e provavelmente até ama o marido....devo ficar feliz por isto ter acontecido. Olho para ela, sorrio e deixo escapar uma lágrima que disfarço com um bocejo.

Chego a casa feliz pela minha tarde e de rastos, de rastos desesperado...não me resta mais nada, nada. NADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! e agora? vivo? trabalho? suicido-me? como me vou suicidar se o decidir fazer? enforco-me? dou um tiro na cabeça? e a licença para a arma? para que digo que a quero? caçar?defesa pessoal? do que? de mim? sim, de mim.
Entro inerte em minha casa.

Não oiço nada, será que a minha ainda mulher está cá.
Entro no nosso quarto, e o corpo lindo da ainda minha mulher está deitado na cama, um fio escorre-lhe da cabeça e toca no chão...é sangue. ela ainda tem a arma na mão...deixou um bilhete.

"Aqui foi onde eu fui mais feliz em toda a minha vida, não faria sentido morrer noutro sitio.
Eu amo-te/Tu não me amas


Ana"


Que faço?
Desepero.
Sozinho.

Agarro na arma, limpo as impressões digitais da que agora já não é minha mulher, e cravo la as minhas, enrolo a minha mão à volta da arma cinzenta, salpicada de vermelho de amor...ligo para a policia...eles chegam...apontam-me coisas iguais àquela que tenho na mão.

- Eu matei a minha mulher...hm, eu odiava-a....




Yours sincerely...............Kid_d

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sábado, novembro 11, 2006

Exit -( sede )


E nada se passa porque o tempo parou.
O sol vai e vem mas não sinto nada. O que parece muito transforma-se em nada e o muito passa demasiado rapido, perco-me.
Preciso de sair e falar com ela. Quero-a sem nunca lhe ter dirigido a palavra...conheço-a de vista porque o sitio onde vivo não é grande, é uma vila? ou aldeia? ou cidade? não sei.
O esquecimento apodera-se de mim ao mesmo tempo do que ela, estou lentamente a percorrer o caminho de entrada para o nada...se não estiver com ela.

Hoje estive com os meus antigos amigos, com aqueles que passaram a ser meus conhecidos. Com aqueles com quem falava mas que agora já só oiço.
Estou a ficar doente...

Começo a não conseguir destinguir se estou acordado ou a dormir, se sonho acordado ou se durmo e sonho....
Ela tornou-se permanente.

E começo a definhar, pouco comi em três dias.
Às vezes sinto a minha fala a começar a ficar atrofiada passando a doer cada vez que peço licença ou digo "Obrigado", que passaram a ser cada vez menos.....tenho medo de ficar amargo e de ficar cada vez mais violento. Ela provavelmente nunca olhou para mim e faz-me tanto mal...............contudo quando penso nela, quando estou inerte, quando faço parte de um objecto, quando me transformo na cama onde estou deitado, não consigo deixar de encontrar felicidade no seu olhar......................
"Amor."
Já não a via desde ante-ontem...
Hoje fui ter com ela e da minha garganta enferrujada, farta de só não poder falar com quem queria falar sai...um estupido convite para ir tomar café
Cliché dos clichés, não seria melhor ter provado o quanto sofro por ela em vez de fazer o que se faz em todas as novelas de qualidade duvidosa'?
Quase que me enojei a mim próprio nesse momento e chorei depois por achar o meu convite deprimente...
Contudo ela aceitou.
Disse quando e onde nos encontraria-mos e guardei a informação como se de ouro se tratasse,
À ida para minha casa parei para comer qualquer coisa.
Chovia como eu não queria que chovesse nessa noite.
Encontro-me à porta do café e lá está ela.
Envolta em si mesma, com o olhar fixo provavelmente nos seus pensamentos
mexia os lábios, estaria a murmurar qualquer coisa.
Sento-me.
Ali sentado imovel
com o olhar nela.
é a mais bonita.
(Apesar de a rapariga voluptuosa que esta mais atras estar a atrair as atenções dos restantes homens ali presentes)
Eu sou feliz.
Tenho medo.
Medo de que ela não seja o que a minha cabeça diz que é.
Estarei apaixonado por ela ou pela minha imaginação?
Será que quero descobrir isso?
Será que estes momentos bastam-me?
Tem bastado.
Apartir desse dia todas as semanas encontramo-nos no mesmo sitio a mesma hora.
Nunca trocámos uma palavra que fosse.
Ela entretanto casou, (vi-lhe a aliança no dedo uma noite), engravidou, teve filhos (acompanhei o processo de crescimento da barriga).
Nunca trocámos uma palavra que fosse.
Limitava-me a olhar os seus olhos como se a minha vida dependesse disso, e naquele momento...dependia.....
Espero que ela tenha feito o mesmo ao fim destes anos todos.
Ou será que não?
Não! Se alguma coisa sei é que a amo...isso
...basta.
Yours sincerely...............Kid_d

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sexta-feira, outubro 27, 2006

Nada de especial, nem bom nem mau. Nada.


Nas cores baças do meu sonho não te consegui destinguir das demais, mas sentia-te especial..."cabelos castanhos", lembro-me das tuas formas...
Infelizmente acordo. E a realidade não era assim tão boa.
Este acordar não foi tão suave quanto o fiz parecer na linha de cima. Entra-me o vizinho de cima (já largamente bebado) quarto adentro com um gajo pela mão.
"Hey meu, olha-me aqui esta gaja boa. Hein, hein? nunca esperaste que eu arranjasse deste petisco hein?"
Olho para ela ainda com a de cabelos castanhos na cabeça.
"Tó, isso é um gajo."
O Tó examina-o bem durante uns dois minutos, apercebe-se que a melhor gaja que ele conseguiu engatar na sua vida é afinal um gajo, o Tó grita. "POR ISSO É QUE PERCEBIAS TANTO DO GLORIOSO!", e manda-se da pequena varanda do meu terceiro andar...cai na pequena varanda do segundo andar e ai adormece.
A conquista do Tó sai-me do quarto...Tó geme da pequena varanda do andar de baixo, eu rio-me, a vizinha de baixo fica estérica ao ver um corpo ao pé das suas belas flores...e mija-se de medo, literalmente.
Arrasto-me para as aulas, não por não ter vontade de as ter mas por ter vontade de ficar inerte de não fazer nada, de não ver ninguém, de ficar em estado vegetativo.
Passo por um colega meu anarquista que gritava palavras de ordem e que so as parou de dizer porque a mãe ligou-lhe, aceno-lhe e ele corresponde. Vou para a aula de imagem... imagem qualquer coisa que agora se me esqueceu. A minha escola era conhecida por oferecer trabalho a deficientes e assim de modo a ganhar um papel social, resultado, o meu stor de imagem e etc, era invisual. Escusado será dizer que nunca ninguém fazia nada tirando as danças silenciosas, pois ele apesar de não ver ainda ouvia, e a entrega de trabalhos que raramente eram mais do que um ecra todo preto com poucos dialogos por cima já que o que importava nessa disciplina era a imagem e a maneira como a conduziamos.
Passo a aula inteira a pensar naquela com quem sonhei, saio para ir comprar a minha dose de cocaina ao refeitorio e vejo um placard publicitario de uns pensos higiénicos e lá estava ela, os cabelos castanhos a esvoaçar os olhos a combinar....perfeito.
Tu sabes quando chegaste à deprimência quando em vez de sonhares com a mulher da tua vida, sonhas com uma que aparece ao lado da frase- Sentes-te limpa sentes-te bem.



- E esta é a história que eu quero transformar em curta metragem stor.

- Mas para que é que me estás a contar a história? Só que saber como tratarás a imagem ao contar essa história.

- Mas o stor...o stor é cego...

- O QUÊ??? RUA!!!!!!!







Yours sincerely...............Kid_d

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sábado, outubro 21, 2006

(_)

Gosto de passear à noite e imaginar se ela o faria como eu, se ela viraria agora à direita e depois à esquerda, se passava por entre as gotas de àgua ou se ficaria à espera na entrada de algum prédio que a chuva passasse. Imagino encontra-la a cada esquina que contorno, a ver se ela ao menos me via ou se ia contra mim e gritava algo como "então caralho? Vê la por onde andas", pronto não era grande coisa mas também não seria coisa nenhuma. Mas não...
Em vez disso sangro por ajuda e perco a confiança em quase toda a gente e sinto-me sozinho no meio de noites frias em que fico suado de andar de um lado para o outro com os meus amigos..."amigos"?, pessoas, apêndices que caminham a meu lado por irem para o mesmo sitio que eu.
Escuro, calçada e àrvores que deitam um cheiro bom no meio de pessoas que me acenam.




(prometo que para a próxima escrevei algo parvo com intuito de ter graça...desculpem estas "coisas")


Yours sincerely...............Kid_d

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domingo, outubro 08, 2006

hey, não é preciso sentido (escrever sem pensar,(no images please))

Eu fui embora como pediste mas não aconteceu aquilo que querias e acabei por voltar ciclicamente para teu belo prazer, se bem que o que deixavas passar era que a minha presença te era indiferente... eu sabia que os teus olhos não diziam isso mas hey, a hipocrisia faz compania a quem a tem, o problema não era meu. Enfim acabaste por aparecer no meu quarto dia sim dia não, pedias desculpas mas eu não sabia do que desculpar-te, não te posso desculpar do que és e no entanto ter-te na minha cama.
Mas pronto ficámos assim, felizes dia sim dia não... a mais não somos obrigados, e quanto menos tempo formos felizes menos risco temos de perder essa felicidade.









Yours sincerely...............Kid_d

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quarta-feira, setembro 13, 2006

Novo Super Hit- Cuspo com cor de coisas que normalmente não saiem pela boca.

Um singalong pra cês:


Si Dó# Sol
A minha Carolina tem Sida

Lá Fá
A Gabriela também vai ter


(...)

Repete-se até o corpo entrar em combustão espontanea.








Yours sincerely...............Kid_d

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segunda-feira, setembro 04, 2006

eu, Margarida, Vicente e a Mãe.





Vejo todos os buraquinhos dos estores. O cortinado é transparente. Mesmo só com um lençol branco por cima de nós o calor ainda se sente. Mas não é aquele calor abafante que quase não nos deixa respirar, ainda não é esse, é um calor suave, um calor de manhã azul clarinha, de grandes nuvens brancas e de uma brisa que fazia com que os cabelos da pequena Margarida lhe tapassem a cara, eles não deixavam que aqueles olhos verdes de relva e esperança vissem algo mais do que fios e fios de seda a amontoarem-se na sua cara. Ela andava a correr de um lado para o outro com o seu vestido prestes a sujar-se de qualquer coisa que iria deixar a sua mãe relativamente aborrecida.
Eu sentado na borda da cama tinha medo que a pequena Margarida caisse.
O sorriso aparece quando oiço o estardalhaço que a pequena faz ao brincar, uma lágrima começa a deslizar, sinto-lhe o sabor quando sinto a presença do Vicente na porta do quarto:
- Então, isto é que são horas?
Sorrio e olho-o ainda embaciado pelo sono:
- Sabes que eu gosto de dormir até estas horas.
- Agora já não tomas pequeno almoço.
- Mas agora poes-me de castigo é?
- Sim, hoje não vês televisão!
- Nãããããããããoooooo, vais paga-las.
Começo a correr atrás dele e ele começa a rir aquele riso alto e sonoro que pinta as divisões da nossa casa, que passa a correr e pinta o corredor e que dá vida à nossa cozinha ainda adormecida e que acaba no sofá da sala onde o pequeno Vicente é vitima do já famoso ataque das cócegas.
A Margarida aparece à entrada e diz com aquele ar empertigado e de senhora que ela às vezes põe:
- A Mãe deixou-me a tomar conta da casa e ela aqui não quer barulho.
- Desculpe Dona Margarida mas ele não me deixa ver televisão.
O seu ar altivo e mandão, desmonta-se num sorriso que se torna no mais belo raio de Sol daquela manhã. Vicente ainda se finge de morto estendido no sofá.
- Onde está a Mãe, Margarida?
- Foi às compras.
Margarida corre outra vez lá para fora, o Vicente deixa finalmente de se tentar fazer passa por morto e senta-se à mesa, como o meu olhar mandou, e fica especado quase incrédulo a olhar para a sandes de fiambre que tem à frente. Eu enfio-me na casa de banho.
Sento-me na beira da banheira e fico-me a olhar ao espelho, um olhar de como quem está a olhar para dentro de si indiferente ao cabelo despenteado, à barba por fazer ou à pequena remela que resiste no canto do meu olho direito...eu não vejo nada disso, eu olho para dentro de mim e pela primeira vez vejo em mim a felicidade, plenitude e tranquilidade de quem ama os que o rodeiam com uma força titânica, de quem não precisa de mais ninguém...só estas três pessoas bastam, deixei de ser dos meu pais ou de alguns amigos mais próximos, agora sou deles e isso basta-me e deixa-me imensamente feliz. Começo a chorar calmamente, depois começo a rir por achar estupido estar a chorar na casa de banho e pela figura que agora sim, vejo ao espelho. Eis-me de roupa interior barba por fazer olhos ainda meio entreabertos onde se seguram remelas e cabelo completamente idiota...como não rir?
- CHEGOU A MÃE!!!!
O grito da pequena Margarida é grande, tão grande que me empurra da borda da banheira para dentro dela, por um lado ainda bem que ela grita assim, ao menos ninguém ouviu o meu espalho.
Saio da casa de banho já quase outro e olho a Mãe de costas a preparar qualquer coisa para a mais pequena comer. Os cabelos amarelos tapam-lhe a nuca, as mãos trabalham quase automaticamente e eu abraço-a e beijo-lhe a face direita, a mais pequena ri-se, o maior faz caretas e manda-lhe pedaços de fiambre. Eu estou agarrado à minha Laura, à qual chamo também de Mãe, ela é a Mãe de nós os três. Eu amo-a. Quando amua e ganha aquele feitiozinho mau, teimoso e embirrante, quando olha para mim com aqueles olhos ternos, doces e verdes, quando apanha os fios de mel que lhe saiem da cabeça, quando anda numa fona a tratar dos miudos, quando se senta ou se deita a meu lado e põe aqueles óculos que lhe dão ar de professora ou de senhora de estracto social elevado, quando a sua pele clara, suave e aconchegante não tem roupa em cima, quando eu finjo que adormeço para ela adormecer também e fico a olhar para ela na pouca luz do nosso quarto, quando a oiço respirar descansada e feliz pois está connosco...e enquanto for assim, não precisaremos de mais ninguém, de mais nada.








Yours sincerely...............Kid_d

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sábado, setembro 02, 2006

Steve Mccormick


Olá Steve, onde quer que estejas.
Olá.
O Steve anda sempre a sorrir, a saltar e a dizer as suas piadas que por muita piada que podessem ter nunca tinham piada nenhuma...por vezes ninguém se ria, as suas piadas eram seguidas de silêncio, ele olhava com aquele olhar de parvo para todos os presentes... e começava a sorrir e por vezes ria a alto e bom som, ou por a piada ter sido mesmo assim bem catita ou por ter criado um momento contrangedor, sem risos mas que com o riso dele se tornava bem agradavel...
"Ele é mas é um palhaço, como é que se consegue andar assim? Um homem com a história que ele tem não deveria andar assim." - quem dizia isto era o senhor da mercearia, o rude Filipé Nis.
E até tinha uma certa razão. Ora analisemos com a devida calma a história do Steve.
A sua infância teve lugar no meio de separação e ajuntamentos...quer do pai, quer mãe. Os seus pais separaram-se e sua mãe envolveu-se com certo senhor chamado Horácio, ora esse tal Horácio dava rotativos na tromba da mãe de Steve como quem comia uma bola com creme...a mãe de Steve torna-se assim num saco de porrada que mais parecia pertencer a Jackie Chan, hm...penso que Horácio queria ser Jackie Chan, não esperem... Jackie Chan não Steven Seagull pois não tinha motivos para bater na sua companheira...o que se assemelha com os filmes do Seagull pois ao fim ao cabo ninguém sabe muito bem porque é que ele arreia naquele pessoal todo em que ele arreia. Mais cedo ou mais tarde a mãe de Steven tinha que deixar Horácio, foi o que fez, Horácio tinha saido da vida da mãe do Steve mas não da do Steve já que o pai do Steve envolveu-se amorosamente com Horácio.
As temporadas de Steve na casa do pai eram autenticos cocktails de droga, LSD, heroina, haxixe, MD, cocaina Steve viu tudo isto passar-lhe à frente enquanto brincava com seus brinquedos. E isto não é tudo, a violência também não tinha acabado já que agora era o pai do Steve que se armava em Seagull para Horacio dando a este brutais mas mesmo brutais cargas de porrada.
Anyway Horacio acaba por morrer depois de já todo fodido injectar cimento no seu sistema circulatório.
O fado de Steve continua...a sua primeira namorada explodiu-lhe nos braços quando se preparavam para fazer amor, ia ficar com a sua virgindade ainda um pouco mais...quando finalmente a perde é com uma gaja que logo por azar tinha Sida, sifilis e herpes genital...mas pronto o que está feito está feito...o que o incomodou mais foram a sifilis e a herpes, já que a Sida ele perde-a juntamente com as chaves do seu segundo carro...aliás Steve nunca teve primeiro carro, passou logo para o segundo já que quando ia para comprar o seu 1º carrinho, este explode na tromba do homem do Stand.....foi a primeira vez que isso aconteceu no ForniCar.
Ele simplesmente é assim já partiu todos os ossos que tem no corpo, ainda o ano passado seu pai e sua mãe morreram os dois com ataques cardiacos sincronizados...mas continua a rir a ajudar quem pode, fazendo voluntariado no orfanato e animando aqueles que tem uma vida muito melhor do que a dele...é um humorista aquele gajo.
Contudo a semana passada aconteceu algo que mudou a vida de Steve Mccormick, ele ganhou o Euro Milhões, finalmente...finalmente algo que ele merecia ficamos todo extremamente felizes por ele....levámos a nossa alegria ao EXtreme (algumas mortes a lamentar nos festejos)...todos alegres......todos menos Steve que assim que soube que tinha ganho fechou-se num quarto a chorar. Entrou em depressão, e ninguém compreendia porquê. Ninguém o viu durante os três dias que ficou fechado em seu quarto...por fim, ao quarto dia Steve desapareceu, deixou todo o dinheiro ao orfanato, que hoje em dia tem o seu nome...nunca mais ninguém soube dele e nunca mais ninguém foi vitima daquela alegria que transbordava dele.
É tudo para que tenho tempo ´migos, agora a minha Helena tá-me a chamar para a janta.








Yours sincerely...............Kid_d

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terça-feira, agosto 29, 2006

The Fish Eye.

Marqui
&
Justin


M- Vamos beber um copo.
J - Então tudo bem, bora lá.

Na esplanada do café.

M- As coisas não vão bem com a Anabela...
J - Este sitio tem bom ambiente, não me lembro de alguma vez termos vindo aqui.
M- Acho que ela anda com outro.
J - As cadeiras são confortaveis, o senhor é simpatico e avia bem, se não espalharmos temos spot.
M- Ela quis uma casa, carro, um filho...dei-lhe tudo e agora aparece com estas merdas?
J - Vais acabar a tua cerveja?
M- Pronto, a casa não era nova o carro não é muito potente e o puto não é particularmente bonito mas pá, penso que somo um casal normal...só não seremos normal se a puta me andar a trair.
J - Tem calma...tão mas agora já chamas puta à tua mulher? À mãe do teu filho? Tás a chamar filho da puta ao teu filho? Mas afinal tens a certeza disso ou não?
M- O Zé o meu vizinho da frente, avisou-me que todas as quintas feiras por volta das 4 vai la a casa um homem todo vestidinho a rigor e que passado um tempo ouve sempre um gemidos...
J - Ó pá, tu queres ver que andas aí pela rua a passear uns belos de uns cornos? Mas ó Marqui, o que é uma traição? O que é uma traição quando o Amor é o que interessa? O que interessa uma traição quando vamos todos morrer?
M- Tenho que tirar a prova dos 9...apesar de nunca me ter ajeitado com essa merda, tenho que tirar folga uma quita, ir lá ver se o gajo entra e partir-lhe a boca toda, enquanto comemos uns cheeseburguers hein?
J - Hmm, não sei quinta feiraa tenho de entregar um rela...
M- Eu deixo-te levar uma ganzita vá lá..
J - É preciso levar alguma coisa?
M- Vontade pá porrada....


Em casa do vizinho de Marqui (Seu José)

M- Desculpa lá ó Zé, não te queria meter nessas cenas...não te queria usar desta maneira.
Zé - Não faz mal Marqui, é que os gemidos que vem dai excitam-me e já me provocaram bolhas na mão direita...desculpa eu disse que os gemidos que vinham de lá excitavam-me e provocaram bolhas na minha mão direita? desculpa, o que queria dizer era : é um prazer ajudar.
J - A tua casa vai mas é ficar a cheirar a ganza sóce, deixa-me só acabar este cheeseburguer.
M- OLHA! É o gajo....o filho da puta tá a entrar...
J - Quem tá a entrar e começar a bater é este joint.
Z - Agora é que começam os gemidos.......vêm, estão a ouvir? É como lhes disse.
M- MERDA! Ela está a gemer. Que caralho fodasse, como é que isto chegou a este ponto?
J - Relaxxxa. Fuma esta merda e relaxxxa.
M- Dá cá isso....

Passado 4,5 horas.

Z - Ai a minha vida os gemidos continuam e agora tenho dois drogados aqui no hall.
M- RuMpAs
J - tChI, tAs a vEr O mEsMo QuE eu?
M- yA!!!!! é O mIcHaEl J. fOx ....WoOoOoOoO.




No dia seguinte.



M- Vamos beber um copo.
J - Tudo bem bora lá.

Na esplanada do café.

M- Já sei como me vou vingar da Anabela, hoje chego mais cedo a casa e meto-me na cama com uma gaja qualquer, ela chega ve-me e eu digo : Na tua tromba, andas-me a trair eu faço o mesmo booka...tamos quites BIATCH. E se ela negar sais tu do armario e dizes que também viste e ouviste tudo tal e qual como eu e como o Seu José.
J - És maluco dos cornos....And I like it. Quem vais por na tua cama?
M- Sei lá, olha podemos chamar a Laura das limpezas.
J - Pá este spot é mesmo bacano, nem sinto que o meu cu tá em cima de uma cadeira de plástico...esta deve ser como aquelas que os astronautas usam man, sente a suavidade dude.

Apartamento de Marqui. Com tudo já preparado, Marqui e Laura na cama e Justin do armario.

M- VÁ vá, ela vem a entrar....

(simulam-se barulhos de prazer)

Anabela- Mas o que é que vem a ser isto?
M- AHAH...(Marqui olha para a mão onde estava escrita a sua fala) Na tua tromba, andas-me a trair eu faço o mesmo booka...tamos quites BIATCH.
(Justin salta do armario)
J - E eu sou testemunha HO!.
A- Mas, mas...Marqui tu sabes o meu trabalho, eu sou editora de filmes para adultos...o Fábio era simpatico o suficiente para vir aqui a casa para trabalharmos, eu esfarrapo-me para por comida na tua boca e tu agradeces-me assim?
M- Hey, eu também trabalho.
J - Não Marqui tu não trabalhas.
M- Hmmm, pois não. Tão mas nem seuqer um handjobzito?
A- NÃO....OLHA FODASSE ADEUS, VAI-TE FODER MAIS A TUA AMIGA....
(*Slam*)
J - Tão mas já que vocês tão semi-nus na cama, podemos fazer qualquer coisa hein?

Laura- ZzZzZzZzZzZzZZzZzzZ.




Yours sincerely...............Kid_d

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sexta-feira, agosto 25, 2006

Quero vomitar-te cá para fora...e bater-te.

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segunda-feira, agosto 07, 2006

Dawn
























Pronto tá decidido, hoje vou ver quantas pessoas é que consigo matar sem a policia me por as mãos em cima.
Levanto-me demasiado rápido e fico com tonturas, um pontapé nos colhões do meu irmão e ele fica deitado no chão, a cabeça dele impede-me de fechar a porta, não há problema bato com a porta nele até a sua cabeça parecer a melância que comi ao jantar.
Sento-me na cama o mais rápido possivel e enfio as minhas botas de biqueira d´aço saio do quarto indo de encontro às coisas, vejo o meu cão a olhar-me com cara de um anuncio da scotex, um bico nos cornos e ele fica sem essa cara, fodasse um bico nos cornos e ele ficou sem aquela cabeça tão fofa.
Os cotas não tão em casa, sorte ou azar deles.
Entro no elevador e oiço aquela musiquinha irritante com um sorriso na cara.
O porteiro diz-me bom dia mas depressa nota que o dia não será bom para ele, come com um cachuco que o meu pai tinha dado a minha mãe por um dos seus aniversários, come com ele vezes infinitas na cara e entre pernas, não que tenha nada contra ou a favor de pilas...mas é o sitio onde dói mais.
Esse estupido que agora está no chão tinha um tira-teimas na gaveta da sua secretária, a primeira a levar com ele é uma velha que ia a entrar no prédio com as suas compras, ela perguntava-me sempre como tinha corrido a escola... já não perguntará mais.
Abro a porta do carro da minha mãe calmamente, ponho-o a trabalhar...ando poucos metros e páro na passadeira até a altura em que quem estivesse a passar ficasse mesmo à minha frente.....ups.... desculpem....tenho o pé pesado e este carro vai dos zero aos 100 em meros segundos.....os corpos não são mais do que lombas para os amortecedores do carro, assim como são para mim.
Páro num stop e um carro da policia pára à minha frente, e os ocupantes saiem da viatura, aparentemente eles vinham cheios de pressa não sei para quê...mas eu não queria gastar o precioso tempo de dois agentes da nossa honrosa força policial, por isso não paro...
Peço desculpa pela minha falta de educação enquanto tiro a arma a um agente da autoridade, contudo acho que ele não ouve grande coisa, é pena...mas com a merda que se diz se calhar é um mal menor.
Continuo a minha viagem disparando aleatóriamente, depois travo a fundo e baleio um rapaz que entregava uma pizza proveniente da Telepizza, nunca me serviram bem.
Sigo a uma velocidade moderada até o meu veiculo ser abalrroado, outra vez forças policias....mas que fiz hein? que mal é que terei feito? será que infrigi o limite máximo de velocidade? não parei num stop? pisei o risco continuo?
Pergunto ao senhor guarda se há algum problema mas ele grita muito e não percebo nada.
Vejo que não tenho qualquer gota de sangue em mim, calculo que a arma já só tenha uma bala...não fica lá dentro a fazer nada.
Não tinha vestigios de sangue em mim...
Eu tinha sangue em mim. Afinal o sonho foi molhado.
Acordo de um sonho agradavél pintada de vermelho:
- Hm, será que o meu periodo tem de aparecer todos os meses?







Yours sincerely...............Kid_d

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